Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017
Venda iminente da Via Varejo destaca riscos em mercado de eletroeletrônicos no Brasil Venda iminente da Via Varejo destaca riscos em mercado de eletroeletrônicos no Brasil
SÃO PAULO, 9 Fev (Reuters) - O varejista francês Casino Guichard Perrachon CASP.PA planeja iniciar a venda de sua participação de controle na rede de eletroeletrônicos Via Varejo em março, embora as perspectivas para um comprador estejam longe de certas, dada a miríade de problemas do setor.

Outros varejistas de eletroeletrônicos brasileiros que tentam se vender enfrentam obstáculos semelhantes, com alguns investidores dizendo que o tradicional manual de lojas físicas com amplo espaço e lento volume de negócios parece cada vez mais insustentável.

O Casino realizou negociações preliminares e não vinculantes com cerca de meia dúzia de potenciais concorrentes, uma vez que a Via Varejo se colocou formalmente à venda em novembro, disseram duas fontes familiarizadas com os planos.

A chilena SACI Falabella e a brasileira Lojas Americanas estão entre as empresas que participaram da rodada de negociações e têm maiores chances de fazer propostas, disseram as fontes.

Seja qual for o resultado, velhos problemas poderiam aguardar o novo dono da Via Varejo, já que a primeira cadeia de eletroletrônicos do Brasil luta com o fardo de lojas de grandes dimensões, crédito apertado e um modelo de negócios envelhecido durante a pior recessão do país.

Sem mudanças nesse modelo de negócio, o Casino poderia ter dificuldades para encontrar um comprador para a participação de 43 por cento que detém na Via Varejo, e os esforços de outras cadeias para encontrar compradores depois de atingir níveis excessivos de endividamento e enfrentar conflitos societários também poderiam ser infrutíferos, afirmam executivos de bancos e participantes do setor.

Além da Via Varejo, outros potenciais alvos de aquisição incluem a segunda maior cadeia de eletrodomésticos do Brasil, a Máquina de Vendas, com sede em São Paulo, que não conseguiu atrair sócios minoritários nos últimos dois anos, disse outra fonte com conhecimento do assunto. A Eletrosom, um concorrente menor, pediu recuperação judicial em setembro e também está procurando um comprador, informou uma quarta fonte.

A Máquina de Vendas e a Eletrosom recusaram-se a comentar sobre a especulação de negociações.

Todos os três varejistas, alguns dos quais também vendem móveis, estão enfrentando consequências da forte expansão dos níveis de dívida, que se baseou nas expectativas de crescimento econômico estável e rápido baseada nas promessas do governo passado.

Quando um déficit orçamentário recorde e a queda de preços de commodities travaram a economia brasileira, seus planos entraram em colapso, as margens de lucro despencaram e os custos aumentaram. As maiores cadeias reagiram demitindo funcionários e fechando lojas.

"Há uma necessidade urgente de renovar o modelo de negócios da indústria", disse o consultor varejista Eugênio Foganholo, apontando para custos elevados persistentes e a falta de integração entre as operações online e físicas como grandes problemas.

A receita das duas principais cadeias de eletrodomésticos do Brasil caiu mais de 20 por cento no ano passado, e a Via Varejo vem perdendo dinheiro há dois anos.

A Máquina de Vendas, que não é listada, demitiu 30 por cento de seus funcionários e fechou 15 por cento de suas lojas como parte de uma ampla reestruturação da dívida. A Via Varejo cortou cerca de 15 mil empregos, ou 20 por cento de sua força de trabalho, e fechou 9 por cento de suas lojas em todo o país nos últimos dois anos.

"Uma nova reestruturação, mais fechamento de lojas e demissões de funcionários pode ser necessário para tornar essas empresas atraentes para potenciais compradores", disse a terceira fonte, que pediu anonimato por causa da sensibilidade dos processos.

Estratégia do Casino
Produto da fusão em 2009 das principais cadeias de eletrodomésticos do Brasil, a Via Varejo sofreu com a frequente reorganização da administração, com os parceiros e até com os escândalos contábeis.

Para o Casino, a venda da cadeia ajudaria a tranquilizar os investidores sobre o plano do diretor-presidente Jean-Charles Naouri de se concentrar no varejista de supermercados Grupo Pão de Açúcar, através do qual controla a Via Varejo.

Para atrair maior interesse de varejistas globais ou empresas de compra, o Casino sabe que deve demonstrar melhorias na Via Varejo quando divulgar resultados do quarto trimestre em 23 de fevereiro, afirmaram duas das fontes ouvidas pela Reuters.

De acordo com uma das fontes, que conhece o processo de venda da Via Varejo, o Casino também manteve conversações com o varejista norte-americana Best Buy, o francês Groupe Fnac e o chinês Alibaba Group Holding.

As empresas de aquisição de ações Carlyle Group, Cambuhy Investimentos e Advent International também foram abordadas, acrescentou a fonte.
As empresas não quiseram comentar.
Fonte: Reuters
Tags: Via varejo, Mercado de eletroeletrônicos, Varejistas
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