Quarta-feira, 30 de Setembro de 2015
IAV-IDV aponta forte retração no varejo em agosto e fecha em queda de 7,2% IAV-IDV aponta forte retração no varejo em agosto e fecha em queda de 7,2%
A recente divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE) referente a julho mostrou queda real, ou seja, descontada a inflação, de 3,5% do varejo restrito, na comparação com julho de 2014. O resultado do IBGE veio 0,4 ponto percentual abaixo da estimativa do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), que apontou um decrescimento de vendas de seus associados de 3,1%, antecipando novamente a tendência da PMC.

Já para o mês de agosto, o indicador do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) manteve a tendência de decrescimento do varejo, devido, principalmente à instabilidade e à deterioração dos principais indicadores econômicos que direcionam o consumo. Os associados apontaram para agosto uma queda real nas vendas de 7,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Para este e os próximos dois meses, os associados indicam a continuidade da retração nos resultados de faturamento real, apontando queda de 1,43% em setembro, 1,37% em outubro e 0,91% em novembro no faturamento real, na comparação com os respectivos períodos do ano anterior.

Todos os segmentos tiveram decrescimento de vendas em agosto, mas novamente o segmento de bens duráveis foi o que mais colaborou com o resultado negativo do índice. Os associados do IDV desse segmento divulgaram resultado real negativo de 9,46% em agosto, já descontada a inflação. Tal comportamento pode ser atribuído ainda pela baixa confiança dos consumidores e os desafios no cenário de crédito. A expectativa dos associados é de um decrescimento de 2% em setembro, 1,1% em outubro e 0,6% em novembro.

Já o setor de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, apresentou queda real de 6,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A expectativa para este e os próximos dois meses é de crescimento de 2,3% em setembro, 2,8% em outubro e 1,3% em novembro.
O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de 6% nas vendas realizadas em agosto. O cenário deste e dos próximos dois meses é de continuidade do decrescimento desse segmento. Os associados estimam queda de 2,7% em setembro, 3,4% em outubro e 2,1% em novembro, na comparação anual.

“A deterioração dos pilares macroeconômicos que direcionam o consumo tem influenciado diretamente para o baixo desempenho do varejo desde o 3º trimestre do ano passado, e com agravamento do cenário em 2015, o IAV-IDV já acumula no ano, até agosto, retração real de 2%”, afirma Luiza Helena Trajano, presidente do IDV. As projeções dos analistas, divulgadas pelo Boletim Focus em 18 de setembro, estimam um decrescimento de 2,7% para o PIB de 2015 e de 0,8% para 2016. Da mesma forma, do lado dos preços, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) tem as seguintes previsões: 9,34% em 2015 e 5,7% em 2016.

Inflação

A inflação de agosto medida pelo IPCA apontou variação de 0,22% no mês, ficando 0,4 ponto percentual abaixo da taxa de 0,62% registrada em julho. No acumulado do ano, até agosto, o índice situa-se em 7,06%, acima do registrado no ano passado, quando o acumulado até maio apontou 4,02%. Levando-se em consideração os últimos 12 meses, o índice fechou agosto em 9,53%, acima dos 6,51% verificados em agosto de 2014, e com 3,03 pontos percentuais acima do limite do teto da meta de 6,50% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2015.

Em relação ao emprego, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE apontou taxa de desocupação, em agosto, de 7,6% para o conjunto das seis regiões metropolitanas, que representa leve aumento de 0,1 ponto percentual na comparação com julho de 2015 e de 2,6 pontos percentuais acima do índice de agosto de 2014. Todas as seis regiões metropolitanas apresentaram aumento na taxa de desocupação na comparação anual, as mais relevantes foram Salvador, de 9,3% para 12,4%; São Paulo, de 5,1% para 8,1%; e Recife, de 7,1% para 9,8%.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, somente a região metropolitana do Rio Janeiro sofreu queda na taxa de desemprego, passando a taxa de desocupação de 5,7% para 5,1%.

Já a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que mede 3.500 municípios brasileiros, apontou a taxa de desemprego de 8,1% no trimestre móvel de março a maio deste ano, índice 1,1 p.p. maior que o mesmo período do ano anterior (7,0%).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou nova queda em setembro, em comparação com o mês anterior, chegando ao patamar de 76,3 pontos, e continua no pior patamar desde o inicio da medição do indicador, em setembro de 2005, sendo que as duas variáveis que compõem o índice apontam que o ISA (Índice da Situação Atual) caiu para 67,1 pontos e o IE (Índice de Expectativas) caiu para 81,1 pontos.

Sobre o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas)

Criado em outubro de 2007, o IAV-IDV é um índice que consolida a evolução das vendas efetivamente realizadas pelos associados do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), com o intuito de projetar expectativas para os próximos meses e, assim, servir de base de informação para a tomada de decisão dos executivos do varejo.

Para se chegar aos números apresentados pelo IAV-IDV, as empresas associadas reportam seus próprios resultados e suas expectativas sobre vendas no futuro. Em seguida, estas respostas são ponderadas de acordo com o respectivo porte de cada empresa, para que se alcance indicadores como o volume de vendas e o faturamento nominal. Os dados extraídos pelo indicador têm permitido uma visualização mais ampla do comportamento do mercado para um período futuro de até três meses.
Fonte: Divulgação
Tags: Iav, Idv, Retração, Varejo, Comércio
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