Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014
Grandes montadoras amargam queda nas vendas e carros de luxo fazem sucesso Grandes montadoras amargam queda nas vendas e carros de luxo fazem sucesso
Quem vai ao Salão do Automóvel sem saber como anda o mercado automobilístico brasileiro pode chegar à conclusão de que as coisas estão muito bem, obrigado. Lá se encontram os tradicionais lançamentos, carrões, performances de artistas e muito investimento em marketing para que uma marca brilhe mais do que a outra no Pavilhão do Anhembi. O evento, que abre para o público nesta quinta-feira (30/10), começou nesta terça (28/10) para a imprensa.

A realidade, porém, é que 2014 não está sendo um ano fácil para o setor de automóveis. As montadoras que abocanham a maior fatia do mercado brasileiro não cresceram. Em 2014, no acumulado até setembro, houve queda de 9,1% na venda de veículos, segundo a Anfavea. Muitas colocaram os funcionários em regime de lay-off. Nem por isso, elas deixaram de apresentar carros conceito ou novidades. Isso porque, mesmo em um mercado em crise, a expectativa é que o ciclo de crescimento seja retomado no longo prazo. Além de considerarem o Brasil um mercado muito importante, as empresas acreditam que quem tiver ficado para trás e deixado de investir vai facilmente perder clientes.

Ford, GM, Volkswagen e Fiat confirmaram queda nas vendas. Segundo os executivos consultados por Época NEGÓCIOS, o próximo ano não deve ser muito melhor: a expectativa da maioria é que a demanda fique estável ou cresça pouco em relação a 2014. “Este ano foi difícil por vários motivos. Teve a Copa, tivemos menos dias de produção e de consumo. No segundo semestre, o processo eleitoral causou volatilidade no mercado. Até tínhamos expectativa de um segundo semestre melhor, mas não será”, afirmou Cledorvino Belini, presidente da Fiat Chrysler para América Latina.

Para os próximos meses, a esperança é que o país retome o crescimento e controle a inflação. Além da antiga demanda pela redução do custo Brasil, o que requer um projeto de longo prazo, as montadoras também pretendem convencer o governo a não aumentar a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida prevista para o final deste ano. Outro fator visto como um entrave para a retomada do crescimento das vendas é o crédito escasso. “Estamos vivenciando um conservadorismo do setor financeiro”, disse Rogélio Golfarb, vice-presidente da Ford para América do Sul.

Mercado Premium

Mesmo em um cenário morno, nem todo mundo está perdendo. O mercado de veículos premium não fala em crise. A Audi, por exemplo, espera fechar o ano com crescimento de 100% das vendas e crescer mais 25% em 2015. A Mercedes-Benz, no setor de automóveis particulares, também está otimista em relação a 2014 e deve bater o recorde de unidades vendidas.

Segundo o presidente da Audi Brasil, Jörg Hofmann, alguns fatores explicam esse descolamento da média do mercado. A ampliação e o relacionamento com a rede de concessionárias, o investimento em marketing - pela primeira vez em 10 anos, a Audi lançou um comercial feito exclusivamente para o país, o foco em treinamento de funcionários e no produto em si.

O discurso de Dimitris Psillakis, diretor de vendas da Mercedes, é parecido. Ele credita o bom resultado ao lançamento de novas versões e o crescimento da rede de concessionárias. Segundo Psillakis, o Nordeste é uma grande aposta. Enquanto as vendas no Brasil devem crescer 25% este ano, na região crescem o dobro, a uma taxa de 50%.

Tendências

Acompanhando os lançamentos no Salão, é possível identificar algumas tendências do mercado de automóveis no Brasil. A primeira delas é a aposta em SUVs. Quase todas as montadoras apresentaram carros conceito ou mesmo modelos desse tipo que estarão em breve no mercado. Algumas mostraram SUVs propriamente ditos, outras investiram em crossovers, também chamados de SUVs compactos, que misturam características de carros compactos e utilitários. A tradicional Jeep apresentou o modelo Renegade, que será produzido na fábrica de Pernambuco. Já a Nissan trouxe o conceito Kicks. Parece que todo mundo pretende ganhar uma fatia desse mercado, que hoje é dominado pelo Ford EcoSport.

Outra tendência, pautada na demanda dos consumidores, são os carros cada vez mais conectados. Paineis interativos, com mais funções e compatíveis com dispositivos móveis também marcam presença no Salão.

Por fim, os carros híbridos parecem estar se tornando uma realidade. A Audi, por exemplo, confirmou para o próximo ano a venda de seu modelo A3 Sportbakc E-Tron. Outros, como Mitsubishi Outlander PHEV, Golf GTE e Fiat 500 e, foram apresentados no Salão, mas não têm data para chegar ao mercado. Apesar das novidades, as fabricantes de carros 100% elétricos, como Nissan e Mercedes, reclamam da falta de incentivo do governo para trazer esses carros ao mercado brasileiro.
Fonte: Época Negócios
Tags: Montadoras, Carros de luxo, Anfavea, Vendas, Automóveis, Mercado automobilístico
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