Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014
Veículos vão mal e limitam expansão do comércio Veículos vão mal e limitam expansão do comércio
RIO DE JANEIRO, RJ - Se o comércio como um todo teve um desempenho favorável em agosto, o mesmo não se pode dizer do setor de veículos, um dos ramos mais importantes da atividade e de maior peso no PIB comercial.

Apesar de ainda mantidos alguns estímulos ao consumo de automóveis, as vendas de veículos e motos, partes e peças, mostraram uma perda de 2,5% de julho para agosto. O resultado destoa do varejo, cujas vendas voltaram a crescer após dois meses.Em 12 meses, a queda do setor é de 5,5%. De janeiro a agosto, soma uma retração ainda mais intensa: 9,8%. Os dados são do IBGE. Outros dados mais recentes apontam que o comércio de veículos também não deve deslanchar. Um deles é o índice de Intenção de Consumo das Famílias, da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que apresentou em outubro queda de 0,4% (121,5 pontos) na comparação com setembro.

Frente a outubro de 2013, a disposição das famílias de irem às compras caiu 3,8%, divulgou a entidade nesta quarta-feira (15).Como os veículos não são bens de primeira necessidade e têm um valor maior, seu consumo sempre tende a ser postergado em tempos de desaceleração do mercado de trabalho, de maior incerteza e de endividamento elevado. Para a CNC, a piora da confiança de consumidores está ligada também ao repique dos preços dos alimentos, que vinham em queda.

Esse cenário de menor otimismo tende a manter o consumo de automóveis desaquecido nesses meses finais de 2014, o que terá reflexo na produção do setor -um dos mais importantes da indústria, pois carrega consigo uma extensa cadeira de fornecedores. Em setembro, porém, os emplacamentos de veículos mostraram uma melhora e subiram 8,08% na comparação com o mês anterior, segundo a Fenabrave (federação das distribuidoras de veículos).

Na comparação com setembro de 2013, contudo, houve retração 2,92%. No acumulado do ano, a tendência é a mesma: o indicador que sinaliza as vendas do setor mostra uma perda de 7,99%. ATACADO E VAREJO Os ramos de veículos e material de construção vendem seus produtos também por atacado. Por este motivo, não integram o índice do comércio varejista.

O IBGE calcula o indicador do varejo ampliado, que incluiu também esses dois segmentos. Nesse caso, as vendas do comércio mais amplo apontaram queda de 0,4% de julho para agosto diante da queda de veículos -o chamado varejo restrito apontou alta de 1,1%. Já em 12 meses, a taxa se manteve positiva no comércio ampliado (0,6% até agosto), embora abaixo do varejo "puro" -alta de 3,6%. Para o IBGE, alguns ramos do varejo, como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, tecidos, vestuário e calçados e papelaria foram beneficiados por promoções e o retorno às aulas em agosto.

O Bradesco pondera, em relatório, que "o resultado [positivo] de agosto não devolveu a queda observada nos dois meses anteriores". "Dessa forma, mantemos nossa expectativa de moderação do consumo das famílias ao longo de 2014", diz o banco. Tal moderação terá impacto no PIB do terceiro trimestre, que deve vir, porém, melhor do que os dois trimestres anterior. O Bradesco prevê uma alta de 0,5% de julho a setembro. Para o PIB de 2013, a maior parte de bancos e consultorias espera uma taxa próxima de zero, com avanço perto de 0,3%.

Especificamente para o comércio, a CNC prevê um crescimento de 3,5% neste ano.
Fonte: TNOnline
Tags: Veículos, Comércio, Desempenho, Consumo, Automóveis, Cnc, Fenabrave
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