Sexta-feira, 22 de Abril de 2016
Vendas de carros à base de troca aumentarem em Uberlândia Vendas de carros à base de troca aumentarem em Uberlândia
Por causa da crise econômica, as vendas de seminovos à base de troca cresceu em um ano, segundo revendedores. Em levantamento feito pelo CORREIO de Uberlândia mostrou que esse tipo de negócio representa entre 20% e 90% da movimentação em determinados estabelecimentos. A consequência é o alto estoque nas garagens e desvalorização dos carros, tanto do cliente quanto da garagem, que são colocados em negociação na troca.

A reportagem do CORREIO ouviu sete comerciantes, dos quais cinco confirmaram haver maior procura das vendas à base de troca. Um deles afirmou que não vê diferença no setor e outro disse que não trabalha com esse tipo de negociação, mas que a demanda existe.

De acordo com o vendedor Tarvar Donizete, metade das negociações na garagem em que trabalha são com a entrega de outro veículo como valor de entrada na compra do seminovo. Ainda segundo o vendedor, muitas vezes esses veículos dados na troca não estão quitados. “É ruim porque não baixa o estoque e não entra dinheiro. Muitos proprietários não conseguem pagar a parcela de um financiamento e trazem esses carros para a troca”, afirmou. O procedimento, nesse caso, é quitar o veículo e abater no valor do carro entregue pelo comprador.

Perda de 10%

O empresário Thiago Atrar, que trabalha com venda de seminovos, disse que 90% das vendas de seu estabelecimento são com troca. “Hoje o particular não consegue vender um veículo para levantar dinheiro para depois negociar outro seminovo. Não há tempo para isso, ele não pode ficar sem um carro”, afirmou. Dessa forma, segundo Atrar, a desvalorização do veículo entregue pode chegar a 10%, o poder de negociação do comprador cai e descontos que poderiam girar de 3% a 5% são perdidos.

Dificuldade de crédito impulsiona negociação

O economista André Luiz de Queiróz disse que as vendas de veículos à base de troca, ainda que comuns, são impulsionadas por causa da diminuição de crédito. “Tem sobrado dinheiro nas financeiras, mas ao mesmo tempo, por conta da dificuldade econômica, elas são mais seletivas”. Dessa forma, e com a exigência de maior valor em uma entrada, colocar os próprios veículos na negociação direta de um seminovo é a alternativa encontrada por muitos compradores.

Revendedor diz que é preciso ter critério

O empresário Henrique Guimarães afirma que prefere fazer a venda à base de troca, contudo alerta que é preciso critério. “Trabalho com capital próprio, com pé no chão. Há muitas empresas que vendem, por exemplo, carros consignados. Quando negociam esse carro na troca, perdem lucro, porque têm que pagar o seminovo que estava em estoque”, disse.

Hoje, entre 30% e 40% das vendas na garagem de Guimarães são com troca. Ele ainda pondera que, se a empresa tiver capital de giro, o recebimento de um carro como abatimento é uma boa forma de venda, desde que haja uma boa negociação.

Vendas à base de troca

20% a 90% (Levantamento CORREIO de Uberlândia)

Prejuízos:

– Altos estoques para empresas
– Baixo giro de caixa nas empresa
– Desvalorização do veículo (até 10%) do comprador
– Comprador perde descontos de até 5%
Fonte: Correio de Uberlândia
Tags: Crise, Vendas, Carros, Uberlândia, Minas gerais
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