Terça-feira, 23 de Agosto de 2016
Investimento em franquias - qual o limite? Investimento em franquias - qual o limite?
Acima da faixa de R$ 300 mil, o céu é o limite para o investimento no mercado de franquias. Mas a questão que agora se apresenta é a de que, na atual conjuntura do País, esse setor é o que mais sente a falta de dinheiro (ou de confiança) do candidato a empresário brasileiro.

Preocupado com o cenário político e desestimulado a arriscar em um momento em que aplicações conservadoras oferecem remunerações vantajosas, os investidores estão mais cautelosos. As negociações não pararam, unidades continua sendo vendidas o tempo todo. Mas o ritmo de convencimento e o volume de transações efetuadas nesse patamar de negócios não é o mesmo. “Ficou mais lento vender franquias”, afirma Lyana Bittencourt, sócia do Grupo Bittencourt, que atua com formatação e comércio de franquias. “O candidato está cauteloso.”

Segundo o investidor Fernando Canizares , dono de franquias na área de alimentação em São Paulo, o empresário tende a puxar o freio e mirar os esforços em marcas tradicionais. “O ponto para abrir o negócio também tem de ser muito bom. Eu já recusei neste ano uma boa oportunidade de expandir porque não estava seguro com o local onde a franquia funcionava”, afirma.

Essa busca de segurança não se verifica apenas entre franqueados. Ela também é visível nas estratégias dos próprios franqueadores. Jae Ho Lee, do Grupo Ornatus, por exemplo, conta que não planeja grandes passos para os próximos meses. “Precisamos esperar por um momento mais propício.”

Lee conta que, no primeiro trimestre do ano, considerado mais fraco para a abertura de franquias (geralmente, os empresários concentram os lançamentos no final do ano para aproveitar a procura do Natal), há uma grande movimentação lateral no mercado, com reposicionamento de pontos, fechamentos de lojas ou alguns franqueados passando o ponto. “Costumam surgir muitas oportunidades.”

É o que também conta o franqueado Nazir João Elias, de Florianópolis, dono de lojas da HOPE, Hering e Havaianas. “Eu já recebi muitas propostas de gente querendo passar a franquia, por causa da crise, mas fico um pouco inseguro. Montar um negócio do zero faz com que seu investimento seja picado. Quando pega a empresa de alguém, o teu investimento é imediato e hoje não seria a hora.”

Mais do que oportunidades concretas, as grandes franquias podem servir, para a pessoa que dispõe de poucos recursos atualmente, como um objetivo de longo prazo ao ingressar no mercado. A vivência com uma marca menor ou de médio porte pode dar ao interessado condições – inclusive financeiras – para dar o próximo passo.

Fast-food acirra luta na praça de alimentação
O que Bob’s e Burger King têm em comum além do rótulo de fast-food? Todos eles tocam neste exato momento um forte projeto de expansão, financiado principalmente pela busca por novos franqueados. Crise à parte, essas empresas aproveitam o posicionamento mais acessível de seu cardápio para fisgar a clientela em busca de economizar e querem aproveitar o momento de baixa nos custos das locações e no fornecimento para adquirir gordura para o próximo ciclo de crescimento.

Com sede no Rio de Janeiro, o Bob’s quer acrescentar 100 novos franqueados à sua base atual de 1.150 restaurantes. A empresa afirma ver oportunidades de expansão em todas as regiões do País, com destaque para cidades médias. Para não perder chances, a empresa facilita a concessão de linhas de financiamento bancário para candidatos que se enquadram no perfil exigido pela marca, mas não dispõem do dinheiro necessário para efetivamente aderirem à rede – o restaurante pode custar R$ 1,2 milhão. “O ideal é que na primeira loja o franqueado tenha 100%. Mas se faltar alguma coisa e ele estiver dentro do que procuramos, nós temos acordos com bancos para linhas bastante interessantes”, conta o diretor-presidente do Bob’s, Marcello Farrel.

Já o Burger King vai lançar um novo modelo de franquias, focado na expansão da rede para cerca de 200 cidades médias. Presente no Brasil desde 2004, a rede cresceu no País com lojas próprias e franquias restritas a poucos parceiros – não havia processo formal de seleção. “Sentimos que existem centenas de cidades onde a presença de um franqueado local, que conheça profundamente a região, pode trazer benefícios importantes para a expansão da marca Burger King, e que, eventualmente, não sejam do interesse dos atuais franqueados da marca no Brasil”, afirmou o Burger King em comunicado. O investimento inicial na marca varia conforme o formato da loja idealizada, mas custará cerca de R$1,3 milhão.

Redes miram 2ª marca para expandir
Para abrir espaço aos novos investidores ou criar oportunidades para uma base ‘fresca’ de franqueados, algumas redes movimentam o mercado com a criação de uma segunda ou terceira marca.

A ideia é colocada em prática com sucesso pelo Grupo Boticário, com atuação na área de cosméticos e beleza. O grupo, constituído em 2010, hoje controla quatro unidades de negócios (O Boticário, Eudora, quem disse, berenice? e The Beauty Box).

O grupo Arezzo&Co, por sua vez, tem o mercado garimpado nas cidades de grande porte do País para seu carro-chefe, de marca homônima. Mas hoje a empresa trabalha duas outras bandeiras de calçados e acessórios, a Anacapri e Schutz, todas acima de R$ 500 mil de investimento.

Segundo o diretor de expansão e gestão de pessoal do grupo, Marco Aurélio Vidal, o plano é abrir de 20 a 25 lojas franqueadas em 2016. “Assim, eu hoje tenho oportunidades (de investimento) em todas as marcas, em diferentes regiões”, afirma o executivo.

Nos últimos anos, essa tendência vem sendo trilhada por outros grupos de porte no mercado. O Habib’s, de Alberto Saraiva, por exemplo, com uma carteira bastante pulverizada de unidades, lançou a marca Ragazzo, inspirada na culinária italiana. Nessa mesma direção, em 2009, a Kopenhagen lançou a bandeira Chocolates Brasil Cacau. A estratégia adotada pela companhia foi a de abrir aos seus franqueados uma nova frente de produtos similares, mais voltado para o consumidor da classe C.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Tags: Franquias, Investimento, Limite
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