• Setembro de 2017
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Comércio via celular deve crescer

SÃO PAULO - O comércio eletrônico negociado exclusivamente por smartphones e tablets pode aquecer os negócios de diversas empresas. A tendência é confirmada entre desenvolvedores de aplicativos e empresas que usam os programas para turbinar as vendas.

Segundo dados de estudo realizado pela companhia de pagamento digitais Pagtel, 67% de pessoas com smartphones já tiveram algum contato com o chamado m-commerce (comércio móvel, na expressão em inglês).

Isso acontece não só no segmento do varejo, mas também em serviços como corridas de táxi, entregas feitas por motoboy e também delivery de alimentos.

O diretor de marketing da Pagtel, Felipe Lessa, indica que esse mercado pode ficar maduro em cinco anos. "Nos níveis atuais de aceitação, o m-commerce poderá se consolidar em menos tempo que o e-commerce (comércio virtual)", afirma.

Entre os fatores apontados para o movimento de adesão aos meios móveis está não só a popularização dos aparelhos, mas também a melhoria nos serviços de internet móvel.

Fornecedores

Desenvolvedores de soluções como a Tlantic indicam que os clientes procuravam apenas informações a respeito de aplicativos (apps) móveis. Agora, eles já entendem a necessidade de estar neste universo.

A diretora executiva da Tlantic para América Latina, Patrícia Fernandes, ressalta que o novo canal não é similar ao e-commerce. Ela indica que um site criado para PC, quando é acessado no celular, tem a página desconfigurada, o que não é ideal para os negócios. "Uma aplicação nativa deve ser criada, já que foi pensada para o ambiente mobile".

Companhias

Entre as empresas que usam os apps para ampliar o número de clientes, o serviço de pagamento móvel Pagpop aponta o uso via smartphone como pilar de distribuição. O CEO da companhia, Marcio Campos, explica que o crescimento da empresa previsto para 2014, de 180% e para 2015, de 100%, são claramente responsabilidade das transações móveis. "De todas as movimentações que processamos, 80% são por aplicativo mobile. Há dois anos esse número era 5%".

Aplicativo

Na empresa de serviço de corridas registrada pelo aplicativo Easy Taxi, o co-CEO Dennis Wang explica que por conta da existência de smartphones e tablets veio o sucesso do negócio e "a própria existência da companhia". Fundada por ele e por Tallis Gomes, a Easy Taxi usa a geolocalização do usuário, através do GPS dos equipamentos, além de possibilitar a remuneração da corrida via sistema de pagamento. Tudo graças aos aparelhos móveis.