Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014
Cia Hering tem vendas fracas no 3º tri, mas lucro sobe com benefícios fiscais Cia Hering tem vendas fracas no 3º tri, mas lucro sobe com benefícios fiscais
SÃO PAULO (Reuters) - A varejista de moda Cia Hering viu o lucro líquido subir 21,7 por cento no terceiro trimestre ante igual período de 2013, a 70,89 milhões de reais, impulsionado por benefícios fiscais em um período marcado por fraco desempenho de vendas.

Entre julho e setembro, a receita líquida da companhia somou 363,6 milhões de reais, alta de 0,7 por cento sobre um ano antes e abaixo das estimativas de analistas, de 376,3 milhões de reais em pesquisa da Reuters.

As vendas em mesmas lojas da rede Hering Store, sua principal marca, registraram recuo de 6 por cento no período, demonstrando a dificuldade da companhia em melhorar o indicador, que considera apenas os pontos abertos há mais de um ano.

Acompanhadas de perto pelo mercado, as vendas em mesmas lojas da Hering acumulam declínio de 7 por cento nos nove primeiros meses do ano, ante mesmo período de 2013.

Para o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Frederico Oldani, o desempenho trimestral nessa linha foi um pouco pior do que o esperado, afetado pelo cenário macroeconômico desafiador, e com as finais da Copa impactando negativamente o movimento nos pontos de venda em julho.

No terceiro trimestre, a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 9,4 por cento sobre um ano antes, a 74,7 milhões de reais, também abaixo da expectativa de analistas de 78,2 milhões.

Segundo a companhia, o resultado refletiu a queda anual de 2,2 por cento no lucro bruto, impactado por maior atividade promocional, além de aumento nas despesas com vendas, gerais e administrativas em função de mudança organizacional ocorrida ao longo de 2013.

A margem Ebitda da companhia caiu 2,2 pontos percentuais sobre o mesmo período do ano passado, a 20,6 por cento.

Em comentário de desempenho, a Cia Hering afirmou que os próximos trimestres devem mostrar melhorias graduais nos resultados operacionais, mas ressalvou esperar um recuo de 2 pontos percentuais na sua margem Ebitda em 2014.

Citando um ambiente econômico que requer maior foco na rentabilidade das lojas, a empresa também anunciou que irá frear as inaugurações neste fim de ano e em 2015.

Agora, são previstas 75 novas lojas no ano, sendo 50 da Hering Store, 23 da Hering Kids e 2 Hering for you, ante plano anterior de 100 unidades, sendo 70 lojas Hering Store e 30 unidades Hering Kids.

Na visão de Oldani, os preços de aluguéis ainda não estão refletindo a deterioração do cenário de consumo, sendo que os shoppings novos têm sido abertos com desempenho fraco e baixa taxa de ocupação. Por isso, disse o executivo, a companhia está focando para a abertura de lojas mais rentáveis nesse momento.

"A gente acredita que vai ter chance de negociar melhor, conseguir aluguéis mais baixos", afirmou Oldani. "Acreditamos que o potencial das marcas não mudou, o que mudou foi a velocidade que a gente vai chegar lá."

Nos três meses encerrados em setembro, a companhia abriu 11 lojas, sendo 7 Hering Store, 3 Hering Kids e uma unidade no Uruguai. Ao mesmo tempo, foram fechadas 3 Hering Store no Brasil, uma loja na Venezuela e sua única loja da dzarm., como parte do plano de reposicionamento da marca.
Fonte: Reuters
Tags: Cia hering, Vendas fracas, Lucratividade, Benefícios fiscais, Varejo
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