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Com maior poder de compra e estimulados pela Copa do Mundo, os consumidores foram mais aos supermercados e em busca por televisores em maio. Com isso, as vendas do comércio varejista registraram crescimento no quinto mês do ano, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta terça-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo o estudo, o aumento das comercializações foi de 1,4% frente a abril e de 10,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Além do aumento do poder de compra dos consumidores e do evento mundial, a maior oferta de crédito também ajudou a impulsionar o setor comercial em maio.
Dentre os segmentos que foram destaques naquele mês estão Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujo aumento das vendas foi de 0,8% na comparação com abril e de 8,2% frente a maio de 2009. O grupo registrou o principal impacto na formação da taxa do varejo, com participação de 38% no total da taxa.
Outro grupo de destaque foi Móveis e eletrodomésticos. Em maio, as vendas foram 19,5% maiores frente ao mesmo mês do ano passado. Contudo, na comparação com abril, o volume de vendas registrou queda de 0,3%. Tal resultado, porém, não influenciou na contribuição do grupo na taxa global do varejo. As vendas desse segmento registraram o segundo maior impacto, com participação de 30%.
De acordo com o IBGE, nos cinco primeiros meses do ano, o volume de vendas do comércio varejista ficou 11,5% maior que o registrado no mesmo período de 2009. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 8,8%.
Considerando a receita nominal, em maio o comércio varejista registrou aumento de 14,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 0,4% frente a abril. No ano, a receita apresentou incremento de 14,8% e nos últimos 12 meses de 12%.
Renda eleva vendas de outros grupos
A renda também foi motivo para que outros segmentos registrassem aumento nas vendas em maio: Tecidos, vestuário e calçados registrou aumento de 11,8% frente a maio de 2009, mas queda de 3,3% na comparação com abril. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou aumento das vendas nas duas análises, de 1,6% frente a abril e de 13,2% na comparação com maio de 2009.
Combustíveis e lubrificantes foi o grupo que registrou o maior aumento das vendas do comércio varejista na análise com abril, de 2%. Contudo, frente a maio do ano passado, ele registrou a segunda menor variação, de 6%. A menor variação para esse período ficou com o grupo Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que registrou alta de 3% nas vendas na comparação com maio de 2009 e queda de 1,4% frente a abril.
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registrou o maior aumento das vendas na análise anual, de 28,7%. Frente a abril, porém, o aumento foi de apenas 0,3%. Já o grupo Livros, jornais, revistas e papelaria registrou aumento de 1,7% na comparação com abril e de 9,7% frente a maio do ano passado.
Comércio Ampliado
O indicador do comércio varejista ampliado - que inclui os segmentos de Material de Construção e o de Veículos, Motos, Partes e Peças - registrou variação positiva de 9,5% no volume de vendas e de 13,4% na receita nominal em maio, frente ao mesmo período de 2009.
No caso do segmento de Veículos e motos, partes e peças, as vendas desse segmento aumentaram 6,4%. Entretanto, na comparação com abril houve queda, de 1,1%, sobretudo devido ao término da redução do IPI, em março.
Já o grupo Material de Construção foi o que contribuiu mais para o aumento do segmento na comparação anual, uma vez que registrou alta de 19,9%. Frente a abril, o incremento foi de 2,4%. Segundo o IBGE, o crescimento pode ser explicado pelo aumento da confiança dos agentes econômicos e os incentivos governamentais (redução do IPI, neste caso ainda vigente para alguns itens).
Análise regional
Na análise regional, a pesquisa do IBGE mostra que todos os estados apresentaram variações positivas no volume de vendas em maio, frente ao mesmo mês do ano anterior.
Os destaques ficaram com: Rondônia (42%), Tocantins (40,1%), Mato Grosso (20,2%), Amapá (20%), Acre (19,4%) e Maranhão (17,6%).
Considerando os estados que mais contribuíram na composição da taxa global do comércio varejista, os destaques ficaram com São Paulo (10,3%), Rio de Janeiro (9,8%), Minas Gerais (10,9%), Rio Grande do Sul (8,5%) e Paraná (8,6%).
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