Pare de reclamar, ajude sua empresa Pare de reclamar, ajude sua empresa
Por Jurani Parente

Tem um ditado que diz: "Pimenta nos olhos dos outros, é refresco". No momento de vendas em baixa, concorrência mais acirrada, é comum se ouvir muitas reclamações, mas muitas delas de maneira covarde: falar por trás, escondido, baixo, e muitas vezes, ainda se pede segredo. É impressionante como tem gente reclamando da empresa que trabalha, parece até que a empresa é inimiga do empregado. Particularmente, acredito que quando uma empresa não está vendendo, ou que suas vendas diminuíram, é porque tem alguma coisa errada e não é a crise.

O dinheiro continua circulando, talvez em outras mãos (empresas), mas está no mercado, girando a economia. Só que alguns empregados, ao invés de ajudar, atrapalham com seu silêncio. Certo dia, dei uma carona a uma vendedora de uma loja. O tempo todo, ela foi reclamando da empresa. Enfim, dizia que tinha muita experiência e que via muita coisa errada. O mais interessante é que ela nada fez para ajudar a empresa com a experiência que ela se julgava possuir.

Haja vista o relato e o que diz respeito à empresa, o empregado tem que ter a consciência de que faz parte de um grupo e que se a empresa afundar, ele vai junto. Hoje, o mercado está precisando de pessoas que sejam a empresa; que tenham compromisso, em primeiro lugar, com o desenvolvimento do conjunto; que se preocupem com todos os setores da organização e que procurem ajudar a empresa a encontrar soluções para os problemas enfrentados no dia a dia.

Há alguns anos, um outro relato me chamou a atenção, eu estava em uma loja de móveis, quando um vendedor foi até o gerente para reclamar que havia uma loja concorrente, vendendo guarda-roupas a 35% mais barato do que a sua empresa, e que por este motivo não estava vendendo o produto. Eu perguntei ao vendedor queixoso se ele havia ido até à empresa que estava vendendo mais barato 35%, para verificar e comparar o produto que o concorrente tinha para vender. Disse-me que não.

Ofereci-me para ir até à loja com ele, verificamos que o produto do concorrente era muito inferior: mais baixo, menos largo, as espessuras de suas laterais eram mais finas e escondiam suas deficiências pela ótima aparência que possuía. A partir daí, o vendedor queixoso passou a informar ao consumidor que seu produto era mais caro porque tinha qualidades que o outro não as possuía.

O drama desse vendedor funcionou como alerta, para que as pessoas não possam apenas esperar que a empresa veja tudo, que sempre tome as decisões, que faça promoções, que baixe os preços, que facilite tudo, que praticamente implore para que comprem seus produtos, porque se houvesse de acontecer assim não precisaria de vendedores, porém se venderia pela Internet ou por telefone somente.
 
Algumas iniciativas podem ajudar as empresas: os vendedores de lojas podem organizar reuniões com consumidores, sugerir coquetéis, estimular e acompanhar as caixinhas de sugestões, incentivar as vendas adicionais, preocupar-se com exposições, display, não consentir os produtos com pouco iluminação e mal expostos, deve-se fazer a arrumação da loja, visitas externas, solicitar indicação dos próprios clientes, por exemplo: a senhora conhece alguém que estivesse precisando de uma TV 29 e que desejasse adquiri-la?

Entretanto, como suplemento, os vendedores externos, por exemplo representantes, poderiam organizar reuniões de incentivo para os vendedores lojistas, sugerir ações práticas e baratas para girar rápidos os produtos encalhados, mesmo que estes produtos venham a ser de seus concorrentes, estimular os vendedores da loja com prêmios por objetivos alcançados, promover reuniões ou encontros para atualização de produtos e treinamentos técnicos sobre produtos ou serviço com que ele trabalha. Portanto, que essas reuniões se estendam para as pessoas interessadas do seguimento; por exemplo, se você vende tapetes ou móveis para ambientes de decoração, poderia sugerir para fabricante e lojista um coquetel para decoradores e arquitetos.

Contudo, ligar para clientes e fomentar, neles, um desejo de compra é uma das qualidades que poucos vendedores possuem. Se você começar a ligar para 10 clientes todo dia, aqueles clientes que há muito não entram na sua loja, começar a informar que há novidades e algumas promoções, e em seguida, convidá-los para ir até à loja, mesmo sem compromisso para tomar um cafezinho ou, se for necessário, se ofereça para ir até ao cliente em domicílio para mostrar produtos ou serviços, pode ter certeza que no final do semestre ou até mesmo no final do mês você poderá ter uma boa surpresa no mix de suas vendas.

O empregado não se deverá levar pelo mau tempo, pelo pessimismo. A automotivação é um conceito que deve ser praticado continuamente. Procure se relacionar com pessoas mais inteligentes, alegres, entusiásticas, que gostem da vida e vivam bem. Enfrente os problemas e desafios com muito entusiasmo e bom humor. Saiba aprender com o fracasso, procure ler coisas boas, notícias que mostrem como o país é rico e está se desenvolvendo, procure saber como as empresas, os empregados e os profissionais estão se desenvolvendo, crescendo profissionalmente. Aprenda com os mais experientes. Procure ouvir mais do que falar. Mesmo com a crise que muitos falam por aí, existem muitos que estão quebrando e muitos que estão ficando mais ricos e se desenvolvendo cada vez mais.

Jurani Parente
Consultor de vendas, autor do livro: "A arte de vender sempre mais"
www.juraniparente.com.br
Tags: Vendas, Varejo, Varejista, Mercado
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