Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2016
Comércio eletrônico supera cenário ruim e vira saída do Varejo tradicional Comércio eletrônico supera cenário ruim e vira saída do Varejo tradicional
A guerra do ICMS - que está sendo travada entre o setor de comércio eletrônico e o Confaz, com a intervenção do Supremo Tribunal Federal - é um fator negativo, mas não afeta, pelo menos por enquanto, a projeção de crescimento real de 2% para o segmento no Brasil em 2016.

O nominal - que envolve todos os fatores como desvalorização do Real - deverá ficar em 8%. O faturamento previsto é de R$ 44,6 bilhões. Em 2015, o faturamento ficou em R$ 41,3 bilhões. São Paulo ainda tem forte representação no mercado de vendas online respondendo por 30% de todas as compras efetivadas.

"Será a primeira vez que teremos crescimento abaixo de dois dígitos em 10 anos, mas o segmento de comércio eletrônico está conseguindo passar, de certa maneira, de forma positiva sobre o momento desfavorável econômico. Estamos com as vendas mais reduzidas em função do aperto no bolso e a restrição de crédito para as classes C, D e E, mas estamos mantendo o volume de vendas de 2015 (106,2 milhões)", afirmou o diretor da E-Bit, Pedro Guasti, em evento na capital paulista, nesta quarta-feira, 24/02.

O 33ª edição do relatório WebShoppers mostrou ainda que o número de consumidores que realizam pelo menos uma compra pela Internet chegou a 39 milhões em 2015, um volume 3% maior numa comparação com os dados de 2014."Aqui é a prova que se pode crescer muito mais. O Brasil tem 110 milhões de internautas. Há muito espaço para conquistar", salienta Guasti.

O ticket médio ficou em R$ 388, valor 12% mais alto, se comparado ao ano anterior. Para 2016, a previsão é que esse tiquete médio fique em torno de R$ 419, o que representará um crescimento de 8% em relação a 2015. Os smartphones foram grandes vedetes de compra em 2015 e devem continuar em alta em 2016, mesmo com o fim da desoneração fiscal - que tirava 11% do preço final - e da própria valorização do Dólar frente ao Real.

"Os smartphones foram muito procurados e houve uma forte concorrência entre os próprios fabricantes e grandes varejistas para comercializar esse produto. Todo mundo quer estar conectado e o smartphone segue sendo um grande objeto de desejo", afirmou André Dias, diretor-executivo da E-Bit/Buscapé.

Com relação à guerra do ICMS - que está agora no Supremo Tribunal Federal para a retirada da cláusula nona que impõe uma série de rotinas na distribuição tributária do imposto estadual - Dias disse que a liminar obtida no STF favorece as empresas usuárias do regime Simples Nacional. As grandes varejistas não foram afetadas.

"São cerca de 50 mil comércios eletrônicos beneficiados no Brasil, mas os grandes varejistas, que dominam 80% das vendas online, ainda estão tendo que adaptar as suas rotinas fiscais ao novo modelo de tributação. O que estamos negociando com a Confaz é a criação de uma espécie de Câmara de Compensação, como existe hoje no sistema financeiro. Essa entidade ficaria responsável pela repartição dos tributos na origem e no destino até 2019, quando a regra diz que o tributo ficará no destino", explica André Dias.

Ainda assim com as classes C, D e E reduzindo a participação nas compras online, as entidades da área resolveram adotar uma data no primeiro semestre que possa provocar impacto semelhante ao da Black Friday, no final de novembro. Este ano, a data especial será no dia 16 de março.

"Pela terceira vez estamos fazendo essa ação e esse ano estamos investindo mais. Acreditamos que é no momento ruim que se precisa investir mais. Precisamos criar fatos positivos. E estamos reunindo todos os varejistas para essa data especial", anunciou Rodrigo Borer, presidente da Buscapé Company.
Fonte: Convergência Digital
Tags: Comércio eletrônico, Varejo tradicional, Icms, Confaz, Stf
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