Quarta-feira, 22 de Julho de 2015
Mercatto melhora operação com full service Mercatto melhora operação com full service
No Brasil, cerca de 60% dos e-commerces deixam de existir antes do primeiro ano de criação, principalmente devido à parte operacional e manutenção de contrato com fornecedores. O modelo full service, aplicado ao comércio eletrônico, vem ajudando as lojas online brasileiras a concentrar sua operação em um único parceiro e a viabilizar os lucros na internet.

É o caso da rede varejista Mercatto. A marca abriu sua primeira loja no Rio de Janeiro, em 1994, com coleções de moda feminina voltadas para as classes B e C. Em 2010, a Mercatto deu início à estratégia de franquia a fim de ganhar capilaridade em todo o País. Hoje, são 44 lojas próprias e 50 franquias. Segundo Renato Cohen, diretor de Marcas da Mercatto, essa expansão alcançou também o universo online com abertura do e-commerce em 2012.

Porém, a Mercatto procurava consolidação no comércio eletrônico e precisava melhorar a gestão operacional. Em janeiro deste ano, a marca procurou a Infracommerce para fechar um contrato de full service e lançou o novo portal de e-commerce há menos de um mês. A média é de 150 mil usuários e 270 mil sessões no site. O objetivo da marca é crescer 30% nos próximos meses.

“Os resultados da implementação são muito positivos. Buscamos melhorar ainda mais o serviço junto às clientes. Hoje, nosso e-commerce está entre as dez lojas que mais vendem e nossa meta é torná-lo a terceira maior fonte de renda até dezembro de 2015”, comenta Cohen. Toda operação da loja virtual como infraestrutura, logística, estratégia comercial e finanças é feita pela Infracommerce. Apenas o marketing e CRM são trabalhados internamente pela Mercatto.

Conversão de vendas

Cohen explica que foi feita uma integração sistêmica entre o ERP da varejista e a plataforma de e-commerce. Isso melhorou toda a operação e a frente da loja virtual. “Recebemos muitos elogios, pois o portal está com uma cara nova, com melhor navegação. Ou seja, o benefício foi imediato e ajudou na conversão de vendas”, conta.

Como o diferencial da marca, defendida por Cohen, é ofertar uma moda democrática com preço acessível, a experiência de compra também está no DNA da Mercatto tanto nas lojas físicas quanto na virtual. Essa diretriz funciona tão bem na varejista que o próximo passo é consolidar a presença da marca no modelo multicanal. A segunda fase desse projeto, por exemplo, é criar o e-commerce na versão mobile e evoluir o conceito de omnichannel com vendas em market place fazendo parceria com shoppings virtuais.

Segundo Cohen, com a globalização da internet, a Mercatto precisava marcar presença em diferentes canais. Hoje, a rede trabalha esse conceito de vendas em multimarcas, franquias, e-commerce e lojas próprias. O desafio aqui, continua o executivo, é manter sinergia entre esses canais envolvendo lojas físicas e virtuais.

“Estamos muito confiante no e-commerce. Sabemos que Brasil está vivendo um momento delicado na economia, mas o comércio eletrônico dá oportunidade para o Varejo caminhar de forma mais positiva. Ele consegue, de fato, alavancar as vendas. Hoje, com a terceirização da parte operacional, somos livres para pensar na expansão do nosso negócio”, conclui Cohen.
Fonte: Decision Report
Tags: Mercatto, Full service, Operação, Ecommerce, Comércio eletrônico, Lojas online, Moda feminina
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