Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
Com indústria e comércio desaquecidos, PIB desafia nova equipe Com indústria e comércio desaquecidos, PIB desafia nova equipe
Brasília – A equipe econômica do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, que será formalmente anunciada esta semana, terá pela frente o desafio de reverter o colapso de confiança que abate empresários, investidores e famílias, e que jogou por terra o crescimento econômico. Não será uma tarefa fácil. Depois de três quedas em quatro trimestres, o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) tende a ser igualmente pífio, conforme mostrará na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A aposta dominante no mercado financeiro é que a atividade tenha se expandido apenas 0,1% no período de julho a setembro. Ainda pouco, portanto, para indicar uma retomada mais forte do crescimento. Mas, já suficiente para pelo menos tirar o país do quadro de recessão que se instalou na economia na primeira metade do ano.

Mais do que o número em si, o desafio da próxima equipe econômica será mostrar que fará o necessário para colocar o país nos trilhos do crescimento. Hoje, o quadro da economia é desolador. A indústria encolhe há cinco trimestres consecutivos. Ao mesmo tempo, o crédito rareou, o que dificulta a expansão do consumo, que vinha sendo, até então, o único pilar de sustentação do crescimento econômico.

Para piorar, a inflação mais elevada estrangulou o poder de compra dos brasileiros, o que tende a tornar ainda mais difícil a recuperação do crescimento. “O consumo das famílias não tem mais aquele fôlego de antes”, diz o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, que prevê que, no terceiro trimestre, o consumo das famílias tenha recuado 0,1%. Seria, portanto, a segunda queda em três trimestres, já que houve perda de 0,2%, no trimestre encerrado em março, e alta de 0,3%, no encerrado em junho.

Recessão “Resumindo: no ano, o crescimento do consumo das famílias é zero. Significa que estamos estagnados”, reforça o economista. Rabi é enfático. Para ele, o modelo de crescimento baseado apenas no consumo já se esgotou. “Esse modelo só funciona quando você tem ociosidade na indústria e no mercado de trabalho. Então, ao estimular o consumo você consegue fazer com que a economia cresça para reocupar essa ociosidade”, diz. Boa parte dos economistas do setor privado defende um modelo de crescimento que foque no investimento e que produza ganhos de produtividade, sobretudo na indústria.

O setor produtivo está em recessão desde 2013 e já começou a demitir. Apenas a indústria de São Paulo já desligou 51 mil funcionários em 2014, o pior resultado desde 2006. Dos 22 setores industriais, 14 tiveram saldo negativo nas contratações. Mas, ainda pior do que olhar para trás é saber que o futuro tende a ser ainda mais preocupante, por uma razão simples. Se já não agradaram, os resultados da indústria tendem a ser ainda piores no futuro. Isso porque nos últimos anos o setor somente sobreviveu por causa dos sucessivos subsídios concedidos pelo governo para estimular a produção nas fábricas.

Mas, diante da piora generalizada das contas públicas, não há mais possibilidade de manter os subsídios, sob pena de os descalabros da política fiscal levarem o Brasil a ser rebaixado por uma das três agencias de classificação de risco, a partir de 2015. Por isso o governo já sinalizou às montadoras que deverá elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis a partir de janeiro. O objetivo é melhorar a arrecadação e garantir a recuperação do superavit primário, que desabou no ano.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 previa que o setor público consolidado (governos federal, estaduais, municipais e estatais, exceto Petrobras e Eletrobrás) economizasse R$ 99 bilhões para saldar os juros da dívida pública e fazer o superavit primário. Mas, diante do fracasso dos resultados obtidos no ano, a meta foi praticamente abandonada. Apenas em setembro, o saldo nas contas fiscais, mesmo sem contar os gastos com juros, foi um deficit de R$ 25 bilhões – o pior resultado desde 1997.

Inflação Mas, se a economia não é um forte do governo, o mesmo não se pode dizer dos gastos públicos, que aumentaram em larga escala, sob a justificativa que era preciso estimular o crescimento. No ano, o consumo do governo já avançou 2,1%, de acordo com dados do IBGE. Ocorre que a gastança de dinheiro público tem como resultado jogar ainda mais lenha na fogueira da inflação. Nos últimos 12 meses, até outubro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) cravou alta de 6,59%, estourando pela quinta vez no ano o limite de tolerância da meta de inflação. Com isso, os produtos chegam até os brasileiros cada vez mais caros, o que impede o consumo e, por sua vez, inibe ainda mais o crescimento.

Ano perdido

O próprio governo parece crer que 2014 é um ano perdido para o crescimento. Prova disso é que, na sexta-feira, reduziu de 0,9% para 0,5% a previsão de expansão do PIB este ano. Não é só. Por mais que tenha traçado um quadro mais preocupante para a atividade, os números que constam no mais recente relatório bimestral de receitas e despesas ainda estão distantes da realidade. No mercado financeiro, é consenso que o país não conseguirá crescer acima de 0,2% até dezembro. Mas há analistas que projetam um desempenho ainda pior para a economia, de total estagnação. Mesmo para 2015, a situação ainda é desanimadora. “Nós prevemos que o PIB cresça no próximo ano próximo de 1%”, dispara o economista-chefe da LCA consultores, Bráulio Borges.
Fonte: Correio Braziliense
Tags: Indústria, Comércio, Economia, Pib
São Paulo - A Casas 17/09/2014 - Saiba quem são as 13 redes de moda que mais vendem no Brasil
São Paulo – Nos últi22/07/2014 - 20 franquias que buscam empreendedores no interior de SP
São Paulo - Ter uma 11/05/2015 - 30 opções de franquias para trabalhar de casa
São Paulo – Muitos e04/08/2014 - 20 opções de franquias para abrir em casa
São Paulo - Muitos e06/07/2015 - 20 franquias para quem pode investir até 20 mil reais
Os shoppings da Gran05/12/2014 - SP: Shoppings têm horário especial em dezembro para compras de Natal
Texto da Busca:
Data Inicial:
Data Final:
                   
shoppings são paulo natal e-commerce ecommerce economia indústria inadimplência franquias ipi comércio comércio eletrônico crédito preços consumo varejo supermercados veículos vendas faturamento

Notícias | Artigos | Motivação | Cases | Feiras | Links | Newsletter | Cadastre-se | Calendário do Varejo | Twitter | RSS | Fale Conosco
© 2017 Copyright Varejista.com.br. Todos os direitos reservados. - Site: SGP Infront