Terça-feira, 18 de Outubro de 2016
Vendas pela internet devem dobrar até 2021, diz pesquisa do Google Vendas pela internet devem dobrar até 2021, diz pesquisa do Google
Pesquisa do Google divulgada nesta segunda-feira (17) mostra que o comércio eletrônico deve dobrar sua participação no faturamento do varejo até 2021, crescendo em média 12,4% ao ano. Isso representa que as vendas vão dobrar em cinco anos, chegando a R$ 85 bilhões. A participação deve sair de 5,4% em 2016 para 9,5% em 2021.

Um dos fatores para o crescimento da receita do e-commerce virá de novos consumidores virtuais.

Segundo a pesquisa, nos próximos 5 anos, mais 27 milhões de pessoas irão fazer sua primeira compra online, totalizando 67,4 milhões. Isso irá representar 44% dos internautas em 2021, segundo o estudo.

O levantamento foi realizado entre 14 e 22 de março deste ano com cerca de 4.500 pessoas nas faixas etárias de 16 a 75 anos. Cada uma respondeu a questões sobre três categorias de produtos que foram, aleatoriamente, selecionadas com base nas compras realizadas nos últimos 3 meses, online ou offline, pelo menos em uma das 14 categorias do estudo: roupas e acessórios, calçados, móveis, beleza e cosméticos, livros, eletroportáteis, eletrodomésticos, artigos e roupas esportivas, televisores, computadores e periféricos, equipamentos de áudio e vídeo, tablets, smartphones e alimentos e bebidas.

Com o amadurecimento desses consumidores, a variedade de produtos comprados será ampliada. Itens como roupas, calçados, beleza e alimentos devem crescer acima da média do e-commerce, ampliando sua participação no bolo total já em 2018. A previsão é de que artigos e roupas esportivas e livros cresçam 17%, e roupas e beleza, 15%, entre 2016 e 2021, acima da média anual de 12,4%.

Assim, roupas, calçados, beleza e alimentos, que em 2010 tinham 11% no bolo de participação das vendas, em 2018 devem ter 25%. Já os eletrônicos, computadores, livros e mídia devem cair de 65% para 52%.

Segundo o estudo, 19% das vendas totais do varejo restrito offline (desconsiderando alimentos e bebidas) já sofrem influência do meio digital, totalizando R$ 165 bilhões até o final de 2016, e até 2021 essa influência deve crescer ainda mais, chegando a 32% das vendas.
Quando combinado esse número com as vendas totais do e-commerce, esse percentual de influência é ainda maior, sendo 25% em 2016 e deve chegar a 42% até 2021.

Os smartphones terão maior participação nas compras e vão impulsionar os investimentos em iniciativas com foco em mobile. Até o final deste ano, a previsão é de que 19% das vendas do e-commerce deverão ocorrer em dispositivos móveis. Em 2021, a participação será de 41%.

Hoje, 30% dos internautas só podem ser alcançados através do mobile, pois não acessam a internet em outros dispositivos.

Os consumidores serão mais informados e os varejistas terão foco cada vez maior em entender as motivações, comportamentos e afinidades deles.

As iniciativas omnichannel, nas quais há a integração entre o online e o offline, receberão maior investimento para aumento de competitividade. O consumidor omnichannel usa todos os canais de vendas (físicos e virtuais) simultaneamente, e as empresas irão acompanhar esses clientes. Esses consumidores multicanal gastam até 40% a mais e são mais fiéis se comparado àqueles que fazem compras apenas em um canal, segundo a pesquisa.

De acordo com o levantamento, eletrônicos, livros e eletrodomésticos ainda são categorias nas quais o online exerce mais influência nas vendas na loja física. Seis em cada 10 vendas desses produtos são precedidas pela interação com a web, e até 2021 essa influência deverá ser ampliada, atingindo 8 em cada 10 vendas. Os smartphones são os produtos com a maior influência da web, ou 69% das vendas totais. Moda e calçados têm uma influência média (30%).
Fonte: G1
Tags: Economia, Vendas, Internet, Google, Comércio eletrônico, Ecommerce
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