Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2016
Supermercados do Amazonas registram queda de 15% nas vendas Supermercados do Amazonas registram queda de 15% nas vendas
MANAUS - Nos dois primeiros meses de 2016 as vendas do setor de supermercados, no Amazonas, caíram 15% em relação ao mesmo período de 2015. Os empresários precisaram se adequar à nova realidade do comércio varejista programando menores estoques, conforme o atendimento às demandas. Um dos reflexos da retração nas vendas foi a redução de 20% da mão de obra, no segmento.

O vice-presidente da Associação Amazonense de Supermercados (Aamase), Alexuel Rodrigues, afirma que de janeiro até este mês as empresas reduziram 15% das compras para armazenamento, número proporcional à queda nas vendas. Embora as taxas sejam negativas,o empresário considera que o índice de vendas está estável, mesmo que abaixo do esperado.

De acordo com Rodrigues, o consumidor amazonense se adapta ao novo cenário econômico, com compras mais reduzidas e mais visitas aos supermercados. Um fator positivo, segundo ele, é que até agora a população não deixou de comprar nenhum produto ou alimento que já faça parte da cesta básica. “As compras e o faturamento decresceram proporcionalmente. Logo, precisamos reduzir o maior custo que é a manutenção do colaborador, ocasião em que 20% do quadro foi dispensado neste início de ano”, disse. “Observamos que desde o final de 2015 o cliente visita o supermercado por mais vezes ao mês, porém, ele compra em pequenas quantidades. É somente o essencial”, completou.

Segundo o vice-presidente, a expectativa é de que o movimento nas lojas mantenha números positivos mesmo com a redução no poder de compra de parte da população. “Esperamos manter o movimento, conforme o novo momento das vendas. Se fecharmos o ano com o mesmo índice obtido em 2015 estaremos bem”, avalia.

Rodrigues ainda adiantou que neste ano os supermercados serão abastecidos com 30% a menos de ovos de páscoa, em comparação ao quantitativo disponibilizado no último ano. Ele afirma que os valores dos chocolates foram mantidos e que não houve reajuste. “As próprias fabricantes produziram menos. Logo, nossos pedidos também reduziram. A quantidade será menor, mas os valores, os mesmos dos praticados em 2015”.

Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), José Fernando Pereira, a retração no consumo é resultado da elevação dos juros e da taxa inflacionária. Ele explica que o país precisa atrair investimentos para que haja geração de empregos, o que ele define como condição fundamental para o desenvolvimento de um Estado ou Nação. “A crise brasileira não é só econômica, mas é institucional e ética. Nosso país precisa resgatar sua credibilidade para sair desse processo. Na situação atual, o investidor se sente inseguro de fazer qualquer tipo de aplicação”, comenta.

Intenção de Consumo

Conforme a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 1,6% em fevereiro em relação a janeiro, já descontados os efeitos sazonais. O resultado foi influenciado pela melhora nas expectativas para os próximos meses, "um movimento típico de início de ano", segundo a instituição.

Na comparação com fevereiro de 2014, porém, a ICF registrou queda de 33,2%. "Somando 78,7 pontos, numa escala de 0 a 200, o índice está em nível bastante baixo em termos históricos e reflete a percepção de insatisfação dos 18 mil entrevistados com as condições correntes", destacou a CNC. Em janeiro, o ICF havia crescido 1,3%, mas recuado 35,3% na comparação com janeiro de 2015.

No confronto mensal, a maior parte dos indicadores registrou avanço, com destaque para a intenção de compra de bens duráveis, com aumento de 4,5% ante janeiro. A previsão da CNC é que o volume de vendas caia 3,9% em 2016, após recuo de4,3% no ano passado.
Fonte: Portal Amazônia
Tags: Supermercados, Amazonas, Vendas, Manaus, Comércio
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