Segunda-feira, 21 de Julho de 2014
Em maio, vendas no varejo variam 0,5% Em maio, vendas no varejo variam 0,5%
Em maio, na série com ajuste sazonal, o Comércio Varejista do País apresentou variações de 0,5% para o volume de vendas e de 1,0% para a receita nominal, em relação a abril. Quanto à média móvel, o volume de vendas registrou variação de -0,1%, enquanto a receita cresceu 0,7%. Em relação a maio de 2013, as variações foram de 4,8% para o volume de vendas e de 11,4% na receita nominal. Os acumulados do ano e dos últimos 12 meses ficaram em 5,0% e 4,9% para o volume de vendas, e em 11,2% e 11,7% para a receita nominal, respectivamente.

O Comércio Varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, voltou a registrar em maio de 2014, variação negativa para o volume de vendas (-0,3%) e crescimento para a receita nominal (0,4%) ambas as taxas em relação a abril, com ajuste sazonal. Em relação ao mesmo mês do ano anterior houve acréscimo de 0,9% para o volume de vendas e de 7,0% na receita nominal de vendas. No que tange às taxas acumuladas, os aumentos foram de 1,4% no ano e de 2,2% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 6,9% e 7,8% para a receita nominal, respectivamente. Mais detalhes sobre a pesquisa em http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/comercio/pmc/.

Em maio, oito das dez atividades pesquisadas registraram variações positivas para o volume de vendas, na série com ajuste. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%); Móveis e eletrodomésticos (1,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%); Tecidos, vestuário e calçados (0,5%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%); Combustíveis e lubrificantes (0,1%); Material de construção (-0,3%); e Veículos e motos, partes e peças (- 1,9%) (Tabela 1).

Já em relação a maio de 2013 (série sem ajuste), seis das oito atividades do varejo apresentaram aumento no volume de vendas: 3,1% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 12,4% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 8,3% para Móveis e eletrodomésticos; 10,0% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 1,9% para Combustíveis e lubrificantes; e 1,9% em Tecidos, vestuário e calçados. Os resultados negativos foram de -3,2% para Livros, jornais, revistas e papelaria; e de -2,8% para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação.

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 3,1% no volume de vendas em relação a maio do ano anterior e segue como o principal impacto na formação da taxa do varejo, respondendo por 31% (Tabela 3). A alta do volume de vendas este mês está ligada ao aumento das vendas decorrente da comemoração do Dia das Mães.

Quanto aos acumulados, a atividade cresceu 4,1% no ano e 3,4 % em 12 meses.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com crescimento de 12,4% no volume de vendas em relação a maio de 2013 (variação de dois dígitos pelo segundo mês consecutivo), proporcionou o segundo maior impacto na formação da taxa do varejo, sendo responsável por 26% desta. Englobando diversos segmentos do varejo como, por exemplo, lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade teve seu desempenho impulsionado pela comemoração do Dia das Mães. No acumulado no ano a variação foi de 10,0%, e o acumulado dos últimos 12 meses, de 10,2%.

O volume de vendas de Móveis e eletrodomésticos cresceu 8,3% em relação a maio de 2013, exercendo o terceiro maior impacto (22%) sobre a taxa do varejo. Apesar do menor ritmo de crescimento do crédito, a alta da atividade em maio, superando até à média do setor, reflete as compras do Dia das Mães e o aumento das vendas de televisores para a Copa do Mundo1. As taxas acumuladas foram de 6,1% no ano e de 5,8% nos últimos 12 meses.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a quarta maior participação na taxa global do varejo (14%), apresentou taxas de crescimento da ordem de 10,0% na comparação com maio de 2013; de 10,5% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano; e de 10,7% no acumulado dos últimos 12 meses. O comportamento dos preços de medicamentos, que em 12 meses subiram 3,8% (contra 6,4% do índice geral do IPCA), somado à sua essencialidade, explica o desempenho positivo e acima da média deste segmento.

A atividade de Combustíveis e lubrificantes, com taxa de 1,9% no volume de vendas em relação a maio de 2013, respondeu este mês pela quinta maior contribuição à taxa global do varejo. O acumulado no ano chegou a 5,5% e, nos últimos 12 meses, a 6,2%, o que manteve o segmento acima da média geral. Um dos fatores a contribuir para este comportamento foi à variação de preços dos combustíveis (acumulando 4,4% nos últimos 12 meses, contra um IPCA de 6,4%).

O volume de vendas de Tecidos, vestuário e calçados cresceu 1,9% em relação a maio do ano passado, sendo o sexto maior impacto na formação da taxa global. Este desempenho positivo, depois de dois meses de queda, deve-se ao aumento de vendas relacionado à comemoração do Dia das Mães. O acumulado no ano recuou -0,4% e dos últimos 12 meses subiu 1,7%.

Com variação de -2,8% no volume de vendas sobre maio de 2013, no terceiro mês com resultado negativo, o segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação ocasionou o principal impacto negativo sobre a taxa global do varejo.

O acumulado no ano foi de -1,9%, e nos últimos 12 meses de 4,8%. Entre os fatores que determinaram este desempenho, destacam-se a redução do ritmo de crescimento do crédito e a alta de preços de microcomputador que, nos últimos 12 meses, acumularam alta de 4%, de acordo com o IPCA.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria recuou -3,2% e exerceu o menor impacto negativo na composição da taxa geral do varejo. Foi o terceiro mês consecutivo de queda em relação igual mês do ano anterior. A trajetória declinante desta atividade vem sendo influenciada, pelo aumento dos preços dos produtos de papelaria, cuja variação acumulada em 12 meses chegou a 9,1%, superando assim a média geral de 6,4%, segundo o IPCA. O volume de vendas acumulado também recuou no ano (-4,7%) e nos últimos 12 meses (-2,1%).

O Comércio Varejista Ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou queda de -0,3% em relação ao mês anterior ajustado sazonalmente e variação de 0,9% em relação a maio de 2013, depois de dois meses com resultado interanual negativo. Este desempenho reflete, sobretudo, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que apresentou queda de -1,9%, sobre abril de 2014 com ajuste sazonal, e -6,3% em relação a maio de 2013. As taxas acumuladas desta atividade foram de -5,6% no ano e -3,6% em 12 meses. O menor ritmo de crescimento do crédito e a desaceleração do consumo, explicam esse comportamento.

O segmento de Material de construção registrou as seguintes variações para o volume de vendas: -0,3% sobre o mês anterior (com ajuste sazonal), 2,1% em relação a maio de 2013 e 3,4% e 5,4% nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, respectivamente. Estes resultados refletem a redução do IPI para uma cesta de produtos do setor e as condições favoráveis do crédito imobiliário que, segundo o Banco Central, vem se mantendo em expansão.

RESULTADOS REGIONAIS

Em relação a maio de 2013, todas as Unidades da Federação apresentaram resultados positivos, e as principais altas foram no Acre (16,5%); Tocantins (14,4%); Rondônia (14,1%); Amapá (10,1%) e Ceará (9,3%) (Gráfico 5). Quanto à participação dos estados na composição da taxa global, destacaram-se São Paulo (3,4%); Rio de Janeiro (5,2%); Rio Grande do Sul (5,7%); Bahia (7,9%) e Minas Gerais, com 3,7%.

Os resultados por Unidades da Federação com ajuste sazonal para o volume de vendas cresceram em vinte e dois estados. As maiores variações foram no Acre (16,1%); Amazonas (5,1%); Bahia (3,8%); Rondônia (3,7%); e Tocantins (2,9%). Já as maiores quedas ocorreram no Amapá (-2,9%); Espírito Santo (-0,9%) e São Paulo (-0,4%).

No Varejo Ampliado, vinte e cinco das 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas. As maiores taxas no volume de vendas ocorreram no Acre (15,8%); Rondônia (14,8%); Paraíba (14,3%); Tocantins (10,5%) e Amazonas (9,3%). Dois estados apresentaram variação negativa: São Paulo (-4,0%) e Paraná (-2,3%). Quanto à participação na composição do resultado global do setor, os destaques foram os estados do Rio Grande do Sul (5,4%); Rio de Janeiro (2,4%); Santa Catarina (4,8%); Ceará (8,4%) e Pernambuco, com 5,7%.
Fonte: IBGE
Tags: Maio 2014, Varejo, Variação nas vendas, Ibge, Comércio varejista
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