Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015
Apesar da crise, Black Friday deve movimentar R$ 1,5 bilhão no Brasil Apesar da crise, Black Friday deve movimentar R$ 1,5 bilhão no Brasil
Há certa ansiedade pairando na web, no varejo e no bolso de consumidores e ela atende pelo nome de Black Friday.

Apesar da crise, ou talvez por conta dela, a data promocional do dia 27 de novembro não sofrerá recuo. Pelo contrário, garantirá seu aumento em relação ao ano passado. Para 2015, a estimativa é que o evento movimente cerca R$ 1,5 a R$ 1,9 bilhão, cerca de 20% maior em relação ao ano anterior, segundo dados do E-bit. Um número que faz da Black Friday a data comercial que, no Brasil, só perde para o Dia das Mães e o Natal em volume de vendas.

“Por conta da crise, os varejistas não estão conseguindo bater suas metas e eles estão contando com a data para isso. O consumidor também espera, pois sabe que fará um bom negócio”, ressalta Claudia Sciama, Diretora de Negócios para Varejo do Google. Nesta quinta-feira (29), a companhia divulgou os resultados de uma pesquisa sobre a intenção de compra de consumidores durante a Black Friday no Brasil. Foram entrevistados mil internautas em outubro deste ano.

De acordo com a pesquisa, há uma espécie de represamento na intenção de compra, onde 49% dos entrevistados disseram que planejam suas compras para a data em questão. Se a expectativa é grande por parte dos consumidores, a preparação por parte do varejo acontece com muita antecedência. Segundo Claudia, varejistas cientes da importância do evento se planejam com cerca de um ano de antecedência, isso inclui desde a compra de estoque até mesmo o planejamento de marketing.

Mobile

A medida que o número de smartphones aumenta e a concentração do tráfego deixa os limites do desktop para acompanhar seus usuários em qualquer situação, o M-commerce também ganha protagonismo no contexto. A mudança de comportamento é vista com clareza nas compras do Black Friday.

Para este ano, a estimativa é que 20% das compras da data venham do mobile – smartphones e tablets. Segundo a pesquisa, houve um crescimento de 46% para o m-commerce entre os anos de 2013 e 2015.

“É um grande desafio para varejistas melhorarem a experiência de compra no mobile”, destaca Cláudia.

A executiva também chama atenção para o fato de que a Black Friday no Brasil não consiste apenas na sexta-feira. Há uma antecipação de uma semana, isso é visto no aumento das buscas pelo termo no Google. Em 2014, o pico de buscas se deu às 22h da quinta-feira, com a data concentrando 1/3 das compras de toda a Black Friday.

“As vendas na quinta-feira foram 53% maior em 2014 em comparação a 2013. E essa antecipação deve acontecer também em 2015”, prevê.

De certa forma, há uma relação íntima no que diz respeito ao aumento das compras em dispositivos móveis e a intenção de compra por smartphones na Black Friday.

Acompanhando o cenário de 2014, 2015 também será o ano de vendas deles. A grande maioria daqueles que compraram na Black Friday do ano passado, pretendem comprar um smartphone esse ano, aponta apesquisa. E mesmo aqueles que compraram um aparelho em 2014, 42% pretendem comprar um novo modelo em 2015.

Por que isso importa

Em momentos de crise, onde o varejo se vê fragilizado, datas comemorativas devem dar o fôlego necessário para a vertical se equilibrar e pensar em estratégias para crescer no digital.

O crescimento do e-commerce e m-commerce também indica a migração de consumidores do varejo tradicional para o online. De acordo com a pesquisa, 18% das pessoas que compraram na última Black Friday nunca tinham comprado online – o equivalente a 200 mil novos internautas comprando.

No Brasil, cinco dos maiores sites concentraram 25% de todo o tráfego da data comercial. São eles Americanas, Submarino, Casas Bahia, Mercado Livre e Netshoes, respectivamente. Na data, eles praticamente dobraram o tráfego em comparação ao volume cotidiano.

No entanto, segundo o Google, tem se visto o aumento da compra em sites ditos de nicho – especializados em uma linha de produto. Quinze desses sites concentraram outros 25% do tráfego na Black Friday.

Nesse cenário, varejistas vêem a importância da infraestrutura de seus sites melhorarem significativamente. A migração para nuvem, diz Fabio Andreotti, diretor do Google Cloud para América Latina, torna-se imprescindível.

Em datas como a Black Friday, sites tendem a encarar instabilidade devido ao aumento de visitantes. Segundo Andreotti, 90% dos 50 maiores sites de e-commerce brasileiros tiveram alguma espécie de indisponibilidade. E isso significa também perda de receita. De acordo com o Google, uma hora em que um site fica fora do ar pode indicar a perda de 300 mil visitantes. Em termos financeiros – R$ 1.5 milhões em vendas podem ser perdidos.

“O que acontece é que esses sites foram feitos há 10 anos, muito antes de prever eventos desse porte. E muitos varejistas ainda se apegam a própria infraestrutura e não percebem a importância da migração para nuvem. E a vantagem é que a nuvem não é só mais flexível como econômica”, explica Andreotti.

A migração também indica a possibilidade de entender melhor o perfil do consumidor. Ao dispor toda a arquitetura de um site para a nuvem, permite-se a análise de dados (big data) em tempo real.

A expectativa para esse é que o ticket médio seja de R$ 200. Com a tendência de superá-lo. Dos 63% que compraram na edição do ano passado, 82% pretendem comprar novamente neste ano, concluiu a pesquisa encomendada pelo Google.
Fonte: IDG Now!
Tags: Crise econômica, Black friday, Varejo, Data promocional, Vendas
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