A franquia só vale a pena se a marca for conhecida? A franquia só vale a pena se a marca for conhecida?
Por Marcus Rizzo

A franquia só vale a pena se a marca for conhecida? Tenha a certeza de que não é bem assim! Pode ficar tranquilo: muitas das franquias consideradas como marcas desconhecidas podem valer muito mais do que outras conhecidas e até mesmo famosas.

As franquias de negócios começam com poucas unidades e são famosas, ou mesmo conhecidas, apenas no seu próprio local ou na área de atuação e influência do negócio. Foi exatamente isso o que aconteceu com a então desconhecida e pequena lanchonete dos irmãos McDonald’s em San Bernardino, um subúrbio de Los Angeles na Califórnia ou mesmo aqui no Brasil, com a desconhecida Gipsy de Belo Horizonte dos irmãos Birman, que se tornou a Arezzo de hoje.

Cuidado com o “trampolim dos famosos para ficar conhecido”

Algumas franquias com modelos de negócio incipientes e baixa estruturação utilizam-se do referencial de um famoso (geralmente esportistas, artistas e/ou apresentadores de TV) como um trampolim que associa a fama com o suposto sucesso que você terá no negócio, ou mesmo que essa fama servirá como uma muleta para o negócio andar sozinho e com muito sucesso.

Caia fora! Franquias (e, em geral, negócios) não funcionam com o uso de muletas!

Cuidado com o “formatei a franquia!”

Lembro aqui: caia fora daquelas franquias que anunciam terem “formatado”. É muito comum você encontrar “acabo de formatar a franquia” (isso quer dizer: copiei e colei a Circular de Oferta e os Contratos e estou associado). Quem deve ter um formato testado e padronizado é o negócio, seu conceito e posicionamento, e nunca a franquia.

E novamente voltando ao irmãos McDonald’s, que exaustivamente deram um formato operacional ao negócio, levando a linha de montagem (Ford) para uma pequena lanchonete.

Então, como identificar a desconhecida de hoje que será famosa amanhã?

Não é difícil: basta utilizar seus dois olhos simultaneamente, sendo um deles para buscar uma franquia que tenha conceito (“o melhor hambúrguer do mundo”) e posicionamento associado (“com o melhor atendimento do mundo”)  a capacidade do franqueador em manter o modelo de negócio no mesmo padrão (conceito e posicionamento) operando em diferentes locais e com diferentes franqueados.

Nos bons tempos (hoje, infelizmente, estão perdidos), Ray Kroc do McDonald’s tinha um conceito e um claro posicionamento: “a melhor refeição do mundo em até um minuto”. Os irmãos McDonald’s andavam pela loja com um cronômetro e a ideia é que o produto esperasse por você e não ao contrário (fast food).

Seu outro olho deve focar em você (peça a ajuda de um espelho). Busque dedicação e total identificação associadas a uma enorme vontade de manter, a qualquer custo, o posicionamento do negócio. Se o seu olhar perguntar “o que eu mudaria?”, caia fora! Mas se exclamar “eu quero muito e estarei totalmente envolvido por pelo menos uns dez anos”, é esse o negócio!

Ray Kroc (McDonald’s), depois do insucesso com os primeiros franqueados “amigos e investidores”, foi buscar seu exemplo de franqueado com o perfil ideal para o negócio: um insistente judeu que tentava vender bíblias para sua secretária.

Em resumo, como saber se vale a pena:

Aplique a fórmula “Valor da franquia para você = Sua Percepção do Modelo de Negócio x Sua Dedicação e Envolvimento x Suporte Oferecido Pelo Franqueador.”

Isso tudo quer dizer que a franquia que você escolheu, que não é famosa nacionalmente, será por suas mãos um grande negócio que valerá muito quando conseguir aliar um bom conceito multiplicado pelo seu envolvimento no negócio e, ainda, multiplicado pelo suporte (conhecimento) oferecido ao franqueado.

Marcus Rizzo é sócio-fundador da consultoria Rizzo Franchise.
Tags: Franquias
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