Terça-feira, 21 de Junho de 2016
Varejo de material de construção cai junto com o mercado imobiliário Varejo de material de construção cai junto com o mercado imobiliário
Uma série de fatores está levando os brasileiros a adiarem o sonho da casa própria. Além do desemprego e da instabilidade político-econômica, os juros altos e o receio de comprometer a renda com prestações, entre outros pontos, têm empurrado os planos de compra do imóvel para um período mais favorável. Tal situação influencia diretamente outros mercados, que dependem da entrega dos imóveis para realizar seus negócios, caso do varejo de material de construção, vidraçarias e lojas de móveis.

O recuo apresentado pelo mercado imobiliário pode ser melhor percebido na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em abril de 2015, 13,8% das famílias possuíam dívidas relacionadas ao financiamento imobiliário. No mesmo mês de 2016, essa proporção caiu para 12%. Já tendo como base todas as famílias paulistanas, e não apenas as endividadas, essa relação recuou de 6,7% para 6,1% para a parcela que declarava ter financiamento de imóveis - de 242 mil para 235 mil famílias.

O presidente do Sincomavi, Reinaldo Pedro Correa, afirma que tal situação não deve melhorar nos próximos meses. “Toda a cadeia do comércio e de serviços acaba sendo afetada com a redução no número de lançamentos e da venda de imóveis usados”, ressalta. “Não existe expectativa de melhora dessa realidade até o final do ano”. Isso porque a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), da FecomercioSP, revela que apenas 6,9% dos paulistanos entrevistados em maio tinham intenção de se endividar nos três meses seguintes, o segundo valor mais baixo já registrado pela pesquisa, iniciada em junho de 2012.

Para dar uma dimensão do reflexo em outros setores com a queda na venda de imóveis, basta consultar os números da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), também produzida pela FecomercioSP. Em 12 meses, até março de 2016, enquanto o faturamento real do setor de serviços paulistano recuou 3%, os serviços ligados à construção civil contaram com uma queda na receita de 21,3% - o pior desempenho entre as 13 atividades pesquisadas. O impacto gerado nos outros pontos da cadeia também se mostrou muito grande. Enquanto, o varejo da capital teve um resultado negativo de 3,5% até março de 2016, os comércios de material de construção sofreram uma queda muito maior: - 14,6%. Tal performance foi acompanhada pelas lojas de móveis e decoração, - 10,8%.

Como efeito direto, as empresas se viram obrigadas a rever custos, inclusive em relação ao quadro de colaboradores. Estudo realizado pelo Departamento de Economia e Pesquisa do Sincomavi mostra que, no âmbito das lojas de material de construção, 2.792 vagas formais de trabalho, entre março de 2015 e março de 2016, foram eliminadas somente na capital. Dentro dos mesmos parâmetros, as lojas de móveis e decoração contaram com o corte de 958 postos de trabalho, o comércio atacadista de material de construção, madeira e ferramentas, 1.146 vagas, e, por fim, as imobiliárias da capital, com 492 postos a menos.

Para o presidente do Sincomavi, a esperança é que, com a estabilidade política, a confiança de consumidores e empresários seja restaurada. “A crise atual deve muito a insegurança. Tenho certeza que com as mudanças previstas no campo político, o mercado reagirá rapidamente e teremos um 2017 muito melhor”.

Sobre o SINCOMAVI – O Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo foi fundado em 18 de outubro de 1934 e representa mais de 35 mil lojistas em 29 cidades da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Juntas essas empresas possuem faturamento anual superior a R$ 15 bilhões (2013) e respondem por mais de 90 mil postos de trabalho (2011).
Fonte: SEGS
Tags: Varejo, Material de construção, Mercado imobiliário, Fecomercio
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