Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
A concorrência estimula, diz diretor do Mercado Livre A concorrência estimula, diz diretor do Mercado Livre
Há muitos executivos e empresários preocupados este ano. Os indicadores econômicos não são animadores e o pessimismo parece ter dominado o cenário nacional. Mas Helisson Lemos não é um deles. O diretor-geral do Mercado Livre no Brasil parece não ter do que reclamar. Ele comanda o site que lidera o segmento de comércio eletrônico no país, com cerca de 30 milhões de visitantes únicos por mês, e teve um aumento de 58% no faturamento do primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O número é expressivo, considerando que o faturamento do e-commerce no Brasil cresceu 16%.

Lemos usa o volume de público e de anúncios para justificar o crescimento. Ele afirma que a variedade de itens à venda ajuda a atingir pessoas com interesses muito diferentes. Uma das coisas que tem surpreendido a empresa é o aumento do público feminino. Essa mudança melhorou as vendas nas categorias saúde e beleza, moda e decoração, que hoje estão entre as 10 mais buscadas no site, à frente inclusive de jogos. Para atender essa demanda, a empresa tem buscado mais empresas dessas categorias para integrar à sua base.

Sobre a concorrência na área de classificados grátis, Lemos diz que isso ajuda seu negócio. "Nós nos beneficiamos quando concorrentes fazem campanhas estimulando pessoas que não tem o hábito de consumir online a comprarem. A gente também se beneficia indiretamente", diz. Por outro lado, ele acredita que é um estímulo para melhorar. "A concorrência nos faz acordar mais cedo e trabalhar até mais tarde". Mas ele garante que, em 16 anos na empresa, já competiu com sites de leilão, passando pela onda das compras coletivas, até marketplaces estrangeiros.

Aquisição

Em abril deste ano, o Mercado Livre comprou a KPL, uma companhia de soluções de gestão para o e-commerce. Segundo Lemos, o Mercado Livre já oferece soluções de pagamentos (MercadoPago), logística (MercadoEnvios), publicidade online, criação de lojas online e classificados. O objetivo com a aquisição da KPL foi incluir uma solução de ERP e backoffice entre os serviços da empresa. "Era o que faltava", afirma o executivo.

O que o Mercado Livre pretende fazer agora é criar um produto dessa linha para micro e pequenos negócios, que representam a maioria dos empreendimentos no comércio eletrônico. A ideia é democratizar a adoção desses sistemas, o que ajuda a profissionalizar o segmento e pode aumentar a taxa de sucesso desses pequenos negócios.

Desenvolvedores

Uma parceria na qual o Mercado Livre tem apostado é com desenvolvedores. Desde as abertura de suas APIs, em 2012, vários desenvolvedores independentes passaram a criar soluções complementares para o marketplace e lojas virtuais. O Mercado Livre decidiu catalogar essas empresas e atualmente tem 40 cadastradas. A aposta é que suas soluções ajudem a melhorar a experiência na plataforma.

Outra maneira de ajudar esses desenvolvedores é através do MercadoLibre Commerce Fund, um fundo de US$ 10 milhõe criado em 2013 para financiar startups que utilizam o potencial da plataforma tecnológica do Mercado Livre. No Brasil, cinco empresas já receberam um aporte. Segundo Lemos, apesar do investimento elas não ficam limitadas a prestar serviços para o Mercado Livre.
Fonte: Época Negócios
Tags: Concorrência, Mercado livre, Comércio eletrônico, Ecommerce
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