Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016
Brasileiros participam de menos promoções em shoppings Brasileiros participam de menos promoções em shoppings
O percentual de consumidores que participaram de alguma promoção de Natal realizada pelos shoppings brasileiros caiu 25% em 2015 na comparação com 2013, conforme mostra uma pesquisa do Ibope Inteligência realizada em janeiro com 979 consumidores em todo o país. O estudo, que já havia sido realizado dois anos antes, revela que a queda de participantes é maior entre as mulheres, pessoas de 24 a 34 anos e entre os consumidores da classe C.

No Natal das lembrancinhas, as promoções do tipo comprou-levou ampliaram sua presença nos shoppings, embora os sorteios ainda sejam a principal alternativa. Mesmo assim, houve um recuo significativo dos consumidores que participaram dos dois tipos de promoção: com menos dinheiro, o consumidor teve menos oportunidade de acumular cupons e participar de mais de um tipo de promoção ao mesmo tempo.

- Esse é mais um dos exemplos das dificuldades pelas quais passa o varejo. Nos shoppings, o fluxo de consumidores em dezembro sofreu redução de 4% em comparação com ano anterior. Com menos pessoas nos corredores, caíram também as vendas e o tíquete médio, afetando a participação dos clientes nas promoções - afirma a diretora-executiva do Ibope Inteligência, Márcia Sola.

Fecomércio-RJ: comércio encolhe em 2015 e realça agenda a cumprir

Em meio a incertezas no cenário econômico e político, o comércio interrompeu sequência histórica de avanços com forte contração das vendas em 2015 - a maior desde 2001. A Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, aponta para um recuo no ano de 4,3% no indicador restrito, sem considerar os segmentos automotivo e de material de construção. Considerando-se ambos no movimento geral, a queda chega a 8,6%. Todos os segmentos apontaram contração no ano, à exceção do farmacêutico (+3,0%), influenciado por sua essencialidade na cesta das famílias. O mesmo não se pode dizer de segmentos dependentes diretamente do crédito, como automotivo e de móveis e eletrodomésticos. Com menos vendas, empresas do setor encerram suas atividades, empregos são extintos, agrava-se a recessão.

Para a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), os números precisam servir de inspiração a uma agenda a cumprir. O resultado comprova o patamar elevado dos juros e o peso dos impostos no dia a dia do consumidor, com reflexos no desempenho do setor. Hora de se resgatar a confiança de consumidores e empresários, por meio da redução da burocracia, do cumprimento de metas fiscais já anunciadas e de um ambiente empresarial favorável.

ICVA registra retração de 6% em janeiro

A receita de vendas do comércio varejista abriu o ano com uma retração de 6,0% em janeiro em relação ao mesmo período de 2015, depois de descontada a inflação que incide sobre a cesta de setores do varejo ampliado. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta terça-feira. Em dezembro, o índice havia registrado retração de 5,5%, também em relação ao mesmo mês do ano anterior e com o desconto da inflação. Com o resultado de janeiro, o varejo completa seis meses seguidos de queda no desempenho de vendas. Em termos nominais, as vendas no varejo ampliado cresceram 2,4% em relação a janeiro de 2015.

Vale destacar que, ao contrário de dezembro, que foi beneficiado pelos efeitos de calendário, o primeiro mês do ano foi prejudicado pela troca de dias da semana em relação a 2015 - um domingo a mais e uma quinta-feira a menos. Descontando os efeitos de calendário além da inflação, o ICVA ajustado apontou retração de 5,6% para o mês de janeiro, uma pequena aceleração em relação a dezembro - que havia computado baixa de 5,9% nesse mesmo conceito.

Este resultado, no entanto, teve grande impacto da aceleração observada em companhias aéreas, motivada pela deflação do setor, conforme medição do IBGE.
Excluindo o setor de companhias aéreas, o cenário seria outro. O ICVA deflacionado ajustado pelo calendário ficaria em -6,1%, contra -5,6% em dezembro, o que indica desaceleração.

A inflação no varejo ampliado registrou alta de 9,0% em janeiro no acumulado dos últimos 12 meses, puxada principalmente por alimentos e combustíveis. O número indica uma aceleração sobre os 8,6% registrados em dezembro, no mesmo conceito.

Vale lembrar que a cesta de compras no varejo ampliado não inclui itens como energia elétrica, aluguel e condomínio, que são contemplados no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e têm apresentado inflação acima da média dos demais itens. O IPCA registrou alta de 10,7% no acumulado dos 12 meses encerrados em janeiro.

Considerando os grandes blocos de setores que compõem o varejo ampliado, todos tiveram retração nas vendas em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2015.

Os setores relacionados a bens não duráveis mantiveram, em média, o mesmo desempenho do mês anterior. O setor de supermercados e hipermercados permaneceu estável, com retração. O setor de drogarias e farmácias continua puxando o ICVA para cima, embora tenha diminuído o ritmo em janeiro.

O conjunto de setores que comercializam bens semiduráveis e duráveis - geralmente de maior tíquete médio e menor frequência de compra - apresentou nova desaceleração e segue liderando as quedas do índice.

Finalmente, o conjunto de setores da cesta de serviços foi beneficiado pelo bom desempenho em vendas relacionadas ao turismo, em especial o setor de companhias aéreas, com aceleração fortemente impulsionada pela deflação de preços do setor, como comentado acima.

Regiões - Em janeiro, todas as regiões brasileiras apresentaram retração no varejo pelo ICVA deflacionado. O Centro-oeste foi a região que registrou a menor desaceleração de um mês para o outro - ainda assim, queda de 4,1% em relação ao um ano antes. O Sul e o Nordeste computaram, respectivamente, 4,6% e 4,7% de retração do varejo em janeiro, na mesma base de comparação. Já as regiões Norte e Sudeste apuraram queda de 5,7% e 6,6%, respectivamente.

O Sul do país foi a região mais impactada pela inflação do varejo ampliado. Pelo ICVA nominal, em que não há o desconto da inflação, a região registrou alta de 5,9% na comparação com janeiro de 2015. Já as regiões Centro-oeste e Nordeste registraram, respectivamente, alta de 4,1% e 3,6% na mesma base de comparação.

Ainda pelo mesmo conceito, a região Norte apresentou alta de 2,3% em janeiro. Já o Sudeste, mercado mais maduro e com maior desafio de crescimento, teve alta de 1,7% pelo indicador nominal.
Fonte: Monitor Digital
Tags: Promoções, Shoppings, Natal, Participação, Consumidores, Fluxo de consumidores
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