Terça-feira, 12 de Janeiro de 2016
Fluxo de pessoas em shoppings cai em dezembro Fluxo de pessoas em shoppings cai em dezembro
O fluxo de pessoas em shoppings no Brasil em dezembro confirmou a expectativa dos varejistas e recuou 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Iflux, indicador específico do mercado de shopping, desenvolvido pelo Ibope Inteligência e pela Mais Fluxo, que revela o grau de aquecimento ou movimentação do setor.

- O resultado negativo não chega a ser surpresa, já que desde março o fluxo de pessoas em shoppings tem caído e a expectativa dos varejistas para dezembro era que a tendência se mantivesse. Alguns lojistas chegaram, inclusive, a antecipar para dezembro as liquidações e promoções de janeiro, fato inédito - conta a diretora da Unidade de Shopping, Varejo e Imobiliário do Ibope Inteligência, Marcia Sola.

Mas mesmo com essa estratégia, o Natal de 2015 ficou abaixo do resultado de anos anteriores.

No último mês de 2015, os shoppings pequenos (até 20 mil m² de Área Bruta Locável) e os médios (entre 20 e 40 mil m2) foram os que enfrentaram mais dificuldades para atrair os consumidores. Shoppings grandes também registraram queda no fluxo de pessoas, porem em menor proporção.

População gastou menos no fim de ano e presenteou apenas os mais próximos
Diante das instabilidades econômicas e políticas de 2015, o brasileiro preferiu gastar menos nas festas de fim de ano em comparação com o mesmo período de 2014. De acordo com dados divulgados pela Kantar Worldpanel, o valor investido em presentes de Natal, por exemplo, foi menor do que no ano anterior. O levantamento ainda aponta que a maior parte das pessoas ouvidas pretendia aguardar as promoções pós-festas para fazer compras.

Também como forma de economizar, apenas parentes mais próximos e cônjuges entraram na lista dos presenteados. Os filhos apareceram em primeiro lugar (79,3%), seguidos por esposas/maridos/namorados (61%) e mães (48,5%). Amigos próximos e colegas de trabalho aparecem na base do ranking, com, respectivamente, 22,7 e 6,8%. Os preços foram mais valorizados do que as marcas na hora da escolha do mimo, em sua maioria eleitos por ser algo que o presenteado estava precisando.

Reunião tradicional de fim ano, o amigo secreto não contou com a participação da maior parte da população - 52% dos entrevistados afirmaram que estavam fora da brincadeira. Aqueles que não abriram mão da confraternização preferiram trocar os presentes apenas com os familiares.

Pesquisa revela que mais de 70% dos consumidores compram produtos eletro pela internet
De acordo com o novo estudo da CVA Solutions sobre Varejo Eletro, o número de compradores online desses produtos aumentou de 65,6%, em 2014, para 71,9%, em 2015. E muitas dessas compras foram impulsionadas por e-mail marketing recebido com promoções.

O Estudo Varejo Eletro 2015 da CVA Solutions foi realizado em novembro e ouviu 7.359 pessoas em todo o país, que citaram 61 redes de lojas. A líder em Força da Marca é as Lojas Americanas, seguida por Casas Bahia, Magazine Luiza e Fast Shop. Já em valor percebido (relação custo X benefício), a Lojas Cem mantém a liderança, seguida de perto por Lojas Havan, Eletro Shopping e Walmart.

Para Sandro Cimatti, sócio-diretor da CVA Solutions - empresa de pesquisa de mercado e consultoria - no segmento eletro a compra pela internet é muito forte, por isso é muito importante que as redes tenham uma boa loja online. E para que as lojas físicas não fiquem vazias durante o período de crise financeira do país, Cimatti acredita ser importante oferecer um maior mix de produtos, com alguns itens de menor valor unitário e recompra mais frequente.

- Com a recessão a tendência é de que o consumidor compre menos bens duráveis de alto valor agregado, como geladeiras e TVs, por exemplo, fazendo com que as lojas fiquem mais vazias. Para atrair o consumidor para a loja, o comerciante deve apostar em um mix de produtos de menor valor unitário e de compra mais frequente - observa Sandro Cimatti.
De acordo com o novo estudo o intervalo de compra de produtos eletro aumentou de 6,7 meses, em 2014, para 7,2 meses, em 2015.

O estudo da CVA tem por objetivo entender a estrutura de valor percebido (custo-benefício percebido) no mercado, a partir do ponto de vista do consumidor. Além de medir a posição competitiva dos principais varejistas e diagnosticar possibilidades de criação de vantagem competitiva sustentável.

As compras de produtos eletrônicos e de linha branca pela internet já são realizadas pela maioria dos entrevistados (71,9%), sendo que as lojas que se destacam são Lojas Americanas, Casas Bahia, Submarino, Extra, Magazine Luiza e Walmart.

Mas continua sendo forte o comportamento chamado "showrooming". Ou seja, os consumidores que vão comprar nas lojas físicas, checam informações com os vendedores, conferem o produto, tiram dúvidas, porém, antes de comprar, pesquisam o melhor preço na internet. Entre os entrevistados, 75,2% disseram que já tiveram este comportamento antes de comprar.

O e-mail marketing parece ter peso importante neste tipo de negócio. Entre os entrevistados 62% afirmam receber e-mail marketing, sendo que desses, 81,3% já receberam mensagens com promoções de lojas de eletro-eletrônicos e 65% deles já compraram impulsionados por essa atração.

O varejo eletro é um setor muito bem avaliado pelos consumidores. Com uma nota 8,15 (em uma escala de 1 a 10), o setor ocupa a 13ª posição entre os 43 setores pesquisados pela CVA Solutions. O valor percebido para os setores pesquisados se baseia na nota de custo-benefício percebido e tem como melhor segmento o de microondas (nota 8,87) e como pior operadora de telefonia celular (nota 5,95).

No Estudo Varejo Eletro 2015 foram citadas 61 redes de lojas, como: Angeloni, Becker, Bemol, Benoit, Berlanda, Big, Bompreço, Carrefour, Casa &Vídeo, Casas Bahia, Citylar, Condor, CTIS, Cybelar, Eletro Shopping, Eletrocity, Eletrosom, Eletrozema, Extra, Fast Shop, Fnac, Formosa, Fujioka, G.Barbosa, Gazin, Insinuante, Kalunga, Koerich, Laser, Leolar, Lojas Americanas, Lojas Cem, Lojas Colombo, Lojas Havan, Lojas Liliani, Lojas Quero-Quero, Lojas Salfer, Magazan, Magazine Luiza, Makro, Manlec, Martinello, Mercado Móveis, Nagem, Novo Mundo, Pernambucanas, Polishop, Ponto Frio, Rabelo, Ricardo Eletro, Romera, Sam´s Club, Super Muffato, Walmart, Yamada, Zafari, Zenir, entre outras.

A Lojas Cem manteve a primeira posição em valor percebido (custo-benefício percebido pelos clientes) com 1,053. Na segunda posição aparece agora a Lojas Havan, com nota 1,050. Na terceira posição está a Eletro Shopping, com 1,034, em quarto o Walmart, com 1,025 e em quinto a Bemol, também com 1,024. Na questão recomendação da loja a um conhecido, a Havan está em destaque com 56,9%, seguida pelas Lojas Americanas (55,8%) e Walmart (52,6%).

- A Lojas Havan está apresentando uma nova proposta de valor ao consumidor e parece que está agradando. São magazines muito grandes, bonitos, em rodovias, com todos os tipos de produtos, além de serviços - observa o sócio-diretor da CVA Solutions.
Na questão índex de preços, o consumidor considera que os melhores preços são das Lojas Americanas, Walmart, Lojas Cem e Ricardo Eletro, todas com nota 8,1.

A maior força da marca (a atração menos rejeição perante clientes e não clientes) continua sendo as Lojas Americanas, com 12,9%. A Casas Bahia vem em segundo lugar, mas em crescimento, agora com 8,4%. O Magazine Luiza também apresentou crescimento e conta com 5,7% em Força da Marca. O Extra vem em quarto lugar, com 4,1% e o Walmart em quinto, com 3,0%.

- O grande investimento em mídia das Casas Bahia e Magazine Luiza estão elevando a força da marca destas redes - comenta Sandro Cimatti, lembrando que os motivos que atraem os consumidores para as lojas são as boas promoções e o bom atendimento: "mas o custo continua sendo fator preponderante para a compra, tanto que seu peso na relação custo-benefício subiu 2%, de 61% para 63%".
Fonte: Monitor Digital
Tags: Fluxo de pessoas, Shoppings centers, Varejo
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Os shoppings da Gran05/12/2014 - SP: Shoppings têm horário especial em dezembro para compras de Natal
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