Quarta-feira, 13 de Julho de 2016
Vendas no varejo paranaense têm leve crescimento em maio Vendas no varejo paranaense têm leve crescimento em maio
Ao contrario da tendência de queda nas vendas, registrada em maio em 23 estados, dos 27 pesquisados, no Paraná foi registrado um leve crescimento: 0,3%. Desempenho positivo foi registrado também em Santa Catarina (2,5%), Rio Grande do Sul (0,8%) e Mato Grosso do Sul (0,1%). Os destaques negativos, em termos de magnitude de taxa, foram: Roraima (-6,0%) e Pará (-5,0%). Os dados são da pesquisa do Comércio Varejista divulgados nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com maio de 2015, a redução do volume de vendas no varejo alcançou todos os 27 estados. Os destaques, em termos de magnitude de taxa, foram: Amapá (-21,5%), seguido por Pará (-16,8%); Bahia (-16,6%), Rondônia (-16,5%); Amazonas (-16,0%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se, pela ordem: São Paulo (-6,7%), Rio de Janeiro (-11,0%) e Bahia (-16,6%).

Em maio de 2016, o Comércio Varejista nacional registrou variação de -1,0% no volume de vendas em relação ao mês imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente. Nesta mesma comparação, a variação da receita nominal permaneceu praticamente estável (-0,1%), evidenciando uma compensação pela elevação de preços em curso.

Quanto à média móvel trimestral, o volume de vendas voltou a registrar variação negativa de 0,5%, enquanto a receita nominal apresentou certa estabilidade (0,2%). Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional apresentou, em termos de volume de vendas, decréscimo de 9,0% sobre maio do ano anterior, sendo esse o 14º resultado negativo consecutivo. Com isso, o varejo acumula recuos de -7,3%, nos cinco primeiros meses do ano, e de -6,5%, nos últimos 12 meses. Para as mesmas comparações, a receita nominal de vendas apresentou variação de 2,2%, 4,2% e de 3,2%, respectivamente.

O Comércio Varejista Ampliado, que inclui além do varejo as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, permaneceu em queda sobre o mês imediatamente anterior (-0,4%) pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, período que acumulou uma perda 3,1%. No caso da receita nominal a variação foi de 0,6%, voltando a ser positiva após duas quedas consecutivas. Em relação a maio de 2016, foram registradas variações de -10,2%, para o volume de vendas, e de -2,1%, na receita nominal de vendas. Para os resultados acumulados, as taxas foram de -9,5%, no ano, e de -9,7%, nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de -0,9% e -1,8%, para a receita nominal.

Seis das oito atividades pesquisadas no varejo apresentaram queda

A queda no volume das vendas no varejo, na passagem de abril para maio (-1,0%), na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por seis das oito atividades que compõem o comércio varejista, com destaque para os recuos em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,4%) e Móveis e eletrodomésticos (-1,3%). Outras contribuições negativas relevantes, em maio de 2016, foram observadas nos segmentos de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e, com menor impacto, o recuo nas vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,0%).

Por outro lado, entre abril e maio de 2016, vale citar a estabilidade nas vendas em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%), setor de maior peso no índice geral do varejo, que repetiu o patamar de vendas observado no mês imediatamente anterior e o crescimento de 1,5% nas vendas de Tecidos, vestuário e calçados, nesse mesmo período. O comércio varejista ampliado, ainda na série ajustada sazonalmente, mantém variação negativa para o volume de vendas entre abril e maio de 2016 (-0,4%), porém menos acentuada do que a registrada em abril último (-1,5%). Essa redução no ritmo de queda foi particularmente influenciada pelo desempenho do segmento de Veículos e motos, partes e peças que, após dois recuos seguidos acumulando uma perda de 7,7%, avança 1,0% frente a abril, enquanto Material de construção permanece em queda, com variação de -0,4% nessa mesma comparação.

Na comparação frente a maio de 2015 (série sem ajuste), considerando o volume de vendas, todas as atividades registraram variações negativas, mesmo considerando a diferença de um dia útil a mais em maio de 2016 (21 dias), em relação a maio de 2015 (20 dias). Por ordem de contribuição negativa à taxa global (-9,0%), os resultados foram os seguintes: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (-5,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-15,5%); Móveis e eletrodomésticos (-14,6%); Combustíveis e lubrificantes (-10,9%); Tecidos, vestuário e calçados (-13,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,6%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,4%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-24,2%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com taxa de -5,6% no volume de vendas em maio de 2016, sobre igual mês do ano anterior, foi a principal contribuição negativa na formação da taxa global do Comércio Varejista. Em termos de resultados acumulados, a atividade apresentou variação no ano de -3,7% e nos últimos 12 meses de -3,4%. Este desempenho negativo vem refletindo o menor poder de compra da população, tanto pela redução da renda real quanto por pressão inflacionária do grupamento alimentos em domicílio, medido pelo IPCA.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalherias, artigos esportivos e brinquedos, com recuo de 15,5% em relação a maio de 2015, proporcionando o segundo maior impacto negativo na formação da taxa do volume de vendas do varejo. Vale ressaltar o já citado recuo da massa real de rendimentos das pessoas ocupadas e a maior restrição do acesso ao crédito, comprometendo o volume das vendas comemorativas do Dia das Mães em 2016. Para os cinco primeiros meses do ano a variação acumulada foi de -13,1%, e para os últimos 12 meses, de -8,0%.
A atividade de Móveis e eletrodomésticos, com variação de -14,6% no volume de vendas em relação a maio do ano passado, registrou o terceiro maior impacto negativo na formação da taxa do varejo. A dinâmica de vendas desse segmento, bastante associada ao crédito, também pode ser associado ao fraco desempenho das vendas em comemoração ao Dia das Mães, comparado a maio de 2015. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, as taxas foram de -15,3% e -15,9%, respectivamente.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes apresentou recuo de 10,9% no volume de vendas em relação a maio de 2015, respondendo pela quarta maior contribuição negativa à taxa global do varejo. A taxa de crescimento acumulada no ano (-10,0%) e a dos últimos 12 meses (-8,7%) refletem, ainda, a elevação dos preços de combustíveis acima da média geral de preços. Embora, em maio de 2016, os preços dos combustíveis tenham apresentado a menor variação em 12 meses.

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com variação de -13,5% em relação a igual mês do ano anterior, também foi responsável pela quarta maior participação negativa na composição do índice geral do varejo. Este tipo de atividade, que geralmente reflete positivamente a comemoração do Dia das Mães, neste de maio de 2016 apresentou resultado negativo e abaixo da média geral, mesmo sendo favorecido pelos preços do grupamento de vestuário, que se posicionaram abaixo do índice geral de inflação. Os resultados, em termos acumulados, apresentaram retração: -12,7%, no ano, e -11,4%, nos últimos 12 meses.

O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com taxa de -2,6% na relação maio 2016/maio 2015, reflete, particularmente, o recente reajuste dos preços de medicamentos . Contudo, devido ao caráter de uso essencial de seus produtos, foi o único setor que registrou crescimento no acumulado no ano e nos últimos 12 meses: 0,7% e 1,3%, respectivamente.

A atividade de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com variação de -14,4% no volume de vendas na comparação com maio de 2015 exerceu pouca influência na formação da taxa global do varejo. Os resultados em termos acumulados, com variações de -15,8%, no ano, e de -12,1%, nos últimos 12 meses, podem ser explicados pelo comportamento dos preços dos computadores em 2016, um dos principais itens que compõem a atividade.

O comércio de Livros, jornais, revistas e papelaria registrou queda de 24,2% no volume de vendas sobre maio de 2015, com taxa acumulada no ano e nos últimos 12 meses de -16,8% e de -14,7%, respectivamente. A trajetória declinante desta atividade vem sendo influenciada pela restrição orçamentária das famílias e, no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico. Vale ressaltar que o IPCA de maio em 12 meses, do grupamento de papelaria, registrou aumento acima da inflação.

Considerando o Comércio Varejista Ampliado, em maio de 2016 o recuo foi de 10,2% no volume de vendas comparado a maio de 2015, a taxa acumulada nos primeiros cincos meses do ano foi de -9,5% e em doze meses, de -9,7%. Esse desempenho reflete, sobretudo, o comportamento das vendas de Veículos, motos, partes e peças, que apresentou queda de 13,3%, em relação a maio de 2015, e do recuo de 10,6% em Material de construção, para o mesmo período. Os resultados acumulados destas atividades foram, respectivamente, de -13,5% e -13,6% em cinco meses e de -16,5% e -11,6% nos últimos 12 meses. Estas variações foram influenciadas tanto pelo menor ritmo da atividade econômica quanto pela restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de rendimentos.
Fonte: Redação Bem Paraná com assessoria
Tags: Vendas, Varejo, Comércio, Paraná
São Paulo - A Casas 17/09/2014 - Saiba quem são as 13 redes de moda que mais vendem no Brasil
São Paulo – Nos últi22/07/2014 - 20 franquias que buscam empreendedores no interior de SP
São Paulo - Ter uma 11/05/2015 - 30 opções de franquias para trabalhar de casa
São Paulo – Muitos e04/08/2014 - 20 opções de franquias para abrir em casa
São Paulo - Muitos e06/07/2015 - 20 franquias para quem pode investir até 20 mil reais
Os shoppings da Gran05/12/2014 - SP: Shoppings têm horário especial em dezembro para compras de Natal
Texto da Busca:
Data Inicial:
Data Final:
                   
vendas consumo inadimplência e-commerce supermercados varejo natal crédito franquias são paulo indústria economia faturamento shoppings comércio eletrônico comércio ipi veículos ecommerce preços

Notícias | Artigos | Motivação | Cases | Feiras | Links | Newsletter | Cadastre-se | Calendário do Varejo | Twitter | RSS | Fale Conosco
© 2017 Copyright Varejista.com.br. Todos os direitos reservados. - Site: SGP Infront