Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
Shoppings de Campinas indicam alta de público e vendas em meio à crise Shoppings de Campinas indicam alta de público e vendas em meio à crise
Os principais shoppings de Campinas (SP) registraram aumentos nas vendas e de público visitante, apesar dos reflexos da crise econômica, entre eles, saldo negativo de empregos no comércio varejista. O levantamento do G1 considerou dados de cinco empreendimentos que, de acordo com especialistas, têm momento mais favorável do que as lojas instaladas em rua.

O Grupo Iguatemi, considerando todas as suas unidades, teve um aumento de 6% nas vendas este ano. O Shopping Parque Dom Pedro afirma ter identificado um aumento de 5,4%, e o Parque das Bandeiras, 2%. Os dados obtidos pela reportagem foram fornecidos pelos próprios centros comerciais, a partir de metodologias próprias de aferição.

Com oito centros de compras e lazer, Campinas está em segundo no "ranking" do estado, de acordo com a Associação Brasileira de Shoppings Center (Abrasce) - é superada pela capital paulista, que possui 53. Segundo levantamento realizado pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista), os shoppings Iguatemi, Galleria, Unimart, Campinas Shopping, Parque D. Pedro, Prado, Bandeiras e Spazio criaram neste ano 98 novas lojas (desconsiderado-se os serviços e restaurantes), alta de 32% sobre os 74 espaços criados durante o ano passado.

"O marketing dos shoppings leva novidades para dentro dos espaços como música e arte. Com isso, eles conseguem atrair mais público", explicou a presidente da entidade, Sanae Murayama Saito, ao mencionar que o setor de cosméticos é um dos menos impactados pela recessão técnica do Brasil. O país teve dois trimestres seguidos de queda no Produto Interno Bruto (PIB): recuou 0,7% (dado revisado) de janeiro a março; e 1,9%, entre abril e junho, segundo o IBGE.

Ao ponderar, contudo, sobre os espaços de comércio varejista fechados nos shoppings de Campinas - subiu de 25 para 31 (alta de 19%) no intervalo considerado -, Sanae avaliou que o índice reflete falta de cuidados por alguns empreendedores para superar momentos econômicos desfavoráveis.

"Os shoppings fizeram investimentos e têm planejamentos elaborados a longo prazo, não foram imediatistas. Isso ajudou a minimizar o reflexo da crise. Acredito que não haja setor mais prejudicado, fechou quem abriu no 'oba oba', sem plano", falou.

Juntos, os shoppings de Campinas tem 1,4 mil lojas e pelo menos 50 salas de cinema, segundo levantamento da Abrasce. Não há previsão de novos empreendimentos até 2017.

Dom Pedro - Cenário desafiador

À espera de finalizar até dezembro a revitalização de uma alameda, além de projeto para sete restaurantes em nova área gastronômica, o Parque D. Pedro Shopping registrou R$ 664,2 milhões em vendas durante o primeiro semestre deste ano, alta de 5,4% em relação ao total de R$ 629,9 milhões no mesmo intervalo de 2014. Para o superintendente do estabelecimento, Guilherme Marini, o resultado poderia ter sido melhor, porém, deve ser valorizado.

"Com esse cenário desafiador, é um resultado satisfatório", frisou. Segundo ele, o shopping teve oscilações na média mensal de visitantes, estimada em 1,7 milhão, embora o acumulado deste ano seja semelhante ao contabilizado na mesma época do ano passado. Para ele, a mudança nos perfis dos centros de compras explica parte dos resultados positivos alcançados na crise.

"Os shoppings viraram um centro de convivência, lazer, compras e há diversos fatores que influenciam o crescimento como o período de consolidação. Aqui, nós temos várias ações para enfrentar esse cenário e somos reconhecidos por atrações inéditas."

O superintendente atribui parte do saldo positivo não apenas à abertura de lojas âncoras (conhecidas no país ou exterior e que atraem grande quantidade de público), mas também aos eventos infantis, entre eles, as exposições das réplicas de dragões e dos animais selvagens da África. Além disso, o shopping é beneficiado por atender ao público que participa de convenções, exposições e shows no espaço que fica em área anexa e possui 13 mil metros quadrados de construção.

Segundo a Abrasce, as vendas nos shoppings de todo Brasil aumentaram 4,5% no primeiro semestre deste ano e a expectativa é encerrar o ano com alta de 8,5%. No ano passado, os comércios contabilizaram faturamento de R$ 142 bilhões, crecimento de10% sobre 2013.

Iguatemi - Expansão e novas apostas

Com participações em 17 shoppings de três regiões do país, a Iguatemi Empresa de Shopping Centers (IESC) tem balanço positivo quando trata das unidades instaladas em Campinas - Iguatemi e Galleria. O primeiro, sobretudo, inaugurou as obras de expansão em abril e foram gerados 1,5 mil empregos diretos e indiretos - contratações feitas por condomínio e lojistas.

"Nossa expectativa, está se comprovando, era um aumento de 20% a 25% no fluxo de clientes, que girava em torno de 1,9 milhão de visitantes por mês. Inauguramos a área de expansão com 70% das lojas prontas e em prazo de três meses já estávamos praticamente completos", explicou a gerente de marketing do Iguatemi, Carolina Bonafé.

Segundo ela, o empreendimento busca fidelizar clientes com promoções, incluindo sorteio de carros de luxo, e por meio de eventos sociais, culturais e esportivos como corridas de rua. Um dos destaques foi a destinação de espaço interno para sedir a Campinas Decor, mostra de arquitetura, decoração e paisagismo realizada entre maio e agosto. "São ações que tornam a visita mais interessante e facilitam o acesso dos clientes", avaliou a gerente.

Galleria - 'Cinema ao ar livre' e gastronomia

No Galleria, a estratégia de eventos diferenciados também levou mais público ao shopping. O festival de cinema gratuito ao ar livre, por exemplo, reuniu 2,4 mil visitantes em julho, alta de 14% no comparativo com 2014, explicou a gerente de marketing Regina Mello. Outro destaque neste ano, explicou, foi o festival gastronômico que levou 6 mil clientes ao empreendimento em agosto.

"Temos investido também em serviços exclusivos, que proporcionem experiências únicas aos nossos clientes", frisou ao mencionar duas ações criadas recentemente, entre elas, pagamento do estacionamento via aplicativo e a possibilidade de reserva de mesas nos restaurantes.

A IESC informou que as vendas totais dos 17 shoppings atingiram R$ 2,7 bilhões entre março e junho, alta de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, as vendas das lojas subiram 6% e a receita líquida foi elevada em 8,9% - chegou a R$ 157 milhões. O Iguatemi Campinas detém o segundo maior faturamento do grupo, segundo a assessoria.

Bandeiras - 'Liquidações agressivas'

Instalado próximo aos distritos do Campo Grande e Ouro Verde, regiões que concentram quase 40% da população de Campinas, o Parque das Bandeiras é o shopping mais novo da cidade. Aberto em 2012, o empreendimento elevou em 1% a média mensal de 600 mil visitantes, entre janeiro e agosto, e acumula alta de 2% no volume de vendas no período avaliado.

"Diante do atual cenário, demonstra o potencial do shopping que está ainda no terceiro ano de funcionamento", falou o superintendente Ricardo Cintra. Para atrair mais público, segundo ele, houve investimentos em prêmios de "compre e ganhe" para valorizar clientes em datas sazonais, e o empreendimento realiza "liquidações agressivas e segmentadas" - como calçados - para superar concorrentes.

Campinas Shopping - Mais Serviços

O Campinas Shopping, no Jardim do Lago, registra neste ano média de 1 milhão de visitantes por mês, alta de 25% em relação ao fluxo do ano passado. A unidade não revelou dados sobre volume de vendas e faturamento, mas atribuiu o crescimento à inauguração de novas lojas âncoras, ampliação de serviços após inauguração da nova unidade do Detran-SP, além de ações voltadas ao público infantil, entre elas, uma campanha para doação de brinquedos.

Contratações x demissões

As assessorias dos shoppings informaram que não têm como divulgar se as lojas aumentaram ou diminuíram os quadros recentemente, pois são informações pertinentes aos lojistas. Ao G1, a entidade que representa parte da categoria (SindiLojas) alegou que há dificuldades em fazer uma pesquisa formal, em virtude do sigilo mantido pelos espaços de vendas.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Campinas acumulou de janeiro a julho saldo negativo de 6,6 mil vagas de trabalho. Neste período, foram registradas 111,4 mil admissões no município, ante 118 mil desligamentos. No comércio, em especial, o saldo negativo é de 1,9 mil - foram 29,5 mil contratações, contra 31,4 mil oportunidades fechadas neste período.

Saldo negativo

De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), o comércio varejista em Campinas, incluindo dados de shoppings, teve queda acumulada de 2,58% nas vendas de janeiro a agosto, no comparativo com 2014. Para o economista Laerte Martins, o comércio de rua tem menor participação no total de operações e foi a área que mais sentiu reflexos da crise.

"Hoje, 39% das vendas estão associadas aos shoppings e 31% são ligadas aos comércios, principalmente Centro", falou ao mencionar que a conta final inclui também participações de supermercados e hipermercados, além das pequenas lojas instaladas em regiões distantes da principal área de vendas.

"Houve migração para os shoppings, embora os preços dos produtos sejam mais elevados. Além disso, a realização de eventos também desvia os clientes para os centros de compras", disse Martins. O faturamento do comércio varejista foi de R$ 9 bilhões até agosto, baixa de 1,79% em relação a 2014.
Fonte: G1 Campinas e Região
Tags: Shoppings, Campinas, Vendas, São paulo, Crise econômica, Abrasce
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