Sexta-feira, 07 de Novembro de 2014
Comércio eletrônico brasileiro x chinês: como competir com estratégia? Comércio eletrônico brasileiro x chinês: como competir com estratégia?
A disputa entre produtos chineses e nacionais vem se tornando cada vez mais acirrada no comércio eletrônico. Segundo dados do E-bit, as aquisições de produtos online do país oriental cresceram 32% entre 2012 e 2013 e deverão aumentar outros 20% em 2014. Geralmente, os consumidores brasileiros atraídos por lojas online como AliExpress (focada em roupas e acessórios) e Deal Extreme (especialista em eletrônicos) buscam preços mais atrativos, menor cobrança de impostos e possibilidade de frete grátis. Muitos sites, inclusive, ensinam a não cair em uma roubada ao comprar em e-commerces chineses – sim, a possibilidade de fraude existe.

Engana-se quem pensa que a competição só existe de verdade com a China. O Brasil recebeu 20,8 milhões de encomendas vinda de várias partes do mundo em 2013, quantidade 44% maior do que a do ano anterior. Atrás da China, surge outro gigante, os Estados Unidos, que recentemente oficializou a operação do E-Bay no Brasil. Essa realidade despertou a atenção da Receita Federal brasileira, que deve implantar até 2015 um sistema para rastrear as compras vindas de fora do país e proteger a produção nacional.

Paralelamente a isso, gestores de e-commerce também podem – e devem – reagir ao avanço dos sites estrangeiros, principalmente aos chineses (por serem os mais agressivos em termos de preços, dadas as condições trabalhistas, fiscais e ambientais que já se falou muito). Contudo, como ser mais competitivo? Por onde começar? Conforme disse acima, existem três frentes que podem ser atacadas:

Precificação inteligente dos produtos

A definição de preços é fundamental para quem deseja competir de igual para igual com os grandes players. Nesse processo, devem ser analisados os valores trabalhados pela concorrência, além da oferta e da disponibilidade de estoque da própria loja. Talvez seja impossível chegar a um preço tão baixo quanto aqueles praticados na China, mas a precificação inteligente e automática – que analisa comparadores de preço – e-mail marketing e outros canais pode atrair mais consumidores, principalmente em e-commerces de nicho. Isso acontece porque as informações de valores de cada produto são dinâmicas e, por isso, tornam-se mais competitivas.

Gestão qualificada do frete

Os portais orientais oferecem entrega gratuita em grande parte dos produtos ofertados. No entanto, o tempo de espera costuma ser bastante elevado – de 15 a 45 dias úteis. Para tentar competir com a produção chinesa, o comércio eletrônico nacional deve aprimorar a gestão do frete em suas lojas e oferecer entregas mais rápidas, baratas e seguras. Afinal, que consumidor não deseja receber de maneira ágil uma mercadoria adquirida?

Nesse processo, existem algumas soluções que podem auxiliar nos negócios: adotar uma tecnologia que automatiza o cálculo do frete; firmar contratos com novas transportadoras para aumentar a área de abrangência e ter acesso a condições de preço e prazo melhores; e, por fim, criar campanhas de frete grátis inteligentes, baseadas no tipo dos produtos, que não ameacem a margem de lucro dos gestores.

Atenção aos impostos

Brasileiros buscam endereços chineses dada a possibilidade de comprar produtos diretamente dos fornecedores, situação em que não há a mediação de um importador e, por consequência, não são adicionados impostos ao preço final. O resultado é um produto muito mais barato do que o encontrado por aqui. Nesse contexto, há pouco o que pode ser feito contra a estrutura fiscal brasileira.

Contudo, é preciso ficar atento a alguns aspectos: compras de até U$ 50 enviadas de pessoa física para pessoa física não passam por taxação, mas em alguns estados não estão livres do ICMS. Valores maiores e pacotes enviados por pessoas jurídicas estão sujeitos a uma alíquota que pode chegar a 60% sobre o valor da mercadoria, conforme apurou o portal de tecnologia Gizmodo. Nesse sentido, donos de lojas virtuais devem ser espertos e trabalhar para atrair a atenção de consumidores para produtos de maior valor agregado – eletroeletrônicos entram na conta, por exemplo.

Há, ainda, outras áreas no comércio eletrônico nacional que carecem de investimento para que se tornem mais competitivas – segurança, usabilidade dos portais e campanhas de marketing digital são bons exemplos. Em todas elas, planejamento estratégico é fundamental. Ainda que você gaste um tempo estudando opções, o retorno sobre o investimento em soluções que aprimoram a experiência de compra online são excelentes e capazes de fidelizar clientes.

Guilherme Reitz é fundador do Axado.com.br, empresa de tecnologia com foco em logística de transportes e Mestre em Organizações, Tecnologias e Gestão pela ESAG/UDESC.
Fonte: Portal Administradores
Tags: Comércio eletrônico, Estratégia, Produtos chineses, E-bit, Competição, Aliexpress
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