Quarta-feira, 12 de Agosto de 2015
Agora é hora de investir em marketplace? Depende do ponto de vista Agora é hora de investir em marketplace? Depende do ponto de vista
Apesar de um período de atuação ainda relativamente curto no Brasil, o marketplace já firmou espaço como modelo modelo de negócio e adaptou-se ao mercado nacional, podendo ser encontrado em versões amplas, de múltiplos produtos, ou segmentados, por nichos. O termo, que em tradução literal significa lugar de vendas, tem um significado mais amplo online – o e-marketplace – que agrega a definição de plataforma, canal ou shopping online (operador de marketplace) onde vendedores (lojistas e-commerces) oferecem produtos e serviços a compradores potenciais (consumidores).

O tema é vasto, por isso o gerente de marketplace Diego Lindner, vai nos ajudar a compreender pelo ponto de vista do lojista e-commerce, quem é quem nesse triângulo e por que o formato ganha a cada dia, mais e mais adeptos.

“As operadoras de marketplaces são grandes e ótimas vitrines. Não há como negar a força alavancadora de vendas e o quanto o lojista e-commerce tem a ganhar em visibilidade, escalabilidade e desenvolvimento da marca investindo nesta alternativa que atualmente significa muito em questão de números e soluções”, afirma Lindner, mas vamos por partes, ou melhor, por pontos de vista”.

De um lado o lojista e-commerce: os prós!

O foco do lojista e-commerce é conversão, portanto novas alternativas de vendas são sempre bem-vindas. Com um modelo de negócios onde uma plataforma centraliza o processo de busca, compra e pagamento de vários e-commerces, o e-markekplace – que oferece uma gama maior de serviços e benefícios com um investimento relativamente menor – é uma excelente oportunidade.

“Vale destacar pontos básicos. Com o e-marketplace ganha-se grande visibilidade com ações de marketing nacionais viabilizadas pelas operadoras, o fluxo de visitantes é contínuo e composto de públicos diversos. Há soluções antifraudes, variedades de operadoras de cartões, relevância nas buscas SEO e os repasses são feitos à vista, mesmo nas vendas parceladas.E alguns pontos que são de extrema importância, como as possibilidades de ampliação de portfólio com testes de produtos com baixo custo e risco reduzido, as oportunidades para trabalhar estoque de modo estratégico, o conhecimento tanto do perfil dos consumidores como dos concorrentes e a obtenção de dados de buscas e de navegação. E tudo isso acontece sob o respaldo do guarda-chuva de um nome já conhecido e consolidado no mercado.”

Do outro lado, o operador marketplace: os contras para o lojista e-commerce!
Entre os principais receios do lojista e-commerce está o comprometimento da margem de lucro. E esse com certeza é o ponto mais sensível do relacionamento entre as bases desse triângulo: “o comissionamento cobrado é alto, a taxa pode chegar a 20% sobre o valor do produto.”

Outro ponto crítico é a forma como são feitos os repasses do marketplace para o lojista e-commerce: “Os valores são repassados à vista, mas em ciclos, às vezes quinzenais, às vezes, mensais. E dinheiro parado, dinheiro que não está girando no marketplace, é dinheiro que não está rendendo para o e-commerce.”

E sabe aquele ditado popular: quem não presta assistência, abre espaço pra concorrência? Pois é, ele também serve nesse triangulo. “Se por um lado é positivo estar onde a concorrência está, por outro, é lá também que a concorrência é muito maior. E é lá que o lojista e-commerce se depara com o sistema de ranqueamento de preços. Explicando melhor, nas operações marketplaces há inúmeras ofertas do mesmo produto, ganha o destaque – o lugar mais alto do sistema de ranqueamento de preços – e consequentemente a venda, o lojista e-commerce que tiver o menor preço no item.”

Para ganhar em posicionamento no ranking e em volume de vendas – sem perder margem de lucro – é preciso assistência full-time, monitoramento e atenção. “Quem dorme menos, vende mais!”

Também não adianta criar ilusões, o cliente é do marketplace e é este quem detém o papel principal, a atuação do lojista e-commerce é de coadjuvante. Assim, antes de optar pelo modelo e por um parceiro, muita atenção no posicionamento e nas políticas da operadora.

Outra coisa, a gestão e a logística para a operação marketplace não podem conflitar com as da loja e-commerce: “é fundamental ter processos muito alinhados. O lojista e-commerce precisa ter em mente que a atenção dispensada à operação marketplace é proporcional à dispensada para uma loja e-commerce.E que é primordial fazer a gestão da operação, e que isso demanda energia e tempo, demanda equipe para atuar em portfólio e feed, indexação de itens, organização de produtos, monitoramento de prazos, atendimentos e protocolos. Acuracidade de estoque e expedição são obrigações básicas e um serviço de monitoramento de postagens é indicado para aferir o cumprimento dos prazos de entrega.”

E lá na ponta do triangulo, o consumidor: uma relação de ganha-ganha!
Enquanto lojistas e-commerces e operadoras de marketplaces ficam nesse bem-me-quer, malmequer, o consumidor fica com o melhor de cada uma das pontas, diversidade de produtos, modelos e fornecedores, todos em um mesmo endereço eletrônico e – claro – preço: “o consumidor pesquisa, compara, compra e paga com uma única transação, em um único ambiente virtual, como se todo o marketplace fosse uma única loja, é fácil, prático e seguro. As entregas são individuais, mas isso não chega a ser um problema para o consumidor”.

Obter os melhores preços em compras asseguradas por um portal de renome e confiança no mercado nacional é bom né? “O consumidor fica no ganha-ganha! A concorrência entre si garante os preços e o marketplace exige o padrão de qualidade, tanto dos produtos quanto dos serviços oferecidos”.

Metendo a Colher, a opinião de Diego Lindner

Para o gerente de marketplace, o modelo de negócio está em alta e deve se manter estável por um bom período ainda, mas peca principalmente quanto à estrutura e suporte ao lojista e-commerce: “É preciso estar atento às equipes de atendimento dos marketplaces, que muitas vezes não têm crescido na mesma proporção das vendas e do modelo de negócio, impondo déficits tanto para o lojista e-commerce como para o cliente. Sendo assim, sugiro uma equipe exclusiva destinando energia para cuidar da operação, tanto para alinhar os processos com o marketplace como para tratar com o cliente e atender rigorosamente os prazos estabelecidos, eliminando assim os risco de quaisquer problemas e prejuízos à marca”.

Estar em um marketplace é viabilizar a oferta da marca em portais com fluxo de visitas de alguns milhões de possíveis novos clientes, então vale a pena apostar, mas isso deve ser feito de maneira segura, com plano de negócios e políticas de preços alinhadas, responsabilidades pré-estabelecidas para cada uma das partes. Quer ser diferencial? Trabalhe com metas específicas para os canais individuais e os marketplaces distintos. Faça acompanhamentos diários e monitore resultados, informações são base para traçar as melhores estratégias.

Uma última observação de Lindner ao lojista e-commerce: “Hoje vejo como inevitável as operações com marketplaces. Eles são um caminho relativamente mais curto para levar os produtos aos olhos dos clientes, fixar a marca na preferência do consumidor e aumentar de modo considerável o volume de vendas. Os marketplaces são um caminho mais curto, mas não são o único e nem devem ser! Aproveite a onda do marketplace, mas acima de tudo, aumente a confiabilidade da marca e impulsione o crescimento da loja e-commerce, do site da marca”.

Diego Lindner é gerente de marketplace a frente da gestão do modelo de negócio nas cinco e-commerces Magamobi E-Business S/A, sendo um dos responsáveis pela inserção da holding nas operações marketplaces.
Fonte: Portal Administradores
Tags: Investimentos, Marketplace, Ecommerce, Lojistas
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