• Setembro de 2017
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Vendas nos supermercados desacelera, mostra NIELSEN

A Nielsen, provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra, acaba de divulgar o estudo Tendências 1° Semestre de 2014. A pesquisa investiga as variações de volume, valor e preço de 137 categorias de produtos de consumo de massa em todas as regiões do país (divididas pela empresa em sete áreas geográficas*).

Apesar de alguns pontos positivos apresentados no cenário econômico como a baixa taxa do desemprego (4,9%), o aumento da renda média real (2,6%) e a redução da inadimplência (4,3%), no segundo trimestre do ano, alguns fatores impactam as decisões do consumidor. “Entre eles, ganham destaque o receio dos níveis de inflação e o cuidado com o endividamento, que continua apresentando crescimento”, explica a executiva da Nielsen, Sabrina Balhes.

De acordo com a pesquisa, o brasileiro está menos confiante e tem uma tendência de racionalização do consumo para os próximos seis meses. O consumidor brasileiro apresentou retração de 10 pontos no índice de confiança global Nielsen no segundo trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo diante desse cenário, o país ainda é o mais confiante da América Latina.

Durante o primeiro semestre do ano, o brasileiro reduziu as idas aos pontos de vendas (-5,5% em relação ao primeiro semestre de 2013), mas apresentou crescimento no ticket médio gasto (8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior). Essas movimentações refletem um consumidor mais planejado no abastecimento do seu lar, que passa pela escolha de quais produtos comprar, em que quantidades e qual o melhor canal de compras em cada situação.

O estudo também apresentou um destaque para a ocorrência de promoções como grande motivador da compra. “Com consumidores buscando reduzir seus gastos, mas sem abrir mão do bem-estar, as marcas que investiram em ações promocionais no período conseguiram melhor desempenho”, afirma Balhes.

Com as estratégias de preço e promoção, as vendas continuam crescendo, embora em menor patamar no último bimestre.