Quinta-feira, 13 de Abril de 2017
IBGE: peso maior de supermercados e taxa de não-resposta menor afetam varejo IBGE: peso maior de supermercados e taxa de não-resposta menor afetam varejo
A drástica mudança nos dados das vendas no varejo neste início de ano decorreu do aumento de peso de atividades como supermercados e da redução em cerca de 4 pontos porcentuais no total de informantes que deixou de entregar os dados para a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que sofreu revisão metodológica.

As atividades de supermercados e móveis e eletrodomésticos ganharam peso no varejo, dentro da revisão de ponderações promovida pelo IBGE na PMC referente a fevereiro. Por outro lado, os segmentos de combustíveis, vestuário e equipamentos de informática tiveram sua importância ligeiramente reduzida.

O IBGE fez uma revisão acentuada do resultado das vendas no varejo em janeiro de 2017 ante dezembro de 2016: o volume vendido passou de uma queda de 0,7% para um crescimento de 5,5% no período. Em fevereiro, as vendas recuaram 0,2%.

Segundo Pedro Quinstslr, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, houve um aprimoramento do cálculo dos pesos amostrais. No entanto, a taxa de resposta dos informantes da amostra também afetou o resultado. O total de empresas informantes aumentou de cerca de 5.700 da metodologia antiga para 6.157 empresas após a reformulação. Segundo a equipe responsável pela pesquisa, por conta da entrada de novos informantes, parte das empresas passou os dados com atraso, contribuindo para uma revisão maior.

A taxa de não-resposta ficou em torno de 10% para os dados de janeiro divulgados no mês passado. Agora, na divulgação referente a fevereiro, a taxa de não-resposta sobre o mês de janeiro diminuiu para 5,9%, explicou o IBGE. O instituto trabalha com uma taxa de não resposta de, em média, de 5%.

O instituto alertou na terça-feira, 11, que divulgaria nesta quarta-feira,12, uma revisão dos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) e na quinta-feira, 13, da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), ambas referentes a janeiro de 2017. O cálculo do ano base passou de 2011 para 2014.

Segundo Quinstslr, a atualização das ponderações feita na divulgação dos dados de janeiro, no mês passado, teve como base a Pesquisa Anual de Comércio de 2014 (PAC 2014). “As ponderações vieram diretamente da PAC 2014 em vez de serem calculadas ao longo de 12 meses pela PMC”, explicou Quinstslr.

Diante da entrada de novas informações em fevereiro, essas ponderações foram recalculadas para corresponderem ao universo de empresas que compõem a amostra da Pesquisa Mensal de Comércio.

Após a revisão de fevereiro, o setor de supermercados passou de um peso de 45,3% da pesquisa para 45,6%; móveis e eletrodomésticos saíram de uma fatia de 10,9% para 11,1%; enquanto que combustíveis diminuíram de 12,5% para 12,4%; tecidos, vestuário e calçados caíram de 9,6% para 9,3%; e equipamentos para escritório e informática saíram de 1,4% para 1,3%. As demais atividades permaneceram com o mesmo peso: artigos farmacêuticos e de perfumaria (7,7%); livros, jornais e revistas (1,0%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,6%).

No varejo ampliado, o segmento de veículos e motos, partes e peças teve sua participação ampliada de 23,8% para 24,2%, enquanto material de construção encolheu de 9,0% para 8,9%.

De acordo com Quinstslr, novas revisões da magnitude ocorrida para o dado de janeiro acabaram.

“Isso não acontecerá novamente até nova revisão de ano base”, disse Quinstslr. “Quando mudamos a base em janeiro, em fevereiro sempre estamos recalculando o ano base. Isso sempre acontece quando temos revisão da base”, acrescentou o pesquisador.

No varejo ampliado, também houve revisão no resultado de janeiro ante dezembro, que passou de recuo de 0,2% para avanço de 2,8%.
Fonte: Estadão Conteúdo
Tags: Ibge, Supermercados, Varejo
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