Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
Classe C ainda atrai as redes de franquias no Rio de Janeiro Classe C ainda atrai as redes de franquias no Rio de Janeiro
São Paulo - Após se consolidarem na zona sul do Rio de Janeiro, redes de franquias cariocas passaram a expandir os negócios para regiões periféricas, como as comunidades pacificadas, localizadas nos bairros da zona norte e Grande Rio.

O movimento está atrelado ao aumento do poder de renda da classe C e à chegada das Olimpíadas em 2016, que devem impulsionar o comércio no estado, de acordo com especialistas. Zonas de grande mobilidade urbana também chamam a atenção pelas estações de trens e metrôs que passaram a ser estratégicas para as redes.

"A presença de franquias em áreas pacificadas é uma realidade. Hoje, as classes C e E são geradoras de tendências para as companhias", afirmou ao DCI, o presidente da ABF do Rio de Janeiro, Beto Filho.

Para ele, as regiões têm grande potencial de investimento, uma vez que as companhias passaram a capacitar os moradores das comunidades, estimulando o empreendedorismo nas periferias. "Este ano, a expectativa é que o franchising no Rio de Janeiro cresça 7% e fature US$ 14 bilhões, crescimento alinhado ao PIB da China", disse ele.

Subindo o morro

Entre as empresas que buscam ampliar as operações está a rede Espetto Carioca - especializada em churrasco. Com 19 lojas e faturamento de R$ 100 milhões no ano passado, a companhia negocia a primeira loja na Rocinha, comunidade localizada na zona Sul do Rio de Janeiro. "Antigamente a preocupação era com a violência. Com a pacificação, o comércio ficou muito aquecido por lá", contou um dos sócios da marca, Leandro de Souza.

Com a projeção de crescer no mínimo 50% este ano e chegar a 50 lojas em 2015, ele diz que a procura pelas franquias da rede é grande, inclusive por investidores estrangeiros. Segundo ele, já existem várias propostas e pessoas com planos de levar a marca a países como Estados Unidos, Portugal e Inglaterra. Com uma lista de espera com 360 nomes, o próximo passo da marca será abrir unidades no interior do Estado de São Paulo, em cidades como Piracicaba.

Eventos mundiais

No mercado há 25 anos, a companhia também está de olho no potencial de consumo dos turistas durante as Olimpíadas de 2016. De acordo com Souza, na Copa do Mundo o faturamento das lojas cresceu cerca de 30%, quando a marca chegou a vender 400 caipirinhas por dia. "Montamos uma loja na orla de Copacabana, que deu muito certo. Agora vamos abrir mais uma, na área do Leme", ressaltou.

Entre as unidades de maior rentabilidade para a Espetto Carioca, destaque para a Barra da Tijuca e para o Recreio dos Bandeirantes. No caso do evento Olímpico, a aposta é o bairro da Lapa, região próxima de hotéis que servirão de alojamento para os atletas.

Baixada Fluminense

Especializada em lanches e sucos naturais, a Megamatte é outra companhia também atenta ao potencial de consumo da classe C, que hoje representa 60% do seu público consumidor. Presente em todo o Estado do Rio de Janeiro, boa parte do faturamento da rede está concentrado nas unidades instaladas no Grande Rio, como Rio de Janeiro, Niterói, Caxias, São Gonçalo e Nova Iguaçu. "Há um ano ganhamos um novo layout e passamos por um reposicionamento de marca, já que a classe média passou a ter acesso a novos produtos", destacou o diretor executivo da companhia, Rogério Gama.

Com um público superior a um milhão de pessoas por mês, o foco da companhia está na zona norte da cidade. De acordo com ele, a região possui grande potencial de investimentos, como o bairro de Madureira. "No Rio, a nossa comunicação está mais ligada à alimentação saudável. Nos outros estados trabalhamos a marca mais como uma cafeteria", ressaltou.

Com 113 unidades em seis estados, sendo 100 lojas no Rio de Janeiro, a companhia prevê aumentar o seu faturamento em 30%, ante os R$ 86 milhões obtidos no ano passado. Com dois modelos de negócio, Gomes afirma que a proposta das lojas populares é oferecer "o melhor custo benefício para o cliente, com preços mais acessíveis", diferentemente do que acontece na zona sul, onde a saudabilidade vem em primeiro lugar. Com lojas em rua e shopping centers, a estratégia da rede é abrir de 25 a 30 unidades por ano.

Shopping centers

Presente em centros comerciais, a Billy The Grill é outra rede que tem investido em bairros periféricos cariocas. No mercado desde 2010, a companhia soma 22 lojas e prevê chegar a São Paulo em 2015. "Atualmente a expansão se dá principalmente no interior do estado, na Região dos Lagos, Cabo Frio, Macaé e em Campos", afirmou o diretor de expansão da marca, Luiz Felipe Costa.

Com boas perspectivas de investimento em Nova Iguaçu e Santa Cruz, ele diz que uma loja deve ser aberta em breve no Iguaçu Top Shopping, onde a projeção é de alto faturamento. "Inauguramos uma unidade na Baixada Fluminense, que futuramente deve ser a campeã de vendas, por estar localizada em uma região carente". Com público mensal superior a 200 mil clientes, a perspectiva da rede é faturar R$ 35 milhões este ano.

Empreendedorismo

Segundo Costa, para fomentar os negócios a companhia aderiu a um sistema de fundo de investimento, no qual o franqueado pode chamar amigos e parentes para fazer parte do negócio. "Eu entrei na maioria dos negócios. Sou sócio de 12 empreendimentos", ressaltou.

A ideia surgiu após notar o interesse de parceiros em abrir mais de uma unidade, sendo que o empecilho era a falta de recursos financeiros. "Cada fundo é responsável por uma loja e contam com até três investidores". Hoje, 46% dos fraqueados da rede possuem mais de uma loja.
Fonte: DCI - Diário Comércio Indústrias & Serviços
Tags: Classe c, Franquias, Rio de janeiro
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