Quinta-feira, 26 de Março de 2015
CNC prevê primeira queda em vendas para a Páscoa desde 2004 CNC prevê primeira queda em vendas para a Páscoa desde 2004
O volume de vendas para a Páscoa deve ser 0,5% menor, em comparação com a Semana Santa de 2014. Segundo a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esta será a primeira retração para a data desde 2004, quando ocorreu uma queda de 4,8%.

O feriado deve movimentar R$ 2,6 bilhões em negócios para o comércio em todo o país, informou a entidade nesta terça-feira (24).

Segundo Fabio Bentes, economista da CNC, comprometimento do orçamento das famílias, retração do mercado de trabalho e da renda, e alta da inflação e do dólar são os principais impactos no recuo do movimento.

“Essa análise coincide com o próprio desempenho do varejo, que já há muitos anos não apresentava resultados tão fracos (...). No ano passado, o mercado de trabalho teve crescimento de 1%. E os dados até fevereiro desse ano mostram retração de 0,1%. Mesma coisa com a renda, crescimento de 0,7% e esse ano queda de 1%”, apontou Bentes.

Ainda de acordo com a CNC, em 2014, as vendas cresceram 3% em relação a 2013, descontada a inflação, e movimentou cerca de R$ 2,7 bilhões, também deduzida a inflação.

“A inflação da Páscoa também está em um patamar bastante elevado, alta de 9,1%, segundo dados do IPCA-15 [Índice de Preços ao Consumidor Amplo], divulgado pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. É a inflação mais alta dessa cesta de Páscoa desde fevereiro de 2011, quando teve alta de 10,4%”, completou o economista.

Impacto do dólar

Ainda segundo o especialista, a alta do dólar “pegou em cheio a Páscoa desse ano”. “Se considerar [a moeda] na casa de R$ 3,15, o dólar na Páscoa passada estava abaixo de R$ 2,25. O dólar subiu 40%. A Páscoa conta muito com a venda de importados como bacalhau, parte do chocolate e bebidas”, ressaltou Bentes.
O economista afirmou, no entanto, que “o estrago poderia ser maior”, se as encomendas de produtos para venda na Páscoa não tivessem ocorrido no final do ano passado, “quando não tinha aumentado [o dólar]”. A Páscoa é a data mais importante do calendário do comércio.

Orçamento comprometido

“Infelizmente a Páscoa esse ano caiu num período de ajustes do comércio causado principalmente pelos preços monitorados. Páscoa tem todo ano, mas num momento que as famílias estão com orçamento pressionado com energia, combustíveis, água, é mais um ingrediente para apagar essa fogueira. O orçamento [das famílias] está muito mais apertado do que no ano passado”, concluiu.
Fonte: G1
Tags: Páscoa, Vendas, Semana santa, Confederação nacional de comércio de bens, serviços e turismo (cnc), Retração
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