Sexta-feira, 15 de Maio de 2015
Varejo tem alta de 1,1% em abril, aponta Cielo Varejo tem alta de 1,1% em abril, aponta Cielo
SÃO PAULO - O comércio varejista brasileiro, medido pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), registrou crescimento de 1,1% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação. O indicador nominal, que considera a receita de vendas sem o desconto do IPCA, registrou alta de 7,1%.

O resultado, no entanto, foi beneficiado por um fator em especial: o quarto mês de 2015 teve dois feriados (Páscoa e Tiradentes), que impactaram diretamente no desempenho. Sem esse efeito do calendário, não haveria crescimento frente ao resultado de 2014. Em março, no mesmo conceito, o ICVA havia registrado alta de 3,3%.

Os números mostram que o varejo brasileiro iniciou o segundo trimestre de 2015 em um ritmo de crescimento abaixo do registrado no mês anterior. Segundo Gabriel Mariotto, gerente de Inteligência da Cielo, os dados confirmam a tendência de desaceleração do varejo, acompanhando os números da economia brasileira como um todo.

"Até mesmo setores que se deslocavam dos maus resultados dos últimos meses registraram desempenho ruim em abril, como, por exemplo, o de bens não duráveis", comentou Mariotto. Supermercados e Hipermercados e Varejo Alimentício Especializado, tiveram um desempenho mais fraco do que o registrado em março. O destaque positivo ficou, assim como nos meses anteriores, com Drogarias e Farmácias, que teve crescimento de dois dígitos mesmo depois de descontada a inflação.

Inflação

A inflação também registrou alta em abril deste ano, de acordo com o índice oficial de preços, o IPCA, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice acumulado nos primeiros quatro meses do ano ficou em 4,56%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 8,13%, maior alta desde dezembro de 2003.

"O aperto do poder de compra do consumidor, por conta da inflação alta, é refletida com bastante clareza no índice ICVA. O orçamento apertado é algo que afeta diretamente alguns segmentos como vestuário e supermercados", explica Rodrigo Baggi, economista da Tendências Consultoria Integrada.

Por setor

Reforçando o comportamento observado nos últimos meses, o bloco de setores dos bens duráveis e semiduráveis apresentou, na média, retração no ICVA deflacionado em abril, e com desaceleração na receita de vendas. É o caso dos segmentos de Vestuário, Eletroeletrônicos, Móveis e Decoração e Lojas de Departamento. A exceção fica por conta do setor de Materiais de Construção, que mostrou sinais de recuperação, embora ainda com retração no índice.

Dentre os setores relacionados a serviços, o grupo de turismo, composto por Aluguel de Veículos, Hotéis e Agências e Operadoras de Viagem (excluindo Companhias Aéreas), cresceu em ritmo mais lento que o mês de março. Já o setor de Alimentação em Bares e Restaurantes não apenas desacelerou em relação ao mês anterior, como apresentou retração nas vendas, depois de descontada a inflação, na comparação com abril do ano passado.

Por Região

Todas as regiões apresentaram, na análise do índice deflacionado, crescimento mais fraco em abril na comparação com o mês de março. O Norte liderou o crescimento, com alta de 2,2% na receita das vendas em relação a abril de 2014, depois de descontada a inflação. O Nordeste, logo atrás, registrou crescimento de 2,1%, seguido das regiões Centro-Oeste, com 1,8%, Sudeste, com 0,9%, e Sul, com 0,1%.

Perspectivas

De acordo com os especialistas, a tendência de desaceleração do varejo deve se confirmar nos próximos meses, pelo menos até meados do segundo semestre. "A gente enxerga, de fato, que não haja em um curto prazo uma reversão significativa desse desempenho", diz Rodrigo, da Tendências.

Já Mariotto, da Cielo, acredita que uma possível recuperação só aconteça no final do ano. "Os dados mostram isso. Essa desaceleração só deve ser revertida no último trimestre, e lentamente", completa.
Fonte: DCI
Tags: Varejo, Alta, Abril, Cielo, Comércio, Indicador, Receita, Vendas, Ipca, Icva
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