Planejamento estratégico torna pequenas empresas em grandes players Planejamento estratégico torna pequenas empresas em grandes players
Por Raul Corrêa da Silva

As micro e pequenas empresas respondem por 67% dos empregos no Estado de São Paulo, o mais importante ente econômico da Federação. Isso pode nos dar idéia da importância desse setor para a economia nacional. Porém, enquanto grandes empresas se perpetuam, crescem e se desenvolvem por várias gerações, 71% das micro e pequenas empresas abertas anualmente no Brasil fecham antes de completar cinco anos.

Já que as pequenas empresas são tão representativas para a economia do País, por que têm uma taxa de mortalidade tão assustadora? As respostas podem ser várias. Alta carga tributária, falta de capital de giro, dificuldade em obter empréstimo, impossibilidade de reduzir custos, baixa rentabilidade ou até concorrência desleal das grandes empresas concorrentes são algumas delas. Nem o melhor dos financiamentos, nem as mais baixas taxas de juros poderão salvar da bancarrota uma empresa em dificuldades que não tenha um bom planejamento.

Todos os sintomas acima citados podem ser diagnosticados em uma única causa: a falta de planejamento do empreendedor ao abrir ou conduzir sua empresa. Em muitos casos, empresário ou candidato a empresário é um bom técnico da área que vai atuar, mas entende muito pouco de gestão, estrutura societária e levantamento de capital – questões comuns no Planejamento Estratégico e na gestão empresarial.

Planejamento Estratégico é a identificação de fatores competitivos de mercado e potencial interno, para atingir metas e planos de ação que resultem em vantagem frente à concorrência, com base na análise sistemática do ambiente de atuação prevista para um determinado período. O planejamento vem auxiliando pequenas e médias empresas a obter sucesso em situações de crescimento ou a reestruturar-se para superar crises. Entre outros pontos, ele auxilia as empresas a definir a estratégia de crescimento, determinação do preço de venda de seus produtos e/ou serviços, a analisar a rentabilidade do negócio, na elaboração de orçamentos e na administração de caixas.

Um plano bem elaborado representa um salto qualitativo para quem busca um norte para seus negócios e sofre com a natural dificuldade em organizar idéias e objetivos de forma clara. Com um planejamento bem delineado, as empresas obtêm ferramentas necessárias para uma melhor gestão dos recursos disponíveis e conhecimento mais amplo de seu mercado de atuação. Isso possibilita antever o comportamento do setor (concorrentes, sazonalidade etc.) e adequar as ações à sua realidade.

Ao administrar ou pensar em montar qualquer negócio, o empreendedor já deve ter em mente e em mãos, informações sobre a competitividade de sua empresa no mercado, as prioridades para a condução ou início das atividades, as metas que pretende atingir a curto, médio e longo prazo e a estratégia para que essas metas sejam cumpridas. E isso não é importante apenas para empresas em inicio de atividades, mas também para as que pretendem ampliar investimentos, abrir uma nova filial e até no lançamento de um novo produto e serviço.

O bom planejamento fornece à empresa uma auto-análise de seus objetivos, condições e posicionamento no mercado, além de fazer com que todo o comando da companhia pense de forma menos emocional. Com essas informações em mãos, se elabora um plano de ação para atingir suas metas, sejam elas, aumentar o faturamento, lançar ou reformular um produto, contratar um negócio ou abrir uma nova unidade.

Para fazer um Planejamento Estratégico bem elaborado, a empresa deve colocar no papel todos os seus números (vendas, margens de lucro, compras, ativos, passivos etc.); fazer um levantamento minucioso da concorrência; delimitar os objetivos com relação ao negócio; calcular quanto será preciso investir para alcançar seus objetivos; fazer um cronograma e acompanhar se ele está sendo seguido e avaliar o plano bimestralmente.

As vantagens que essa ferramenta oferece são perceptíveis em diversas situações: quando a meta é o crescimento do negócio, um bom planejamento possibilita o aumento do faturamento. No lançamento ou reformulação de produtos, uma boa aceitação e retorno do investimento. Nas contratações de novos funcionários, mais racionalidade no número de colaboradores inseridos ao corpo funcional da empresa e, quando houver necessidade, a criação de novos cargos, e sucesso quando da ampliação da área de atuação da companhia, pois já se terá uma análise prévia do novo segmento que se vai atuar e da concorrência que nele existe.

Agora, é necessário que as corporações tenham um cuidado no momento de implantar o Planejamento Estratégico: contar com uma consultoria especializada para a elaboração e principalmente na implantação do mesmo. Essa última é a fase mais complicada, pois muitas vezes, exige uma mudança de mentalidade e comportamentos, que muitas vezes estão arraigados nos staff da empresa.

O proprietário da companhia não tem o apuro técnico e o distanciamento, necessários para o desenvolvimento e implementação prática do Planejamento Estratégico. Sem contar com especialistas, ele terá no máximo um belo relatório de boas intenções para ser lido no fim-de-semana, mostrado à esposa e aos amigos, mas que de nada servirá à sua empresa.

Raul Corrêa da Silva
Bacharel em Contabilidade, advogado, administrador de empresas, pós-graduado em administração contábil e financeira e diretor da RCS Consultores

Tags: Gestão, Varejo, Varejista, Planejamento
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