Quarta-feira, 08 de Junho de 2016
Shoppings do nordeste buscam alternativas para a crise Shoppings do nordeste buscam alternativas para a crise
A crise econômica que também afeta o varejo fez com o que o fluxo de pessoas nos shoppings da Região Nordeste tivesse uma queda de 6,65% na comparação entre os meses de maio deste ano e de 2015, segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce) em parceria com a FX Flow Intelligence, empresa especializada neste tipo de monitoramento.

Não existem dados específicos para a Bahia dentro desse levantamento. Mas, nem mesmo o Dia das Mães, considerada a segunda data mais importante do varejo – atrás apenas do Natal – pelo visto foi suficiente para diminuir os prejuízos nos centros de compras.

Além da crise, algumas associações de lojistas, como a Alscib, que representa os permissionários do Shopping da Bahia, apontam que a cobrança de estacionamento, iniciada em junho do ano passado, contribuíram com essa diminuição.

“A cobrança veio em um momento muito ruim, onde as pessoas passaram a contabilizar muito mais as despesas e, dessa maneira, os lojistas foram atingidos diretamente. De início, o número de clientes chegou a diminuir cerca de 50% em muitas lojas em relação há anos anteriores”, disse, em comunicado.

Apesar de algumas “melhorias”, como a ampliação do número de horas de permanência (4) diante do mesmo valor de pagamento (R$ 6, na maioria dos shoppings), o que ajudou a diminuir o impacto principalmente com relação ao número de vagas disponíveis, a associação diz que está “em constantes negociações com a administração para buscar uma melhor forma de diminuir o impacto aos usuários e continuar ajustando para que os clientes consigam frequentar os estabelecimentos com tranqüilidade, principalmente pelo cenário econômico atual”. A reportagem também entrou em contato com outras associações de lojistas como a do Shopping Barra, mas não obteve sucesso.

Para o diretor regional da Abrasce na Bahia, Edson Piaggio, o fato de os centros de compras terem passado a cobrar pelo estacionamento, não pode servir de justificativa.

“Tivemos uma pequena queda, de carros nos primeiros dias, mas, o fluxo voltou ao normal. O problema é justamente a crise pelo qual o país está passando”, disse ele, admitindo, por outro lado, uma queda no número de pessoas por dia nos shoppings, que era de 450 mil no início do ano passado.

Centros de compras apostam em promoções

Como forma de atrair a clientela, principalmente visando o período junino e as férias de escolas e faculdades, alguns shoppings resolveram apostar em estratégias como a gratuidade nos estacionamentos, como o Bela Vista.

Até o dia 15 de julho, o cliente que fizer uma compra, de qualquer valor, referente a um compra realizada no empreendimento, não terá o valor cobrado, desde que apresente, junto ao ticket, a nota fiscal do dia. O objetivo da promoção é aquecer as vendas, segundo a assessoria.

Outro que pode seguir pelo mesmo caminho, é o Piedade, que fica no centro da cidade, mas, também de acordo com a assessoria, o assunto ainda estaria em estudo. Já o Shopping da Bahia, através de nota, afirmou que não fará ação semelhante.

Apenas avaliou que “o cenário econômico adverso interferiu de forma pouco expressiva na performance do estacionamento, transcorrendo de acordo com as estimativas, durante os pouco mais de 11 meses da cobrança”.

Já o Center Lapa fez um balanço positivo do período, principalmente por conta do tráfego na região, considerado intenso antes da cobrança. Em nota, o grupo JCPM, responsável pela administração do Salvador e do Salvador Norte, ressaltou as melhorias feitas para melhorar o conforto dos clientes, apesar de ter sentido, inicialmente, “uma pequena retração”.

Ainda de acordo com assessoria do grupo JCPM, foi implantado ainda, de forma pioneira nos shoppings, o cartão pré-pago, e a possibilidade de aderir aos sistemas ConectCar e Sem Parar, tecnologia de identificação automática dos veículos ao entrar e sair dos estabelecimentos.

Aplicativos nos sistemas Android e iOS foram desenvolvidos para efetuar o pagamento da taxa e ainda salvar a localização do carro. Guichês e terminais de autoatendimento são distribuídos estrategicamente pelo mall.

Já os shoppings Barra e Paralela, procurados pela reportagem, não se manifestaram até o fechamento desta edição.
Fonte: Tribuna da Bahia
Tags: Shoppings, Crise econômica, Região nordeste, Abrasce, Bahia, Varejo
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