Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
ICVA registra retração de 3,4% para o varejo em setembro ICVA registra retração de 3,4% para o varejo em setembro
A receita de vendas do comércio varejista ampliado apresentou retração de 3,4% em setembro em relação ao mesmo período do ano passado, depois de descontada a inflação que incide sobre o varejo. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta quinta-feira (15). Em agosto, o índice havia registrado retração de 2,8%, também em relação ao mesmo mês de 2014 e com o desconto da inflação.

Esse é o segundo mês consecutivo com resultados impactados negativamente pelos efeitos de calendário, principalmente pelo reposicionamento de feriados e dias úteis. O feriado da Proclamação da Independência do Brasil, em 7 de setembro, que em 2014 caiu em um domingo, neste ano foi celebrado em uma segunda-feira, prejudicando as vendas. Por outro lado, em 2015, setembro teve uma quarta-feira a mais e uma segunda-feira a menos em relação ao ano passado, o que impactou positivamente o setor. No saldo dos dois efeitos, o impacto total foi negativo. Descontando estes efeitos de calendário, o mês teria apresentado uma retração de 3,0% pelo ICVA deflacionado. Em agosto de 2015, no mesmo conceito, a retração seria 2,3%, desconsiderando os impactos de feriados e a inflação. Os dados indicam, portanto, uma desaceleração em setembro em relação a agosto.

Os números nominais, sem o desconto da inflação, indicam o mesmo quadro de diminuição do ritmo de crescimento. O ICVA nominal registrou crescimento de 3,2% na comparação com setembro de 2014. Em agosto, o crescimento foi de 4,1%, também na comparação com o mesmo mês do ano passado. Sem os efeitos de calendário, o ICVA nominal de setembro teria registrado alta de 3,6%, enquanto agosto teria registrado 4,6%, no mesmo conceito.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 9,49% em setembro no acumulado dos últimos 12 meses. O número foi muito próximo dos 9,53% registrados em agosto, no mesmo conceito.

Vale ressaltar que o IPCA inclui itens que não fazem parte da cesta de compras do varejo – por exemplo, energia elétrica, aluguel e condomínio, que inclusive têm apresentado inflação acima da média dos demais itens. Considerando apenas os itens que compõem os setores do varejo ampliado, a inflação foi de 6,9% no acumulado dos últimos 12 meses.

Os preços dos itens de alimentação, tanto em domicílio quanto fora do domicílio, continuam no patamar de 10% de alta em 12 meses, puxando a inflação do varejo para cima. Já os artigos de residência e vestuário puxam a inflação do varejo para baixo, ficando no patamar de 4%, no mesmo conceito. As passagens aéreas, que costumam ter uma grande variação nos preços, registraram deflação de 10,8% em setembro – o que impactou positivamente o ICVA deflacionado neste mês.

Considerando os grandes blocos de setores que compõem o varejo ampliado, todos tiveram, em média, retração nas vendas em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2014.

Dentro do conjunto de setores que comercializam bens semiduráveis e duráveis estão Materiais para Construção, Vestuário, Móveis, Eletro e Lojas de Departamento, entre outros, em que as compras têm tipicamente valor médio mais alto e são mais dependentes de crédito. Todos estes setores tiveram retração nas vendas em setembro e puxaram o ICVA do mês para baixo. Lojas de departamento, no entanto, apresentou aceleração em relação a agosto, ou seja, teve retração em setembro, mas em menor ritmo.

Considerando os setores que comercializam bens não duráveis, Supermercados e Hipermercados foi melhor que a média do varejo ampliado, puxando o ICVA de setembro para cima, embora ainda com retração nas vendas na comparação com o ano passado. O setor de Postos de Gasolina permaneceu com crescimento próximo ao da média do ICVA. Drogarias e Farmácias – como já registrado, de forma consistente, em meses anteriores do ICVA – puxou novamente as vendas para cima em setembro e foi um dos poucos setores com alta na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Finalmente, analisando o grupo de setores da cesta de serviços, desta vez o turismo não contribui tão positivamente com o ICVA do mês de setembro, como ocorreu nos três meses anteriores, ficando apenas na média. Os setores de Estética e Cabeleireiros e Outros Serviços, como Lavanderias e Profissionais Liberais, foram os que contribuíram positivamente com o bloco de serviços. O setor de Alimentação – Bares e Restaurantes novamente contribuiu negativamente para o índice do mês.

Em setembro de 2015, todas as regiões brasileiras apresentaram retração no varejo pelo ICVA deflacionado. O Nordeste apresentou a menor retração, de 2,6%, na comparação com o mesmo mês de 2014. Centro-Oeste veio em seguida, com queda de 3,5%, na mesma base de comparação. Norte e Sudeste ficaram empatadas, ambas com 3,6% de retração em setembro. A região Sul apresentou, novamente, o pior desempenho, com retração de 3,7% na receita deflacionada de vendas em setembro.

A região Sul sofreu com a inflação do varejo ampliado na região, mais alta que a média do País. Situação semelhante, em menor escala, ocorreu para o Centro-oeste. Observa-se que no ICVA nominal, onde não há o desconto da inflação, o Sul liderou, com alta de 4,4%, seguido pelo Centro-Oeste e Nordeste, com crescimento de 3,9% e 3,5%, respectivamente. Sudeste e Norte tiveram desempenho igual, com 2,9% de crescimento nominal, na comparação com setembro de 2014.

Todas as regiões apresentaram desaceleração no ritmo de vendas, de agosto para setembro deste ano.
O ICVA encerrou o terceiro trimestre de 2015 com retração de -2,7% em relação ao mesmo período do ano passado, depois de descontada a inflação. O indicador indica, portanto, uma continuação da trajetória de queda no ritmo de crescimento do varejo ampliado, observado desde o primeiro trimestre de 2014. O índice nominal, que considera a receita de vendas sem o desconto da inflação, registrou alta de 5,1% no período, frente aos 7,3% do segundo trimestre de 2015, ambos na comparação com o mesmo período de 2014.
Analisando os grandes blocos de setores, o grupo de consumo de bens não duráveis e com “giro rápido” - como Varejo Alimentício em Geral, Drogarias e Farmácias, Postos de Combustíveis, Padarias, Lojas de Cosméticos, entre outros – apresentou, na média, o melhor desempenho no terceiro trimestre de 2015, embora com contração nas vendas. O grupo também se destacou com a menor desaceleração em relação ao segundo trimestre de 2015.

Os setores que comercializam itens duráveis e semiduráveis – tais como Vestuário, Eletroeletrônicos, Lojas de Departamento, Materiais de Construção, entre outros – continuaram puxando, na média, o crescimento do varejo para baixo no terceiro trimestre de 2015, apresentando inclusive desaceleração em relação ao segundo trimestre do ano.

Com relação ao desempenho dos setores do varejo que comercializam serviços, houve retração menor que a do ICVA em geral no terceiro trimestre de 2015. Contudo, foi o que sofreu a maior desaceleração no período. A composição do grupo, entretanto, é bastante heterogênea. Em uma ponta, está o setor de Turismo, que registrou a maior desaceleração no último trimestre, principalmente em Companhias Aéreas e Agências e Operadores de Viagens. Em outra, o setor de Alimentação – Bares e Restaurante, que praticamente manteve o mesmo nível de crescimento do segundo trimestre de 2015.
Fonte: Agência IN
Tags: Icva, Varejo, Comércio, Inflação
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