Sexta-feira, 26 de Junho de 2015
Comércio do Amazonas soma prejuízo de R$ 70 milhões com greve da Suframa Comércio do Amazonas soma prejuízo de R$ 70 milhões com greve da Suframa
MANAUS - O comércio do Amazonas amarga prejuízos estimados em R$ 70 milhões. As perdas são decorrentes da greve deflagrada pelos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), há um mês. Segundo a Associação Amazonense de Supermercados (Amase), somente o setor alimentício arremata uma fatia de 30% dos danos. A instituição afirma que atualmente faltam 200 itens nas prateleiras dos supermercados, número que pode chegar a 1,5 mil nos próximos 15 dias.

O vice-presidente da Amase, Alexuel Rodrigues, conta que em alguns supermercados da capital começa a faltar os itens que compõem a cesta básica e ainda os produtos utilizados para a higiene e limpeza. De acordo com ele, se a greve perdurar por mais 15 dias a situação se agravará ainda mais, com a falta de 100% dos produtos alimentícios e de limpeza. “Hoje, muitas prateleiras estão desabastecidas de leite líquido e de alimentos conservados em latas, os enlatados. Se o movimento continuar por mais 15 dias haverá uma falta em geral, um caos. Hoje, temos carência de 200 produtos nos supermercados, o que poderá chegar a 1,5 mil itens nas próximas semanas”, informou.

Rodrigues ainda disse que as perdas relativas ao setor alimentício estão estimadas em cerca de 30% do total de R$70 milhões contabilizados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM). Para o vice-presidente a única alternativa que resta aos comerciantes e empresários é aguardar o posicionamento do governo federal ou ainda contar com alguma reivindicação por parte da população. “Ficamos na ‘mão’ do governo. Só podemos esperar que a população reivindique uma solução para as exigências feitas pelos servidores da Suframa. Não podemos retirar os produtos à força porque estamos sujeitos às multas que chegam a até 100 vezes o valor da carga”, frisou.

O vice-presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL-AM), Ezra Azury Benzion, confirma que a greve continua impactando as atividades comerciais em geral. Azury afirma que alguns produtos começam a ter os preços mais elevados, principalmente, os que estão ligados ao ramo alimentício e que o desabastecimento também começa a acontecer nos municípios. “O comércio totaliza um prejuízo de R$70 milhões. Os produtos, em geral, estão mais caros”, disse.

Segundo Benzion, a reivindicação dos servidores da Suframa apesar de ser compreensível, deveria ser feita no Distrito Federal, onde há a atuação dos deputados federais e senadores, que podem mediar a intervenção ao veto presidencial à MP660/2014 anunciado pela presidente da República Dilma Rousseff. “Essa reivindicação deveria ser feita em Brasília e não aqui. Lá tem como conversar com os parlamentares que podem agir junto a esse processo, mas aqui não há muito o que ser feito e quem sofre é a população, os consumidores. O prejuízo existe, mas não há nada que possamos fazer como alternativa. Só nos resta aguardar até o governo resolver essa situação”, avaliou.

Conforme o diretor do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Gilvânio Paiva, o movimento grevista tem continuidade com atendimento à decisão judicial que determina que os servidores liberem diariamente 30% do total das mercadorias recebidas na cidade, além de 100% dos produtos alimentícios perecíveis, materiais médicos e hospitalares. “Estamos no aguardo da apreciação do veto agendado pelo Congresso Nacional para o dia 30 deste mês. Só encerraremos o movimento ao sermos atendidos em nossas reivindicações com a derrubada do veto”, informou.

Indústrias afetadas

A demora no desembaraço dos materiais que chegam a Manaus também afeta a produção das fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Devido à falta de insumos e à queda no índice produtivo pelo menos 13 indústrias ligadas aos polos de duas rodas e eletroeletrônico vão entrar em férias coletivas a partir de segundafeira (29). A interrupção envolve cerca de 35 mil trabalhadores. Novas paralisações também estão programadas para o mês de julho.

Entre as fabricantes que anunciaram a ocorrência de férias coletivas estão: Genis Equipamentos de Ginástica, Denso Industrial da Amazônia Ltda., Philips da Amazônia Indústria Eletrônica, Moto Honda da Amazônia, Honda Lock do Brasil Ltda., Sawem da Amazônia Indústria Metalúrgica Ltda., Sakura Exhaust do Brasil Ltda., Federal Mogul Indústria de Autopeças Ltda., Musashi da Amazônia Ltda., entre outras. As fabricantes Panasonic da Amazônia S/A. e Technicolor Brasil Mídia e Entretenimento vão interromper das atividades a partir de julho.
Fonte: Jornal do Commercio
Tags: Comércio, Amazonas, Prejuízo, Greve, Suframa, Amase, Supermercados
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