Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017
NRF 2017: 10 tendências que você precisa descobrir ou se aprofundar NRF 2017: 10 tendências que você precisa descobrir ou se aprofundar
Aconteceu entre os dias 15-18 de Janeiro, em Nova York, o maior evento do varejo mundial – a NRF 2017, e nós não poderíamos deixar de participar desse evento, junto com mais de 30 mil executivos de varejo, incluindo a grande e muito qualificada comitiva brasileira.

As palestras, a área de fornecedores, as convenções, e as interações entre os participantes, fazem desse evento, ano após ano, um grande celeiro de conhecimento, de troca de experiências e de inovação. E o fato de acontecer no início do ano traz um aspecto especial, pois muitas empresas estão ainda discutindo planejamento e testando conceitos para alcançar os resultados do ano.

A dualidade, ou até antagonismo, entre on e off, não só é passado e irrelevante, como já ultrapassamos também o conceito de complementariedade e multicanalidade, e vemos agora um realidade, na qual a experiência física e digital coexistem num mesmo ambiente e sem limites óbvios de quando começa uma e quando termina a outra.

Esse é o principal ponto que trago no meu artigo, e é o pano de fundo de quase todos os insights que destaco. Não será possível aprofundar todos aqui, mas no momento oportuno aprofundarei alguns conceitos.

Destaco 10 conceitos que me chamaram mais atenção, seja pelo grau de inovação, seja pela relevância para os negócios, ou pela intensidade que vem sendo adotado.

IoT Merchandising – o apelo do varejo no ponto de venda sempre dependeu de comunicações estáticas, ofertas e produtos previamente definidos, e da qualidade carismática ou persuasiva de seus vendedores.

Trazer a internet para todos os elementos (entenda-se objetos e estruturas da loja, e do consumidor) que permeiam a experiência de compra, só é realmente eficiente quando vem acompanhado de merchandising (dinâmica produto-preço-promoção); potencializado pelo conhecimento para personalização, adquirido pelos sistemas da empresa, e acionado via dispositivos de conectividade de uso massificado.

Vimos exemplos práticos e possíveis dessa realidade, tais como o Magic Mirror, de uma famosa joalheria de Hong Kong (https://vimeo.com/167843856).

Reconhecimento dos clientes no ambiente da loja – uma das cenas que mais se repetiam na área de expositores eram câmeras mapeando visitantes, e gerando todo tipo de leitura e iniciativas. Destaque para o Google, pela primeira vez na NRF, que trouxe uma tecnologia de reconhecimento facial, que além de reconhecer os compradores, permitia levantar seus hábitos e suas opiniões sobre produtos.

Dispositivos e aplicativos gerando ações em tempo real – seja por aplicativos, tags ou sensores, a identificação do cliente realizada pelos sistemas das lojas físicas pode trazer informações históricas sobre todos os canais de contato, incluindo redes sociais e programas de fidelidade, além de gerar ações em tempo real dentro da loja, para melhorar a performance de vendas, a produtividade e principalmente prover uma experiência de compra fantástica. Destaco as soluções da SATO Global Solutions, e seus cases apresentados.

Empoderamento do POS – um conceito que ganhou mais força nessa edição foi do empoderamento do POS, o que por muito tempo foi considerado apenas um dispositivo de pagamento, e em poucos casos, também de identificação dos clientes, vem se tornando conector entre sistemas internos, CRM, E-commerce, Analytics, Redes Sociais, etc, e os consumidores, no momento da compra.

Seja qual for o objetivo final, o comum e conhecido POS (Point fo sale ou point of service) cada vez mais será uma importante arma para melhorar a performance de vendas das lojas. Como exemplo, uma tecnologia da Índia – ShopTap, que promete um off-line e-commerce: com uma simples integração, cada loja vira uma porta completa para todo o inventário do varejista.

Analytics da Loja Física – na minha opinião esse é um dos conceitos de maior relevância tratado durante a NRF. A maior diferença entre a experiência digital e a física, é que no caso da primeira, conseguimos mapear cada detalhe da experiência de compra, e em tempo real, e no caso da experiência física sempre esbarramos na grande dificuldade de captar, tratar, e analisar os dados que envolvem uma experiência de compra.

O Analytics das lojas físicas é uma realidade palpável e muito mais possível de ser implementada, o que mudará totalmente a forma como as lojas são geridas, e aumentará exponencialmente seus níveis de excelência. Empresas como a DOMO trabalham para tornar isso possível, vale avaliar alguns cases deles.

Como dados, tecnologia conectada, e iniciativas, podem gerar uma “amazing customer experience” – todas as tecnologias que mencionei durante o artigo possuem um único objetivo, entregar ao consumidor uma experiência de compra notável, encantadora, que o surpreenda, supere suas expectativas, e o convença a comprar.

Por isso que durante seu desenvolvimento e implementação, deve-se testar a todo momento e verificar se o objetivo final está sendo alcançado, testar e testar, a exaustão, pela busca da satisfação do consumidor final.

Mobile Engagement – o Mobile é o canal mais personalizado de todos, então, a experiência Mobile, seja de site, mas principalmente de aplicativo, precisa ser personalizada, do contrário perde muito do seu sentido de existir, e pode cair em desuso rápido.

O maior impulsionador do engajamento do usuário Mobile, seja para efetuar sua compra em qualquer canal – é grau o de personalização e eficiência da plataforma, isso gera fidelização a empresa, em seus mais diversos canais. Pelos altos acessos, essa frente se tornou um importante aliado para geração de leads para as lojas virtuais e físicas.

Re-focar o budget de TI para Digital – esse de fato não é um conceito ou uma tendência, mas considerei importante ressaltar. Ainda há muitas empresas que não consideram o investimento em Digital como TI, muitas vezes alocando-a em Marketing, em Internet, em E-commerce, em Novos Negócios, etc.

Isso prejudica (e muito) o desenvolvimento da tecnologia Digital dessas empresas, pois investimentos direcionados a essas áreas geralmente cobram prazos apertados para entrega de resultados, são atrelados à margem do negócio, são comparadas ao tamanho do negócio digital da empresa, ou são vistas como “apostas” (como pudéssemos escolher se vamos avançar em Digital ou não!). Precisamos mudar urgentemente essa visão equivocada.

Machine Learning – com o crescimento do Big Data, uma das mais quentes tendências da indústria tecnológica, o machine learning e a inteligência artificial são ferramentas incrivelmente poderosas para gerar predições, ou calcular sugestões baseadas numa larga quantidade de dados.

Modelos de análise e predileção baseados em cálculos de algoritmo em altíssimo nível, podem levar a realidade de conhecimento do consumidor a outro nível, e uma leitura das operações de varejo, como nunca antes foi vista.

Empresas como Netflix e Amazon usam Machine Learning, e empresas como Microsoft, Google, e Amazon proveem esse tipo de tecnologia e conhecimento.

Realidade Aumentada/Realidade Virtual (AR/VR) – a realidade aumentada e a virtual são dois grandes movimentos de aproximação dos ambientes on e off, e sua sofisticação e aprimoramento pode torná-las, num futuro breve, em uma das grandes armas do varejo físico e e-commerce para converter mais a experiência de seus clientes em compras.

Ao prover ao cliente do e-commerce uma experiência que o põe no ambiente físico desejado, ou ao prover ao cliente da loja física todas as possibilidades que as plataformas digitais oferecem para lhe auxiliar na compra, você ataca a principal fraqueza desses canais, e com isso, diminui ou até elimina suas barreiras e limitações junto ao consumidor.

A Augment expôs sua tecnologia no evento, que atende muito bem para quem deseja implementar essa inovação.

Acredito que os insights trazidos são boa notícia para todos os tipos de executivos, aqueles maduros em Digital e os que não, pois aproxima as realidades sem anular nenhuma delas, fortalece a presença da tecnologia em todos os ambientes do varejo e dá novamente o papel protagonista dos executivos de Digital de promover essa transformação, e se tornar referência de inovação em sua empresa.

Se aprofundem, implementem, inovem e tenham sucesso!
Fonte: E-commerce Brasil
Tags: Nrf 2017, Tendências, Varejo
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