Terça-feira, 07 de Abril de 2015
Comércio eletrônico brasileiro tem crescimento acima do esperado Comércio eletrônico brasileiro tem crescimento acima do esperado
O comércio eletrônico tem superado as expectativas no mercado brasileiro e fechou o ano de 2014 com um aumento de 24% nas vendas online. Estes dados são do relatório WebShopper, o mais importante do setor.

Segundo o relatório, no total, foram contabilizados mais de 60 milhões de clientes online no Brasil, sendo 10 milhões destes, novatos que realizaram em 2014 sua primeira compra pela internet. A previsão é de que em 2015 a prospecção de vendas online seja ainda maior, conforme afirma Evanil de Paula, CEO da empresa Gerencianet, empresa especializada em soluções seguras para pagamentos pela internet.

- Apesar do pessimismo na economia brasileira, os números do comércio eletrônico tendem a continuar crescendo. Cada vez mais a população tem acesso a internet e os planos de telefones móveis tendem a contribuir com este movimento, ao mesmo tempo que aumenta a confiança dos internautas em fazer compras pela internet.

A novidade apresentada pelo relatório WebShopper é o crescimento do Mobile-commerce. As vendas efetuadas por meio de aparelhos móveis representam 9,7 % das compras online no Brasil. Os clientes que mais compram via smartphones ou tablets são mulheres (56 %). A faixa etária considerada é a de usuários ativos entre 35 e 49 anos. O aumento também é notável na compra de sites internacionais. A razão da procura em websites fora do Brasil é a falta do produto no mercado nacional ou o lançamento antecipado em outros países.

Além do crescimento deste tipo de comércio, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) de fevereiro de 2015 revela que os brasileiros perderam o medo do e-commerce. Obstáculos como hesitação, dúvida, insegurança e medo de ser enganado foram superados e, hoje, apenas 8 % dos entrevistados afirmaram que não realizam transações comerciais na internet por receio de não receber o produto solicitado.

Devido a este boom do comércio eletrônico no país, as empresas de pequeno, médio e grande porte precisam se adaptar a esta nova realidade e investir em métodos inovadores para expandir suas vendas.

- Os empresários estão descobrindo que podem centralizar seus recebimentos em uma única plataforma, simplificando a complexa matemática que envolve gerenciar recebimentos à vista, parcelamentos e antecipações.



Eletrônicos, telefonia, games e esportes/lazer lideram queda, diz Fipe/Buscapé

Em março de 2015 o Índice Fipe/Buscapé registrou queda média de preços de -0,41%. Em 40 dos 50 meses nos quais o índice foi calculado - 80% do período - houve queda de preços. As variações de preços predominantemente negativas do Índice Fipe/Buscapé refletem o dinamismo e competitividade do setor de e-commerce, e a natureza dos produtos que são predominantemente vendidos no mesmo.

Dos 10 grupos de produtos que compõem o Índice Fipe/Buscapé, cinco apresentaram queda de preço no mês de março: eletrônicos (-1,97%), telefonia (-1,59%), brinquedos e games (-1,51%), esportes e lazer (-1,50%) e eletrodomésticos (-0,87%). Das 169 categorias pesquisadas, 73, ou 43%, tiveram queda média de preços de -1,69%, com destaque para piscina (-6,84%), miniveículo motorizado (-6,16%), fone de ouvido/headset (-5,93%), som portátil (-5,31%), DVD player (-4,92%), microondas (-4,48%), adega climatizada (-4,32%) e cooler para bebidas (-3,70%). Os grupos que tiveram aumento de preço foram: casa e decoração (3,74%), moda e acessórios (2,02%), informática (1,16%), cosméticos e perfumaria (0,67%) e fotografia (0,37%). Das 169 categorias de produtos pesquisadas no mês, 96, ou 57%, tiveram aumento médio de preço de 1,55%, com destaque para: cortina/persiana (15,63%), cozinha completa (13,65%), depilador elétrico (7,77%), panela de pressão (7,08%), climatizador (5,76%), sofá/estofado (5,07%), brinquedos de controle remoto (4,97%), leitor de e-book (4,72%) e patins (4,68%).

Considerando-se as variações anuais, a partir de novembro de 2012 observa-se uma tendência de redução das variações negativas do Índice Fipe/Buscapé que culminou em novembro de 2013 (0,42%) com o único aumento na série de 39 comparações anuais de preços no e-commerce, conforme a figura 3. A partir de então observa-se uma tendência de aumento das variações anuais negativas, que em março de 2015 foi de -3,51%. Dada a importância dos importados no e-commerce, e caso o câmbio continue a se elevar de forma muito expressiva, há uma tendência da variação anual aproximar-se mais de zero ao longo do ano, embora mantendo-se negativa, tomando para base o comportamento dos preços em 2014 e a tendência de aumento dos preços em geral.

Os preços no comércio eletrônico têm variação anual 10,5% inferior à variação dos preços médios do IPCA no período fev15/fev14, e que enquanto os preços do e-commerce caíram -3,62%, o IPCA (7,7%) registrou a maior taxa anual dos últimos 12 anos. Ao longo de 2012 - antes do impacto da desvalorização cambial sobre os preços dos produtos importados, que têm grande peso no e-commerce - a variação do Índice Fipe/Buscapé era cerca de 13% inferior à variação dos preços médios da economia. Observa-se uma clara tendência de aumento da diferença negativa entre os preços do e-commerce e os preços em geral a partir de novembro de 2013 - quando era de -5% - até março de 2015 - quando chegou a -10,5%. Os números traduzem um significativo ganho de competitividade dos preços dos produtos comercializados no e-commerce em relação aos preços médios que compõem o orçamento familiar, explicando parcialmente o expressivo crescimento do setor, que em 2014 foi de 24,3% em termos nominais, e de 26,7% em termos reais, com base na variação de -1,92% do Índice Fipe/Buscapé. Este crescimento é muito relevante considerando-se um contexto no qual o PIB deve ter crescido cerca de 0,2%.

No período anual entre março de 2014 e o de 2015, dos 10 grupos pesquisados, seis apresentaram quedas de preço, e quatro. aumentos, havendo expressiva diferença entre os grupos de produtos que compõem o índice, que vai de uma queda de -11,45%, em telefonia, a um aumento de 5,42% em casa e decoração. Das 168 categorias pesquisadas, 71, ou 42%, tiveram queda média de preço de -7,12%, e 97, ou 58%, tiveram aumento médio de preço de 2,99%.

Entre os quatro grupos com maior aumento de preço destacaram-se casa e decoração (5,42%), devido a cozinha completa (10,94%) e armário guarda-roupa (7,72%), e Fotografia (2,69%), devido a filmadora (6,82%).

A queda de -3,51% do Índice Fipe/Buscapé no período contrasta com os aumentos nos índices de preços aos consumidores gerais, como o IPCA-IBGE e o IPC-Fipe, que tiveram aumento anual de preço de 7,7% e 6,65%, respectivamente, no período fevereiro de 2015 d e de 2014. Parcela significativa destas diferenças pode ser explicada pelos seguintes fatores: a) o Índice de Preços Fipe/Buscapé monitora uma cesta de produtos diferente daquela avaliada pelos índices de preços gerais, ou seja, apenas aqueles produtos que são comercializados de forma mais significativa por meio da internet; b) os pesos dos produtos que compõem o Índice Fipe/Buscapé são bastante diferentes dos pesos dos mesmos produtos nos índices genéricos; c) o canal de distribuição monitorado pelo Índice Fipe/Buscapé é exclusivamente o e-commerce, enquanto os outros índices monitoram vários outros canais tradicionais e físicos.
Fonte: Monitor Digital
Tags: Comércio eletrônico, Crescimento, Ecommerce
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