Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016
MercadoLivre busca startups para aporte MercadoLivre busca startups para aporte
O MercadoLivre, gigante do e-commerce latino-americano, está em busca de startups que utilizem a tecnologia para melhorar a experiência de compradores e vendedores da plataforma. O grupo lançou, na segunda-feira (25), a convocatória 2016 para o MercadoLivre Commerce Fund (MeLi Fund), fundo de investimentos que realiza aporte financeiro em startups. Por meio da tecnologia aberta API Restful, as empresas podem desenvolver aplicações. O Commerce Fund, iniciado em 2013, tem US$ 10 milhões para investir.

O objetivo da convocatória, segundo o gerente de Desenvolvimento do grupo no Brasil, Nicolas Coniglio, é disponibilizar recursos para que as empresas desenvolvam soluções que acrescentem valor para os usuários do MercadoLivre. “Queremos permitir que nossos compradores e vendedores possam diminuir seus custos e melhorar suas operações. Se um comerciante tem muitos produtos na plataforma, dá para automatizar e melhorar os gastos”, explica.

O período de inscrição vai até 26 de fevereiro, pelo site developers.mercadoli­bre.com/me­lifund. Na página, o empreende­dor também encontra informa­ções de como gerar aplicações que se enquadrem no pa­drão requerido, além da documentação técnica. “As inscri­ções vão ser analisadas e enca­minhadas para cada uma das áreas de negócio do grupo. Os projetos vão se encaixar den­tro de uma dessas unidades ou em mais de uma. Os heads de ca­da unidade vão avaliar os projetos e fazer uma pré-seleção. Os escolhidos vão ter que fazer um pitch (apresen­tação sumá­ria) de cinco mi­nutos em frente a três diretores do MercadoLi­vre, que escolherão os beneficiados pelo fundo”, indica Coniglio.

Os contratos com as startups selecionadas duram, em mé­dia, dois anos, mas o tempo depende do projeto desenvolvi­do. Durante o período, as em­­presas terão metas e objetivos estabe­lecidos em contrato. “Para che­gar a esses objetivos, o MercadoLivre coloca à dis­­posição a mentoria dos heads de cada unidade de negó­cio”, conta o gerente. O valor aportado por cada uma também dependerá do projeto apresentado.

Coniglio afirma que, com a iniciativa, a intenção é que as startups selecionadas cresçam e consigam progredir sozinhas. “Além disso, que tragam benefí­cios para o nosso ecossistema. Nos­sa tecnologia é aberta e mui­tas mentes brilhantes po­dem gerar soluções boas para nossos usuários”, acrescenta.
Fonte: Folha de Pernambuco
Tags: Startups, Aporte, Mercadolivre, Ecommerce
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