Distúrbio obsessivo-gerencial Distúrbio obsessivo-gerencial
Por Harry J. Friedman

Então você tem 12 anos e está com seus amigos discutindo o que gostariam de fazer juntos no final de semana. Você parece estar dominando a conversa com as suas idéias do que você acha que seria diversão. Outros garotos oferecem sugestões, mas você impõe as suas idéias. Eles finalmente concordam e, naquele fim de semana, você e seus amigos participam das atividades que você queria que fizessem. Você até mesmo verifica se eles estão se divertindo e assume a responsabilidade pelo dia.

Senhoras e Senhores: estamos criando um líder, um gestor, um futuro Mestre do Universo. Gestão e liderança são compulsões, não um título.

Quantas vezes ao logo dos anos eu me deparei com Gerentes Regionais, Supervisores e Gerentes de lojas que conseguiram o emprego porque ninguém mais o queria. Talvez porque quisessem ganhar mais dinheiro ou apenas porque seu Diretor achava que aquela pessoa fosse a menos útil das criaturas?

Olhe para você mesmo. Você é uma dessas pessoas? Então eu digo: Caia fora! Salve a sua alma e a sua dignidade. O fardo da gerência não é para você! Divirta-se vendendo ou pinte um quadro e venda. Você merece aproveitar sua vida!

Existem líderes e seguidores. Nós precisamos dos dois. Entretanto, gestão não é um traço estático da personalidade, muito pelo contrário, é dinâmico, sempre mudando e se desenvolvendo. Em algumas áreas da minha vida sou muito feliz em ser um seguidor. Por exemplo, eu gosto de vinicultura como um hobby. Eu possuo um vinhedo e uma vinícola e, francamente, o vinho que eu produzo não é dos melhores. Eu tenho um amigo que presta consultoria na produção de vinhos e eu também sou sócio de um clube de vinicultores.

Eu geralmente não tenho nada a dizer. Os outros sócios são muito mais experientes e assumem o papel de líderes, mesmo durante nossas conversas sobre degustação (a propósito, foi o varejo que me colocou nessa). Em qualquer circunstância, trocando de assunto do vinho para conversas com a minha equipe ou qualquer tema sobre a empresa, tudo muda de figura. Eu tenho idéias, objetivos, metas e visão. Eu fico feliz com isso, mas não foi uma escolha, é DNA, uma obsessão, como se fosse um chamado. Você não tem que liderar ou seguir o tempo todo. Ninguém é um sucesso absoluto.


Você deve estar se perguntando agora mesmo: “Se eu não me impus aos meus amigos quando eu tinha 12 anos, eu ainda posso gerenciar uma loja?” Que bom que você perguntou. Sim, mas existem advertências. Gestão exige muita técnica e estratégia. Existem metas a serem estabelecidas, números a serem analisados, treinamento, orientação progressiva e muito mais a ser feito diariamente. Além de tudo, a diretoria ainda quer que as vendas sejam melhores do que as do ano passado.

Aqui está a dificuldade e a esperança para todos nós. Existe espaço suficiente para crescer, usando vontade e técnica. Mas você tem que querer dar conta de tudo para conseguir chegar ao topo. Tenha coragem, existem poucos que chegam lá. Claro que você pode comprar um título comprando o negócio, ou melhor ainda, herdando. Entretanto, isso não faria de você um gerente obcecado. Agora, se você for muito sortudo, aqui está o que precisa para se tornar um maravilhoso gestor de pessoas.

Amplie seus horizontes. Ter uma visão mais abrangente e mais profunda das coisas dá a você perspectiva. Pense num adolescente que diz aos pais que se ele não for à determinada festa ele vai morrer. Adivinha: ele não vai morrer. Bons gestores podem tomar decisões hoje que afetam tanto o futuro quanto o presente.

Não negocie o que você sabe que está certo. Por exemplo, se você acredita que as vendas irão crescer se os vendedores passarem a oferecer adicionais, certifique-se de que eles fazem isso em todos os atendimentos, sem falhas. Só assim obterá resultados.

Tome decisões em nome da empresa e não da equipe. Você trabalha para a empresa e não para a sua equipe. E nem é assim tão pessoal quando você adverte alguém por escrito por chegar atrasado. Ambos irão sobreviver. Acredite em mim, eu tenho uma bola de cristal.

Não gaste tanto tempo resolvendo problemas mas descobrindo ou esclarecendo os seus motivos.
Pratique os 3 F’s (Fair, firm and fun). Seja justo, firme e divertido. Fantástico, fabuloso, fermentação (torna o suco de uva mais saboroso).

Então é isso aí: basta levar sua equipe a atingir patamares que eles nunca alcançaram antes. Superando metas e tendo clientes que querem comprar na sua loja muitas e muitas vezes. Eu sou meio obcecado em relação a isso, e você?

Harry J. Friedman
Aclamado consultor internacional especializado em vendas e gestão no Varejo. Ex-proprietário de uma bem-sucedida rede de lojas, fundador e presidente do The Friedman Group, autor e treinador de mais de 500 mil varejistas, ele criou o sistema de vendas e gerência no Varejo mais utilizado no mundo.

Tags: Gestão, Varejo, Liderança
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