Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014
Faturamento do comércio cai 8,1% na região de Sorocaba Faturamento do comércio cai 8,1% na região de Sorocaba
O faturamento do comércio varejista na região de Sorocaba registrou, em agosto, a segunda queda consecutiva. O total foi de R$ 2,2 bilhões, 8,1% a menos em relação ao mesmo mês de 2013. Na comparação com julho deste ano, o faturamento cresceu 1,2%. No acumulado, de janeiro a agosto, a região (que compreende 58 municípios) apresenta uma alta de 2,1%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), que trabalha com números da Secretaria Estadual da Fazenda.

No Estado, as vendas do varejo recuaram 9,9% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado, e registraram um volume real de R$ 43,2 bilhões no mês. É a maior e sexta queda mensal consecutiva no ano. Com o novo recuo, o acumulado do ano passou de 1,2% em julho para 2,4% em agosto. As quedas consecutivas do faturamento aumentam as chances de projeção negativa no total de 2014, apesar das vendas maiores no final do ano devido ao Natal.

Na região de Sorocaba, os quatro segmentos do comércio varejista com maior receita apresentaram queda de vendas em agosto, diante de agosto de 2013. A maior foi nas lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-34,7%), totalizando R$ 266,8 milhões no mês.

As vendas das concessionárias de veículos também tiveram recuo (-14,4%), assim como supermercados (-4,1%) e outras atividades do comércio em geral (-1,6%). Os três segmentos somaram faturamento de R$ 269,8 milhões, R$ 629,1 milhões e R$ 458,8 milhões, respectivamente, de acordo com a pesquisa da Fecomercio-SP.

O desempenho positivo no mês ficou por conta das lojas de vestuário, tecidos e calçados, que elevou a receita para R$ 127,1 milhões, 19,5% a mais que em agosto do ano passado.

Em julho, o comércio varejista na região contabilizou uma queda de 6% em relação ao mesmo mês de 2013. Eletrodomésticos e eletrônicos também tiveram o maior recuo entre os segmentos, de 32%, seguido por concessionárias de veículos, com 9,3%, e lojas de móveis e decoração, com 9%. Em julho, os supermercados já venderam menos que no ano passado, uma retração de 2,5%.

Jundiaí

A região de Sorocaba segue a maioria das outras regiões do Estado. Portanto, a queda do faturamento no comércio, em agosto, é generalizada. Das 16 regiões, apenas em Jundiaí as vendas não caíram. "Em cinco, a taxa de queda de vendas ficou acima da média do Estado e, em dez, houve recuos menores do que no total do Estado", conforme a Fecomercio-SP.

Na média estadual, a venda dos supermercados surpreendeu negativamente. Recuou 1% em relação a agosto do ano passado, depois de ter crescido por quatro meses consecutivos. É o segmento com maior peso no varejo, por causa dos bens de consumo essenciais. E o faturamento negativo indica que o consumidor está reduzindo os gastos também em alimentos, produtos de higiene e limpeza.

O resultado geral do mês, no Estado, aponta que apenas duas das dez atividades pesquisadas tiveram aumento de vendas: farmácias e perfumarias (4,1%) e lojas de departamentos (4,5%). As farmácias e perfumarias prosseguem com crescimento em 2014, acumulando no ano expansão de 6,6%.

Para economistas do Fecomercio-SP, "o processo de contenção do movimento varejista é resultado de variáveis como renda, emprego, inflação e crédito - não de fatores locais." A federação destaca que, até julho, apenas duas atividades seguiam elevando as vendas: supermercados e farmácias e perfumarias, "ambas atendendo ao consumo de bens básicos e de primeira necessidade".

Sorocaba

O economista e professor da Universidade de Sorocaba (Uniso), Lincoln Diogo Lima, enumera dois principais fatores para o desempenho negativo do comércio, a inflação alta e o aumento dos juros. Segundo ele, "os segmentos que tiveram maiores quedas de faturamento em agosto, na região de Sorocaba, são os que vendem a prazo: veículos e eletrodomésticos/eletrônicos". Os juros mais altos para o financiamento desses produtos fazem os consumidores desistirem ou adiarem a compra.

Junho foi o pior mês para o comércio, afetado pela menor quantidade de dias úteis devido à Copa do Mundo. O freio no consumo perdurou no mês seguinte e agosto poderia sinalizar uma recuperação, o que não ocorreu. Para o economista, os dados divulgados pela Fecomercio-SP são preocupantes, pois confirmam uma tendência de queda na maioria dos segmentos e das regiões do Estado.

Lima destaca o recuo na venda dos supermercados, atividade normalmente menos suscetível, e que vinha registrando crescimento. Para ele, os dados da pesquisa indicam uma queda na renda das famílias, que reduzem seu poder de compra frente à inflação. Segundo o economista, para o final do ano não há algo significativo que possa reverter esse quadro.

Gasolina e Selic

O reajuste da gasolina e do diesel, mais a taxa referencial Selic, que passou a 11,25% ao ano, devem afetar negativamente na inflação e no custo maior do crédito, diz Lima. Mas, por outro lado, "a inflação dos alimentos deve baixar um pouco, com um impacto maior no orçamento das famílias de baixa renda".

O presidente da Associação Comercial de Sorocaba (Acso), Nilton da Silvar Cesar, observa que junho e julho foram meses ruins para o comércio na cidade de Sorocaba. Os dados disponíveis pela associação são obtidas com base nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), por isso relativas às vendas a prazo. Sobre a pesquisa da Fecomercio-SP, ele acredita que os dados regionais abrangem grande número de cidades, que têm características diversas entre si.

Cesar tem uma previsão otimista para o fim do ano, apesar dos juros mais altos. Segundo ele, a cidade de Sorocaba é um centro regional de comércio e a expectativa é de um volume maior de vendas nesse período, em relação ao ano passado. A estimativa é de 2,5% acima do ano passado. Para o presidente da Acso, as pessoas podem conter os gastos durante o ano, mas no Natal tradicionalmente compram presentes e produtos para a ceia.
Fonte: Cruzeiro do Sul
Tags: Faturamento, Comércio, Sorocaba
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