Quinta-feira, 24 de Março de 2016
Comércio carioca vendeu menos 8,5% em fevereiro Comércio carioca vendeu menos 8,5% em fevereiro
O comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro vendeu menos 8,5% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2015. É o pior resultado para um mês de fevereiro desde 2005 (menos 6,5%). Os dados são da pesquisa Termômetro de Vendas divulgada mensalmente pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), que abrange cerca de 750 estabelecimentos comerciais da Cidade. No acumulado de janeiro/fevereiro de 2016 em comparação com o mesmo período de 2015 as vendas caíram 10,1%. Em comparação com o mês anterior (janeiro) o índice foi de menos 6,8%.

– Normalmente fevereiro é um mês fraco em termos de vendas. É um mês de férias, quando muita gente viaja, imprensado entre o Natal e o Carnaval. Além disso, nos dois primeiros meses do ano recaem diversos pagamentos como IPVA, IPTU e matrícula escolar. Mas o resultado negativo acabou refletindo a crise econômica, que vem afetando as atividades produtivas, principalmente o comércio. Apesar de tudo isso o comercio lojista continua fazendo o dever de casa, com promoções, liquidações e facilidades de pagamento – diz Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio.

A pesquisa mostra também que todos os setores do ramo mole (bens não duráveis) e do ramo duro (duráveis) apresentaram resultados negativos. Os que registraram as maiores quedas no faturamento no ramo mole foram tecidos (-11,7%), confecções (-11,4%) e calçados (-6,2%%) e no ramo duro (bens duráveis) móveis (-11,9%), joias (-10,5%), óticas (-9,6%) e eletrodomésticos (-7,8%). A venda a prazo com menos 10,5% e a venda a vista com menos 5,8% foram as formas de pagamento preferidas pelos consumidores.

Também o faturamento das lojas conforme a localização dos estabelecimentos foram negativos. No ramo mole (bens não duráveis) as lojas do Centro venderam menos 14,8%, as da Zona Sul menos 11,6% e as da Zona Norte menos 10,1%. No ramo duro (bens duráveis) as lojas do Centro, da Zona Norte e da Zona Sul venderam menos 8,4%, 8,2% e 7,6%, respectivamente.

A pesquisa mostra também que a inadimplência no comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro aumentou 0,5% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2015, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do CDL-Rio.
As dívidas quitadas, que mostra o número de consumidores que colocaram suas dívidas em dia cresceram 0,2% e as consultas, item que indica o movimento do comércio, diminuíram 8,2%, também em relação ao mesmo mês de 2015. Em relação ao mês anterior (janeiro) a inadimplência aumentou 14,4% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 9,6% e 22,8%.

No acumulado dos dois primeiros meses do ano (janeiro/fevereiro) em relação ao mesmo período do ano anterior, a inadimplência cresceu 1,1% e as consultas e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 7,2% e 0,4%.

Cheque – Segundo o registro de cadastro da entidade, as consultas ao LIG Cheque em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2015, a inadimplência e as dívidas quitadas cresceram, respectivamente, 0,7% e 0,8% e as consultas diminuíram 10,2%.Em relação ao mês anterior (janeiro) as consultas, a inadimplência e as dívidas quitadas caíram, respectivamente, 21%, 8,4% e 18%. No acumulado dos dois primeiros meses do ano (janeiro/fevereiro) em relação ao mesmo período do ano passado, a inadimplência cresceu 0,2% e as consultas e as dívidas quitadas diminuíram, respectivamente, 9,7% e 0,1%.

Em São Paulo, vendas no varejo caem 18,1% em janeiro, diz Associação Comercial
O varejo ampliado no Estado de São Paulo sofreu uma queda de 18,1% no volume de vendas em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015. Já o faturamento recuou 8,3%. Os dados são do Boletim n.21 do ACVarejo, levantamento mensal do Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) elaborado a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de SP.

A crise do varejo paulista – assim como no resto do país -, é explicada pela queda da renda e pelo aumento do desemprego, além do encarecimento e escassez do crédito. A severidade da contração, porém, é relativamente maior no Estado de São Paulo, que é afetado de forma mais intensa pela queda da produção industrial.
– A pesquisa indica que deverá haver um aprofundamento nas quedas das vendas pelo menos até o primeiro semestre. A crise político-econômica faz com que a confiança do consumidor fique cada vez menor e, portanto, sua disposição para comprar fica bastante comprometida – analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).
O ACVarejo informa, também, o desempenho das vendas e do faturamento do varejo restrito, que não inclui automóveis e material de construção.

Nenhum segmento apresentou saldo positivo no volume de vendas em janeiro de 2016, no varejo ampliado, frente a janeiro do ano passado. As maiores retrações foram em lojas de departamento/eletrodomésticos/eletroeletrônicos (-25,7%), concessionárias de veículos (-25,6%), lojas de material de construção (-24,5%) e lojas de móveis e decorações (-20,6%).

A intensificação da crise no varejo paulista estende-se até mesmo a setores que comercializam itens mais básicos, como supermercados (-12,1%) e farmácias/perfumarias (-8%).

Já quanto ao faturamento nominal, dois setores registraram elevação: farmácias/perfumarias (+1%) e lojas de vestuários/tecidos/calçados (+2,6%).
Todas as regiões paulistas registraram retrações nas vendas e no faturamento do varejo ampliado na comparação com janeiro de 2015. As principais quedas nas vendas foram no litoral (-27,3%), em Araraquara (-23,9%) e em Bauru (-23,6%).
Fonte: Monitor Digital
Tags: Comércio, Rio de janeiro, Vendas
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