Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
Livros de colorir para adultos impulsionam vendas de papelarias e editoras Livros de colorir para adultos impulsionam vendas de papelarias e editoras
Se você acha que pintar desenhos é coisa de criança, precisa repensar. Nos últimos meses, a quantidade de pessoas comprando lápis de cor fora da época escolar surpreendeu até mesmo os fabricantes. A culpa é do fenômeno dos livros de colorir para adultos, que estão atraindo cada vez mais pessoas com a promessa de diminuir o estresse colorindo paisagens, mandalas e flores.

Segundo o Sindicato das Papelarias de São Paulo (SIMPA), o comércio varejista alcançou entre o final de abril e o começo de maio um crescimento de 7% no faturamento graças à venda de lápis de cor. “Nós tivemos um começo de ano fraco com as vendas escolares. Entretanto, os livros de colorir causaram uma recuperação inesperada e algumas lojas chegaram a ficar sem estoque”, afirma Antônio Martins Nogueira, atual presidente do Sindicato. Os lápis também puxaram o crescimento de outros produtos, como apontadores.

A indústria também sentiu os efeitos da nova moda. Percebendo o crescimento da demanda, muitas marcas brasileiras aumentaram a produção e a quantidade de seus produtos disponíveis no mercado nesta época do ano. Segundo Nogueira, apesar da crescente nas vendas, houve um movimento natural de manutenção dos preços, o que manteve o ritmo econômico no comércio e a fidelidade do público.

As livrarias e o mercado editorial também devem ter um ano mais colorido. Dois títulos já figuram entre os dez mais vendidos: “Jardim Secreto” e “Floresta Encantada”, da editora Sextante, venderam juntos mais de 1 milhão de cópias no Brasil.

Os dois livros, feitos pela desenhista escocesa Johanna Basford, deram início ao sucesso e foram lançados no país em novembro de 2014. De lá pra cá, ao perceberem o potencial, outras editoras começaram a lançar produtos no mesmo segmento. Hoje já é possível achar uma dezena de títulos nas lojas, vendidos na faixa de R$ 35 cada.

Segundo Nana Vaz, gerente de Aquisições da editora Sextante, as redes sociais foram responsáveis por ajudar a impulsionar as vendas. “O livro é personalizável e cada pessoa acaba produzindo uma versão própria dependendo da forma que as figuras são pintadas. O público fica orgulhoso da sua criação e expõe fotos na internet para exibir aos amigos”, diz Nana.

O varejo estima que os livros continuem ajudando nas vendas por no mínimo mais 30 dias. Enquanto isso, as editoras buscam maneiras de conquistar mercado e manter o público final. A Sextante, por exemplo, irá lançar mais três títulos nas próximas semanas.
Fonte: Revista PEGN
Tags: Livros de colorir, Impulso, Vendas, Palelarias, Livrarias, Simpa, Comércio, Varejo
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