Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015
RJ: Descontrole e desemprego causaram inadimplência no varejo RJ: Descontrole e desemprego causaram inadimplência no varejo
O descontrole financeiro (28,2%) e o desemprego (16,8%) foram as principais causas da inadimplência no comércio do Rio de Janeiro no primeiro semestre seguida pela diminuição da renda (13,4%), empréstimo de nome a terceiros (9,4%) e outras causas.

É o que mostra a pesquisa "Perfil do Inadimplente" feita pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e pelo Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que ouviu os consumidores que procuraram seus postos de atendimento na Central do Brasil, Bangu, São João de Meriti e São Gonçalo durante o primeiro semestre desse ano.

Dos entrevistados 48,3% são homens e 51,7% são mulheres, 28,9% tem de 31 a 40 anos; 23,5% de 21 e 30 anos; 16,1% de 41 a 50 anos; 15,4% de 51 a 60 anos; 9,4% tem menos de 20 anos e 6,7% tem mais de 60 anos. Desses 40,9% têm renda familiar de dois a três salários mínimos; 28,9% recebem um salário mínimo; 14.1% entre quatro e cinco salários mínimos entre outras; 43,6% são casados e 53,7% têm o ensino médio completo/superior incompleto e 18,2% tem curso superior completo entre outros graus de escolaridade.

Eles foram incluídos no cadastro por dívida contraída junto a empresas de cartão de crédito (36,9%), empréstimo pessoal (22,8%), cartão de loja (18,1%), carnê/boleto (17,4%), cheque especial (11,4%), cheque (6,7%) entre outros motivos. Desses 28% declararam que as dívidas são referentes a compras de roupas e calçados (26,8%), telefone celular (17,4%), empréstimo pessoal (16,1%), água, energia, gás, TV a cabo e telefone (14,8%), eletroeletrônicos (11,4%), eletrodomésticos/móveis (10,1%), alimentação/material de construção (9,4%), financiamento de carro/moto (8,7%) entre outros.

A pesquisa mostra que 20,1% têm prestações atrasadas no valor de até R$ 2 mil, 18,8% de até R$ 500, 16,8% de R$ 1 mil, 15,4% de até R$ 3 mil, 6,7% acima de R$ 5 mil, além de outras faixas de endividamento. Dos entrevistados 45,6% pretendem quitar o débito com salário/recursos próprios, 11,4% com parcela do 13º salário, 9,4% com empréstimos/recursos de férias, entre outras fórmulas. Dos entrevistados 46,3% trabalham na iniciativa privada, 12,1% em empresa pública, 8,7% são autônomos, 5,4% são aposentados, 4% profissionais liberais e em várias outras atividades.

Dos consumidores ouvidos, 28,9% tem apenas uma conta atrasada; 19,5% três contas; 18,1% duas contas; 8,1% mais de quatro contas, 6% quatro contas e 19,5% não responderam. Considerando a relação entre os seus recebimentos e os gastos/despesas em relação ao mesmo período do ano passado, 47,7% disseram que a situação financeira está igual; 22,8% piorou; 17,4% melhorou e 12,1% não responderam.

Volume total de crédito tem alta de 490,2% em 10 anos, diz Anefac
A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) realizou um balanço dos últimos 10 anos do crédito no Brasil cujo objetivo foi apurar como se comportaram os principais indicadores praticados pelo sistema financeiro neste período.

Este estudo compreendeu no levantamento no período dos cinco principais indicadores de crédito, dados estes, compilados do relatório de Política Monetária do Banco Central.

O estudo teve a coordenação do diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

O volume total de crédito do sistema financeiro (recursos livres e recursos direcionados) atingiu em junho de 2015 R$ 3.102.172 milhões contra R$ 525.594 milhões em junho de 2005 um crescimento de 490,2% no período.

Vale destacar que a inflação no período medida pelo IPCA/IBGE foi de 74,1%.
Este volume representa hoje 54,5% do PIB contra 27,8% em junho de 2005 um crescimento de 26,7 pontos percentuais.

O volume de crédito no segmento de recursos livres (que as instituições financeiras emprestam livremente) atingiu R$ 1.598.056 milhões em junho de 2015 contra R$ 306.505 milhões em junho de 2005, um crescimento de 421,4% no período.
Na pessoa jurídica este volume atingiu R$ 804.453 milhões em junho de 2015 contra R$ 169.874 milhões em junho de 2005 um crescimento de 373,6% no período. Já na pessoa física este volume atingiu R$ 793.603 milhões em junho de 2015 contra R$ 136.632 milhões em junho de 2005, um crescimento de 480,8% no período.

As taxas de juros das operações de crédito com recursos livres estavam em junho de 2015 em 43,5% ao ano contra 49,0% ao ano em junho de 2005, uma redução de 5,5 pontos percentuais no período. Na pessoa jurídica as taxas atingiram na média 27,5% ao ano em junho de 2015 contra 33,4% ao ano em junho de 2005, uma redução de 5,9 pontos percentuais no período. Já na pessoa física as taxas de juros atingiram na média 58,6% ao ano em junho de 2015, contra 64,7% ao ano em junho de 2005 uma redução de 6,1 pontos percentuais no período.

O spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes) estava em junho de 2015 em 30,7% ao ano contra 29,8% ao ano em junho de 2005, uma elevação de 0,9 pontos percentuais no período. Na pessoa jurídica o spread atingiu em junho de 2015 15,0% ao ano contra 13,6% ao ano em junho de 2005, uma elevação de 1,4 ponto percentual no período. Na pessoa física o spread atingiu em junho de 2015 45,5% ao ano contra 46,3% ao ano em junho de 2005, uma redução de 0,8 ponto percentual no período.

O prazo médio dos financiamentos apresentaram em junho de 2015 38,1 meses contra 8,0 meses em junho de 2005, uma elevação de 30,1 meses correspondente a uma elevação de 376,3% no período. Na pessoa jurídica o prazo médio atingiu 26,9 meses em junho de 2015 contra 6,5 meses em junho de 2005, uma elevação de 20,4 meses correspondente a alta de 313,8% no período. Na pessoa física o prazo médio atingiu 51,8 meses em junho de 2015, contra 10,0 meses em junho de 2005, uma elevação de 41,8 meses correspondente a uma elevação de 418,0% no período.

A inadimplência geral considerando-se (tudo que está vencido a mais de 90 dias) atingiu em junho de 2015 4,7% do total de empréstimo contra 7,3% em junho de 2005 uma redução de 2,6 pontos percentuais no período. Na pessoa jurídica a inadimplência total (perda) atingiu 3,9% do total da carteira em junho de 2015 contra 3,4% em junho de 2005, uma elevação de 0,5 pontos percentuais no período. Na pessoa física a inadimplência total (perda) atingiu 5,4% do total da carteira em junho de 2015 contra 12,4% em junho de 2005, uma redução de 7,0 pontos percentuais no período.

A Anefac lembra que o Banco Central alterou a partir de novembro de 2005 a metodologia de calculo da inadimplência uma vez que antes desta data o mesmo considerava a inadimplência tudo que estava vencido e a partir de então considerou tão somente inadimplência os compromissos vencidos acima de 90 dias.
Fonte: Monitor Digital
Tags: Inadimplência, Varejo, Descontrole financeiro, Comércio, Rio de janeiro
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