Franquia & Casamento Franquia & Casamento
Luiz Mauricio Janela


Todos aqueles que trabalham no sistema de franquia - seja franqueado, franqueador ou até mesmo fornecedor de produtos e serviços - observam e participam, dia-a-dia, das várias fases por que passa o relacionamento dentro de uma rede franqueada.

Nada melhor para ilustrar essas fases do que compará-las com o relacionamento de um casal - desde o momento em que se conhecem, passando pelo casamento, até as decisões que têm que tomar juntos daí para frente. Traçar essa analogia simplifica e ajuda a entender melhor o que ocorre no sistema.

Claro que ninguém se esquece dos primeiros olhares trocados antes de um relacionamento, do primeiro encontro, da preocupação em agradar e de todos os detalhes que uma situação como esta exige: os cuidados com a aparência, com os cabelos, a escolha das roupas, o modo de falar etc. É mais ou menos o que acontece quando passamos, por exemplo, em frente a uma loja de perfumes, achamos o layout e o merchandising atraentes, o vendedor e todos os detalhes com a aparência daquele negócio de sucesso, e pensamos: “um dia ainda vou ter um desses.” Pronto, começou a paquera!

O segundo passo é procurar entrar em contato com o responsável pela franquia. O encontro inicial é marcado por histórias de sucesso, previsões de mercado animadoras e projeções de resultados otimistas, tudo isso entremeado por uma maravilhosa apresentação e com folders repletos de fotos de atuais franqueados sorrindo e felizes. Algo diferente até aí nesse joguinho de sedução?

Tempos mais tarde, a admiração vai se transformando em algo mais forte. Nesse momento, um possível franqueado já quer conhecer melhor a franqueadora, e inicia-se um namoro. Ele procura obter as mais variadas informações, demonstrando seu interesse num relacionamento: Quem criou a franquia? Como foi estruturada? Como se desenvolveu? Quem compõe a rede? Quais são os seus objetivos? Como foi o relacionamento com o ex-franqueado?

O interesse e a admiração crescem e resolvem ficar noivos. Nesse momento, os futuros parceiros já se conhecem melhor e firmam o acordo pré-nupcial, ou digamos, assinam a Circular de Oferta de Franquia, uma espécie de “regras do jogo”. Regras aceitas e estando bom para ambas as partes, casam-se assinando o famoso livro do Cartório, que nesse caso é o Contrato de Franquia. A ocasião é só de festa, a alegria está no ar e tudo é empolgação. Afinal, é o momento da montagem da casa (ou loja), planos e sonhos estão acontecendo.

Loja pronta, é hora da lua-de-mel!. É o período em que o casal ri até de topada com o dedão! Na loja, a topada poderia ser aquele movimento abaixo das expectativas ou até o ar condicionado que não funciona.

Depois disso, começa a rotina do dia-a-dia e a partir daí o glamour vai reduzindo pouco a pouco, o que é normal. Para manter o interesse mútuo, novidades precisam ser adicionadas e a parceria e os votos do compromisso renovados: pode ser uma consultoria mais aprofundada ou o lançamento de um produto de sucesso.

Mesmo com tudo isso, o tempo é cruel e se encarrega de colocar percalços no caminho dos parceiros: uma economia recessiva ou problemas na administração no negócio e as acusações de ambas as partes são inevitáveis.

Problemas fazem parte da vida. No nosso caso, eles devem ser encarados como oportunidades para fortalecer o relacionamento, e aqui vale uma reflexão: se há briga é porque há uma parceria, um casamento. Se fossem solteiros ou se estivessem fora de uma rede franqueada, a discussão não existiria, reclamariam com quem? Para as paredes?

Juntos, a possibilidade de encontrar uma solução para determinado assunto é muito maior, afinal, duas ou várias cabeças pensam melhor do que uma – é o que diz o velho ditado e a vida confirma. Ambos podem lançar mão de experiências adquiridas em situações diversas, usar pontos de vista diferentes e conhecimentos específicos. O problema é sempre menor quando é dividido.

Resolvida a questão em conjunto, o que se observa é uma relação cada mais forte, e maior respeito. Vem a certeza de que é muito melhor ser casado ou fazer parte de uma rede franqueada do que ser solteiro ou ter um negócio independente.

Depois disso, como é natural, chegam os filhos, ou seja, novas lojas são inauguradas e todos vivem felizes para sempre (ou até que chegue a próxima crise)!


Luiz Mauricio Janela é Administrador com MBA executivo e MBA em marketing, com mais de 20 anos de experiência em Vendas e Marketing.
E-mail: luizjanela@yahoo.com.br
Tags: Franquia, Varejo, Negócios
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